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quarta-feira, 3 de março de 2021

As boas pessoas nunca devem ser esquecidas

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 ●  15 comentários  ● 
Alfredo Quintana:

Apesar de ser atleta do FCP, nunca se deixou contaminar pelo ódio aos adversários.

Correcto, foi um exemplo na forma de encarar o jogo e os adversários.

Uma fatalidade levou-o demasiado jovem. Estes casos, em atletas, devem levar a que se questione os suplementos dados aos atletas hoje em dia.

Saudades é o que deixa a todos os que apreciam o desporto com rivalidade, mas sem ódio.

Maria José Valério:

Era um simpatia, uma verdadeira senhora.

Além de figura de proa da música noutros tempos mais civilizados, hoje em dia era conhecida dos mais novos por ser do Sporting e por cantar o hino do clube.

Nunca ninguém lhe ouviu ou viu qualquer deselegância para com o SL Benfica. Pelo contrário, adorava que os benfiquistas brincassem com ela, respondendo sempre com boa disposição e simpatia.

Também ela deixa saudades, pois consigo morre mais um pouco do que deve ser a convivência entre adeptos de clubes rivais.

15 comentários blogger

  1. O Alfredo Quintana era um magnífico guarda-redes que vi sobretudo a actuar na seleção nacional de handebol e faz-nos lembrar o "nosso" Féher. Que descanse em paz!
    Quanto à Sra. não a conheci muito bem, mas segundo parece também era uma boa cidadã e as boas pessoas como ela deixam as suas boas marcas na sociedade e nas pessoas que procuram a boa convivência, mesmo ou sobretudo tendo em conta as diferenças que possam existir. Que descanse em paz também!

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  2. Águia Preocupada04 março, 2021 00:39

    De Quintana nunca tinha ouvido falar. Mas é sempre arrepiante ver o fim abrupto num jovem que tanto teria para dar ao clube, ao desporto e à sociedade.
    Estão a acontecer demasiados casos, que deveriam ser motivo de análise. Não assistir a isto sem preocupação e a exigência de que se tomem medidas que visem maior acompanhamento médico.

    A Maria José Valério era realmente alguém de quem todos gostavam. Encontrei-a num almoço no Estádio da Luz em que festejava o seu aniversário. Perguntei-lhe porquê em casa do "inimigo". Respondeu com uma estridente gargalhada e um olhar de paz e de quem gostava da boa e sã convivência.
    Embora sendo eu benfiquista, lamento que não tenha visto o seu Sporting ser campeão, algo que há 20 anos esperava e ansiava. A vida às vezes troca-nos as voltas e ela morreu na praia!

    Que ambos descansem em paz!

    Meus sentidos pêsames às famílias, amigos e aos seus clubes!

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  3. Paz as suas almas,Maria Jose Valerio tanto anos sem ver o seu Sporting campeao e logo agora que o vai ser nao chegou a ter esse prazer pronto que festeje la em cima com os anjos,e que os ca de baixo aprendam de uma vez por todas a viverem sem odios porque ninguem fica ca para sempre,do Quintana nao o conhecia porque nao sigo os jogos de Andebol,pronto quando se e bom nao importa o clube afinal a gente boa em todo o lado.

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  4. Duas boas pessoas que eram adeptas de dois clubes que não o nosso. Duas pessoas que nos encaravam como rivais e não como inimigos. E nós a elas. E a rivalidade saudável é tão boa e dá tanto gozo.

    Também nós perdemos com a partida de pessoas assim. Que gozo dá ganhar, se do outro lado não houver alguém que saiba perder?

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  5. Como Sportinguista, apraz-me dizer que felizmente ainda há quem veja o desporto como ele é. Desporto. Se há algo que esta pandemia nos mostrou é que andamos aqui de passagem. Podemos ser rivais, mas não inimigos. Se os dirigentes não mudam as mentalidades, que sejam os adeptos a forçar essa mudança.

    Pedro

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  6. Excelente post Shadows.

    E' assim que deve ser a sa convivencia entre nos adeptos de clubes rivais (nao inimigos).

    Tambem eu estive no estadio da Luz na festa dos 50 anos de Eusebio.

    Saudacoes Leoninas

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  7. Um dos primeiros pensamentos que me ocorreu quando ouvi a notícia da morte da Maria José Valério, foi "Coitada... mas talvez tenha ido tranquila, o Sporting só não será campeão com muita incompetência somada a roubalheira".

    Do Quintana, uma pena, um homem jovem, pai, e que não partilhava do fanatismo (negativo) de grande parte dos adeptos e de alguns desportistas.

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  8. Um post justo e honesto.
    O Benfica e os benfiquistas devem ser sempre assim: competitivos, mas respeitadores de todos os adversários.
    Na hora em que somos confrontados com a fragilidade da vida, convém lembrar que sem os nossos adversários e sem a sua valia, tudo o que conquistámos enquanto clube não teria qualquer significado.
    Que descansem em paz.

    CF

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  9. O malogrado Quintana, sei-o de fonte segura, teve nas mãos uma proposta de um clube rival que lhe garantia mais do dobro do que auferia no Porto e recusou gentilmente, por, dizia ele, sentir-se muito bem no Porto, clube e cidade.

    Quanto aos ditos "suplementos vitamínicos" dados ou tomados de livre vontade por muitos atletas, devo dizer que tal se tornou numa selva, com escassa regulamentação/legislação sobre a sua comercialização e respectivas condições.

    Hoje em dia, qualquer supermercado de bairro tem um cantinho com produtos para aumentar a massa muscular, o rendimento e performance desportiva, muitos deles com esteroides anabolizantes, que, como se sabe, são meio caminho para mortes precoces e graves problemas de saúde.
    Mesmo os ginásios através dos personal trainers, incentivam as pessoas a toma-los, para resultados mais rápidos. E também pelas percentagens que têm sobre as vendas.
    Enfim, é o que temos, embora no caso de atletas pertencentes a grandes clubes e com acompanhamento médico activo, não creio que isso se verifique. Mas tudo é possível, tudo é possível quando a sede de protagonismo e alto rendimento se torna para muitos uma obsessão.

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  10. Leio muito por aqui e nem sempre concordamos. Lamento, como decerto lamentarás que a ideia que percorre este teu post não seja a dominante. Gostei. E deixa-me acrescentar, mesmo quando não concordamos, há uma coisa que devo dizer: tanto eu como tu cultivamos uma coisa que é "amor ao clube" que hoje parece tão esquecida, sobretudo por gente com tanta responsabilidade. Eu sou pelo meu e contra nada nem ninguém, assim como me parece que sejas pelo teu. A honestidade nunca fez mal a ninguém. Bom post. Um abraço!

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  11. Lamento a morte dos dois. Os meus sentidos pêsames à família do portista e da sportinguista. A vida das pessoas é coisa muito séria e, por isso, superior a todas as rivalidades.
    Uma pena termos assistido aos gozos inenarráveis aquando da morte de Eusébio e depois na hora da discussão da trasladação do corpo para o Panteão Nacional. Não sei se em algum blogue dos rivais assinalaram e/ou lamentaram as mortes de Coluna, Rogério Pipi, Ângelo, Bastos.
    Felicito o Shadows pelo texto, que só pode orgulhar aqueles que encaram o desporto como ele deve ser encarado. Este texto faz a diferença para o que vimos com Eusébio, Shadows.

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  12. Partilho do sentimento e da sensação de perda.

    De facto o Quintana parecia boa pessoa, sobretudo com educação. Não é fácil perceber como é que com tantos centros de medicina, não se consegue, ainda, nos atletas de alta competição, antecipar situações destas. Quando jogava à bola nos anos 80 íamos ao CMD: "faz umas flexões, não és marreco, mija para um copo e siga pa bingo".

    A MJV representava um tipo de educação e forma de estar que se vai perdendo com os da geração dela, fossem adeptos do desporto, ou não, havia uma atitude de respeito. De facto, poder rivalizar saudavelmente é diferente de odiar e hoje muitos praticamos este comportamento. Basta ver as caixas de mensagens, ou os blogs.

    Paz as suas almas.

    Sócio do SLB rumo ao 38

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  13. A vida e a morte, de qualquer pessoas mas sobretudo de gente boa, é sempre de lamentar mas momentos para prestar homenagens devidas. Muito bem.

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