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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

É lícito agredir um cidadão sob a capa de uma farda?

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 ●  15 comentários  ● 

Para o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia parece ser.

O agente que agrediu barbaramente um cidadão em Guimarães cujo único "crime" foi zelar pelo bem estar dos seus filhos foi condenado a 200 dias de suspensão, faltando agora cumprir apenas 20.

Ora, o referido presidente considera que a suspensão aplicada é exagerada. Pelo visto é lícito para um agente agredir quem quer e sem qualquer justificação como as imagens deixaram bem claro.

O próprio agente, conforme afirmou Henrique Figueiredo, presidente do SNOP, também vai recorrer.

A falta de vergonha do agente nem estranho. Mas um órgão oficial como o Sindicato desvalorizar uma agressão tão selvagem é um sinal triste da mentalidade de alguns policias do antigamente.

Deixo aqui o endereço de email do SNOP para quem queira repudiar este tipo de posturas típicas de outros tempos.

Geral@snop.pt

15 comentários blogger

  1. Alice no País das Maravilhas

    Não é numa obra de Charles Lutwidge Dodgson que encontramos forças de segurança que servem a população e a protegem, é em países civilizados como a Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca. E lá os cidadãos empenham-se na construção social, assim como na Islândia.

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  2. Muito bem!! Parece que já esqueceram

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  3. Por essas e por outras é que os Sindicatos estão desacreditados em Portugal.
    O referido senhor devia era preocupar-se em defender o agente que foi empurrado e humilhado há dois anos junto ao estadio das antas, por um gorila criminoso ao serviço do Pinto da Costa.
    Essa devia ser a sua função em detrimento de OFENDER todos os Policias do país, ao defender este animal!

    Margem Sul

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  4. Infelizmente é o pais que vivemos em que a ignorância e brutalidade vinda de quem tem poder e aceite como uma fatalidade

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  5. Mais triste é a IGAI e a PSP punirem o agente, quando o inquérito ainda decorre no MP.
    Vejo muita gente comentar e falar mal, mas de certea que nenhum sabe o que se passou ao certo nem o que foi dito. Baseiam a sua crítica única e exclusivamente nas imagens de TV. Imagens essas que mostram o agente a dar 2 bastonadas. Sim, APENAS DUAS, revejam. Por acaso sabem se já não tinha sido dada voz de detenção ao adepto e o agente tentado por várias vezes através do diálogo que ele acompanhasse o agente de forma a evitar o uso da força? E, minorizando ainda mais a já fraca relevância física do acontecimento, revejam também a entrevista dada pelo adepto no dia seguinte. Nem um braço ligado tem o homem, nem qualquer tipo de lesão. Os senhores que comentam e defendem o adepto, será que sabem que esse adepto já foi detido por 2 vezes por desobediência e ofensas à integridade física a agentes de autoridade?
    Um conselho muito básico que não devia ter necessidade de dar, mas pelos vistos é necessário e coincide com um ditado muito antigo: Quem está no convento, é que lhe sabe o que lhe vai dentro. Portanto deixem-se de falsos moralismos e éticas à distância. Deixem o homem ser condenado (ou ilibado) e, aí sim, podem e devem criticá-lo. Até lá, sejam íntegros e isentos e dêem o benefício da dúvida.
    Cumprimentos.

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    1. Só podes estar a brincar!
      Um agente a quem a sociedade autoriza o uso da força não o pode fazer com aquela brutalidade, ainda mais à frente da criança, só porque o gajo foi mal educado (que foi basicamente a resposta que ele deu no inquérito!). Os colegas dele até tentam parar a situação e proteger a criança!
      Eu concordo que o adepto devia ter sido detido se desrespeitou a autoridade, nunca mas mesmo nunca daquela forma. Já vi demasiadas vezes a brutalidade policial, o abuso da autoridade que lhe demos sobre quem juraram defender. Obviamente são só alguns, mas esses têm de perceber o que acontece quando o fazem.
      É infinitamente mais grave um polícia atacar um adepto desarmado à frente de crianças, do que esse adepto desrespeitar a autoridade (e só o fez com palavras). Que raio de sociedade seremos se permitirmos isto. A polícia deve ser o exemplo, damos-lhe o poder, mas quanto maior o poder maior a responsabilidade.

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    2. Dou-lhe toda a razão nas suas palavras. Contudo, poderão não ser as mais corretas para explicar o que sucedeu. Fala em brutalidade, mas o agente poderá ter cumprido como mandam os livros. Se vir as imagens, o agente tenta em primeiro lugar imobilizá-lo apenas com o uso da força física com a ajuda de um 2º agente. Vendo que o adepto oferece resistência, o agente dá uma bastonada numa perna, nessa mesma altura o agente até se vê confrontado com o adepto mais idoso. A seguir vê-se que o adepto continua a oferecer resistência, tentando-se levantar, levou outra bastonada. Supondo que o adepto já estava sob detenção e o agente terá dado as ordens verbalmente e o adepto não cumpriu, o próximo passo é o uso da força, recorrendo a armas não letais. Simples. A gravidade social neste caso em concreto é a presença da criança. Mais grave foi o que se passou nesse mesmo dia no Marquês de Pombal, com adeptos a serem pontapeados e pisados na cabeça, contudo a atenção que é dada a uma situação e a outra é aquela que se vê.
      Atenção: Não estou a defender o agente, apenas lhe estou a dar o benefício da dúvida, pois não sei as circunstâncias nem os motivos da detenção. Não sei o que sucedeu antes, só sei o que há nas imagens que são 2 bastonadas apenas em pontos não vitais do corpo humano. Se são justificadas ou não, só quem lá estava é que sabe e, quem de direito há-de julgar, pois basta que naquele momento ao adepto já lhe tivesse sido dada voz de detenção e ele estivesse em desobediência, resistência e coacção para aquele procedimento estar legitimado e previsto. Mas, como disse, a verdade há-de vir ao de cima e aí sim, ele deve ser criticado ou não conforme o caso. Até lá só podemos especular e presumir.

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    3. Caro Shadows, uma coisa é acharmos mal a agressão e pequeno o castigo à besta agressora; outra coisa é a missão do sindicato, que existe e só para defender os seus membros. Só é oficial no plano de uma organização legal, nada tem a ver com a estrutura policial e sua cadeia organica.
      Como qualquer outro sindicato defende os seus associados/trabalhadores.

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    4. Senhor Ricardo Moraes, com todo o respeito pela sua opinião, apenas posso dizer que discordo da necessidade de tamanha agressividade.
      Se fala que foram bastonadas previstas 'nos livros' e que o adepto pode ter desrespeitado o agente e que é reincidente também deve analisar a clara expressão de raiva e frustração do agente bem como o desnorte do mesmo que, assim que começou foi a torto e a direito.
      Ou vai-me dizer que o murro que deu num idoso que apenas tentou impedir que ele desfizesse o seu filho à bastonada tem justificação porque 'está nos livros'?
      Percebo que um policia não goste de ver um colega ou até a sua profissão atacada, mas pelo menos não defenda o indefensável.

      Cumprimentos,

      Miguel F.

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  6. Caro Miguel F., peço-lhe que reveja o seu comentário e as imagens.
    Quando diz "a torto e a direito" e "desfizesse à bastonada", tenha em consideração que as bastonadas dadas foram apenas 2. Não foram 5 nem 10 nem 15, foram 2.
    Mas sim, há fortes probabilidades de o agente ter perdido o temperamento.
    E volto a repetir: eu não o estou a defender!! Estou, apenas e só, a dar-lhe o benefício da dúvida, nada mais.

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    1. O que quiz dizer com 'a torto e a direito' foi pelo fato de ele mandar um murro no idoso, ele atuou como se estivesse no meio de uma multidão que estava para o devorar.
      Eu não lhe dou beneficio da dúvida por duas razões:
      1 - As imagens parecem-me suficientemente esclarecedoras do abuso de força (pelo menos para o senso comum)
      2 - O agente foi julgado e condenado a 200 dias de supensão (180 já cumpridos, vai agora cumprir os 20 que faltam).
      Na altura comentei com um amigo que é policia (já passou pelo corpo de intervenção)e ele explicou-me a adrenalina que corre no sangue naqueles momentos, eles ficam 'cegos', são como cavalos de corrida quando se abrem as portas.
      Compreendo que é o treino que lhes dão e não quero ser mal entendido, não estou contra a policia ou algo assim, mas revoltou-me pensar o que seria se tivesse acontecido comigo.
      Uma coisa lhe garanto, se tivesse dado um murro no meu pai EU estaria preso hoje e o agente não teria mais suspensões a cumprir.

      Cumprimentos,

      Miguel F.

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    2. Para o Sr. Ricardo Moraes ler o despacho da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que por norma são pessoas ponderadas e gostam de dar o benefício da dúvida ao Sr. Agente da "des-autoridade".

      "No despacho, a que agência Lusa teve acesso, a ministra considera que o oficial da PSP violou o dever de "obediência, por duas vezes, na medida em que não cumpriu as instruções referentes ao seu serviço", bem como o de "correção" ao utilizar "de forma excessiva os meios coercivos" inerente aos poderes que lhes estão conferidos como agente da autoridade.

      Constança Urbano de Sousa considera também que Filipe Silva violou o dever de aprumo, por três vezes, uma vez que "a sua conduta integra a prática de ilícitos criminais", nomeadamente ofensa à integridade física simples, falsificação de documento, denúncia caluniosa.

      Ao oficial da PSP é igualmente imputada a violação do dever de zelo por não ter participado com objetividade a ocorrência."

      Cumprimentos,
      FT76

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    3. Caro FT76, essas punições da IGAI são da mais pura incongruência que pode haver. Conheço dezenas de situações em que agentes sáo suspensos e punidos disciplinarmente dentro das suas instituições antes do fim do inquérito do Ministério Público e/ou julgamento onde são absolvidos ou os casos arquivados. Resultado: o MAI não só é obrigado e anular a punição disciplinar, repôr todas as perdas remuneratórias sofridas pelos agentes e (óbviamente) indemnizações que os agentes requerem sempre a título cível por danos não patrimoniais.
      E, se o Sr. percebe um bocadinho do assunto, pode ler nessa notícia que o Sr. transcreveu: "Constança Urbano de Sousa considera também que Filipe Silva violou o dever de aprumo, por três vezes, uma vez que "a sua conduta integra a prática de ilícitos criminais". Então mas a Srª Ministra agora exerce funções de Juiz?? Tem competências para apreciação e tipificação de crimes? Órgãos de Estado democrático, não podem interferir com os poderes de justiça, nunca! Aliás, um dos princípios da Constituição da República Portuguesa (e em qualquer Estado Democrático) é a separação de poderes (Político, Executivo e Judiciário)
      Então e se agora no julgamento, o Juiz determinar que o agente não cometeu nenhum crime? Como é que fica esse Despacho da Srª Ministra? Fica a valer ZERO.

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    4. Violência gratuita. Que bastão sacou o polícia ? Um soco num idoso ? E se ninguém tivesse gravado as imagens ? O que diz o relatorio do policia que é oficial ? Esta atuação policial é de uma violência gratuita. Não era preciso tanto para fazer cumprir a lei.

      Orlando Faria

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  7. Bom dia

    As nossas forças de segurança têm sido muito maltratadas (até Maquiavel já sugeria ao Príncipe que seria um erro tremendo). O desespero das pessoas que as constituem pode ser perigoso, não as maltratem

    Esta paranoia securitária, bisbilhoteira, controladora estende-se a todos, e aos media

    Um Homem ultrapassou o limiar da sua lucidez (por infelicidade, clubite, psicose aguda, ????) e toda a gente viu, ouviu e sentiu (e os meninos??)

    As nossas pessoas têm sido muito maltratadas

    À noite, em Lisboa, o inconsciente colectivo estaria próximo do limiar

    Alguém se encarregou de estragar a festa com arquetipias militaróides protagonizadas por gente maltratada (quem, de quem viu, se pode esquecer de alguém com uniforme empunhando o bastãofalo em pose provocatória?)

    Todos nós nos deveríamos envergonhar porque os elegemos, os educamos

    É tudo uma questão de gente mal educada..completamente incapaz de tentar civilizar uma criança que vê aquela monstruosidade e tornar-se-á naquele que atira pedras às forças de segurança ou em agente policial

    TENHAM VERGONHA, NÃO PRECISAMOS DESTES ILUMINADOS QUE NOS DESGOVERNAM NEM DESTA REPRESSÃO

    Luis Filipe Vieira

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