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27 outubro 2013

Um clube preso aos egos...

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O Benfica sempre foi um clube humilde, com ideais muito próprios, que nasceu do povo e para o povo. Um clube que subiu a pulso no panorama futebolístico português fruto da entrega da sua gente, da sua vontade de vencer, do trabalho árduo em prol de um emblema que representava uma universalidade de sentimentos, de crenças, de valores, um amor infinito que se manifestava em cada acção, em cada jogo, em cada momento da sua existência. Perder com honra, ganhar com mérito, mas sempre fiel à sua identidade. Foi assim que foi ganhando simpatias, foi assim que se tornou um clube mítico, foi assim que foi criada uma cultura de exigência que fazia com que o Sport Lisboa e Benfica nunca adormecesse à sombra dos êxitos conquistados, que se rejuvenescesse após um falhanço, que se levantasse graças à paixão infinita e querer absoluto de colocar este clube no lugar que merece. E esse lugar é o topo. Conquistas, titulos, competência, tudo isto é o Benfica.

Esse Benfica porém é uma mera miragem nos dias de hoje. As pessoas que o servem não têm a competência para nos colocar no rumo dos títulos e os benfiquistas, a maioria pelo menos, estão num sono profundo, anestesiados, como que sentados confortavelmente num teatro à espera que um milagre aconteça. A sensação que tenho é que estou a ler um livro com uma capa bonita, mas a medida que vou explorando, a medida que o vou lendo, as letras vão ficando turvas, as páginas cinzentas, o coração desiludido.

A renovação do Jesus foi um prego no caixão para esta época desportiva. Um treinador desgastado, que mostrou por inúmeras vezes claudicar nos momentos decisivos, um treinador que não consegue unir os jogadores à sua volta, que não consegue tirar o melhor rendimento do plantel à sua disposição. Um treinador com um ego incontrolável que não o permite evoluir. Jesus estagnou no tempo, está preso ao seu modelo de jogo, à sua filosofia e não consegue ver para além da sua própria realidade. Era mais do que óbvio e isso tem sido comprovado que o tempo de Jesus no Benfica estava esgotado. Esta renovação é só mais uma prova de que a cultura de exigência no Benfica está em vias de extinção. Outrora seria impensável renovar com um treinador quem em quatro anos vence apenas um campeonato e perde outros três. Esta decisão tem um dono: Vieira.

E o ego de Vieira é outro dos problemas do Benfica. Um presidente que tem tido méritos em criar acessórios para o Benfica (centro de estágio, Benfica TV, fundação Benfica, Museu Benfica) mas que tem falhado de forma contundente na gestão desportiva do clube no que toca ao futebol. Até quando o fantasma Vale e Azevedo, até quando estes acessórios que são importantes, mas não são de todo o que caracteriza o Benfica, como um homem também não é aquilo que veste, vão desculpar a incompetência que tem sido manifestada nos últimos anos? Quantas mais provas serão necessárias para se chegar à conclusão de só isto não basta? Quantos mais títulos terão que ser perdidos para se perceber que precisamos de um outro rumo, de uma outra liderança, de uma outra mentalidade?

O Benfica vive hoje numa luta de egos. Ego de um presidente que apela às pedras da calçada para justificar a sua permanência já que pelas conquistas pouco pode apelar..., ego de um treinador que encontra sempre uma razão para o seu fracasso e que consegue a incrível proeza de cometer os mesmos erros de forma sistemática. Vieira e Jesus são hoje a personificação cruel do que o Benfica se tornou. Um cube amorfo, descaracterizado, sem alma. 

O ego que devia sobressair não devia ser desta estirpe. O ego que devia sobressair agora e sempre devia ser o espírito inabalável de vitória. Humildade para se reconhecer quando não somos bons o suficiente, destreza  suficiente para nós adeptos, não compactuarmos com algo que está a destruir pouco a pouco o adn do clube que amamos. Temo dizer, caros benfiquistas que o meu amor pelo Benfica nunca será posto em causa. Mas quem sabe a massa de que este clube foi feito, quem um dia viu em campo as papoilas saltitantes serem o espelho das nossas almas, jamais poderá ficar identificado com esta cópia que por sua vez foi fotocopiada do que um dia foi o Benfica. 


26 outubro 2013

Rui Moreira, o independente da treta..!

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"Bruno de carvalho dá resposta dura ao presidente da câmara do Porto, Rui Moreira.

Na antecâmara do clássico, Rui Moreira, recém-eleito presidente da Câmara do Porto e portista confesso, alertou para a necessidade de “calar Bruno de Carvalho e o seu populismo”. O líder do Sporting registou e respondeu, elevando o tom.

“Quem tem responsabilidades como as de Rui Moreira não pode fazer crónicas daquelas. Não são feitas no momento, nem a quente. São pensadas e refletidas. Somos livres de emitir opinião mas... Fiquei surpreendido.
Já que o presidente da CM Porto se permitiu falar sobre futebol, vou falar de política. Acho graça quando ouço que ele foi um dos independentes com a vitória mais surpreendente das últimas autárquicas... Antes da candidatura, foi dependente de partidos e figuras partidárias; agora é o mesmo cenário. Não deve ser fácil fazer todas estas conjugações na sua vida.
Para lá de todas estas dependências, já se viu que tem uma subserviência muito vincada ao seu ídolo desportivo.
No meio desta ginástica, não deve ser fácil passar tanto tempo de joelhos.
Depois de ler o que escreveu, aprendi que mais vale ser popular do que hipócrita”, considerou." - Bruno de Carvalho.


"Vou ver o jogo no balneário."

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A Nova Luz.

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O antigo Estádio da Luz marcou todos os benfiquistas que tiveram o privilégio de entrar lá.

Vê-lo desaparecer, ver desaparecer toda aquela envolvência, aquele recinto impregnado de história e glória, erguido pelo amor dos benfiquistas pelo seu clube, foi como perder algo de nós. 

Apesar disso, vi a construção do novo estádio como uma oportunidade de ouro de modernização do clube, de se poder dotar a complexo da Luz de novas estruturas que pudessem originar receitas permanentes e crescentes para os resultados financeiros do Benfica e também para proporcionar aos adeptos condições de conforto inéditas.

A nova Luz, por dentro, é de facto um estádio lindo. Imponente. Com um ambiente fantástico para o Benfica, quando cheio, e atemorizante para os adversários em iguais condições.
Uma aposta ganha, nesse aspecto.

O complexo da Luz nem tanto. Foi criada uma área comercial, mas onde falta a diversidade de espaços como oferecia a antiga Luz.

O complexo da Luz ainda não oferece aos benfiquistas as condições ideais para a convivência diária. É algo a melhorar. A criação de mais espaços gastronómicos, por exemplo, ao alcance da bolsa do português médio, é essencial para que mais gente se desloque à Luz durante a semana como acontecia no passado.
A Catedral da Cerveja já foi um desses locais. Hoje continua a ser, e com qualidade, mas fora do alcance de muitas bolsas.

Também a 'beleza' do betão, embora impressionante, poderia ser melhor composta para que pelo menos em noites de jogo, luzes e côr dessem outro brilho ao Estádio da Luz.
Têm havido várias propostas neste sentido e espero que algumas delas possam ter bom acolhimento naqueles que decidem. Certamente os patrocínios associados a essas propostas cobrirão o investimento inicial.

O Museu do Benfica, embora com um custo exorbitante(13M), contribuirá decerto para que o complexo da Luz possa ter mais diversidade de actividades e continuar a ser um local de 'peregrinação' diária. 

A Nova Luz, a Catedral, é um motivo de orgulho para todos os benfiquistas.

Manuel Vilarinho, Mário Dias e Vítor Santos merecem todo o reconhecimento por essa obra marcante.

25 outubro 2013

Critérios e reflexões

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Portugal, 25 de Outubro de 2013

Concluída a 1ª volta da Champions League, a prova mais importante do calendário futebolístico, com 2 jogos em casa, obtivemos 4 pontos estando empatados no 3º lugar com o último adversário, Olympiakos. Temos os mesmos 4 pontos que na época de Koeman, tínhamos 1 ponto com Fernando Santos, tínhamos 3 pontos com Camacho, 3 pontos também na 1ª vez de Jesus, 7 pontos na 2ª vez de Jesus e 1 ponto na 3ª vez de Jesus. Como se vê, apenas por uma vez tivemos uma pontuação de grande nível. Todas as outras participações deram pontuações baixas e até ridículas (com Fernando Santos e na 3ª vez de Jesus).
Claro está que a comunicação social, com destaque para a sedeada em Lisboa, propagandeou a mensagem que o FCP perdeu mas jogou “bem”, o Benfica empatou mas jogou “mal”. Os habituais critérios, servis ou bota abaixo, que tenho apontado em vários textos...
A imagem de Roberto nas 3 páginas dos 3 diários desportivos (bingo) com títulos que salientam o seu contributo para a “não derrota” do Benfica (foi assim que eles viram o empate), pode ser interpretado como um truque para evitar que os adeptos percebam o que o Benfica teve de trabalhar para merecer esse golo, para que os adeptos não percebam que o árbitro era do mesmo país do treinador da equipa adversária, para que os adeptos não percebam que houve 1 penalty flagrante sobre Siqueira (tal como o nosso golo nasce de 1 canto inexistente) numa altura em que havia muito jogo pela frente para se poder lutar por algo mais que o empate, para que os adeptos não percebam que houve 2 foras de jogo mal tirados ao nosso ataque, quase a fazer lembrar as arbitragens de encomenda que vemos por cá, para os adeptos se levantarem contra a “má” exibição do Benfica.
Ou seja, mais uma vez, e assim será até que alguém da Direcção do Benfica perceba que deste modo não vamos a lado algum, pois estas mensagens da comunicação social põem os adeptos contra a equipa e protegem as equipas que efectivamente fizeram maus resultados, da critica dos seus adeptos (neste caso, o FCP). De forma simples, a comunicação social consegue transformar os adeptos do Benfica numa parte do problema e não numa parte da solução.
A falta de esclarecimento assim criada, por imperativo comunicacional de uma estratégia que é evidente e não uma qualquer fantasia minha, leva os adeptos ao caos e desordem no pensamento. E quando assim é, os seus actos serão a condizer e não ajudarão a equipa a funcionar melhor. Bem pelo contrário.
E assim tem sido desde a derrota com o Guimarães na Taça, pelo que me parece notável o que já foi conseguido em termos desportivos. Sim, porque com arbitragens isentas, o Benfica estava claramente em 1º lugar do campeonato, jogando, ou não, como a critica (e os adeptos hiper exigentes e autistas) mais gostam.
Mas afinal há alguma razão para criticarmos a “exibição” da 1ª parte contra os gregos, já que na 2ª parte com aquela chuvada não foi possível jogar futebol? A pergunta é teórica e tem resposta teórica. Acho que há um motivo sim: porque razão o Benfica jogou em 4-4-2 losango contra os gregos, quando contra os belgas, o adversário teoricamente mais fraco do grupo, jogamos com 1 avançado, em 4-2-3-1, tal como em Paris contra o PSG? Que se passou para JJ mudar de opinião e insistir num modelo que ao longo dos anos, com vários treinadores diferentes, tem dado maus resultados nesta prova tão difícil?
Alguma imbecilidade que campeia por aí nas críticas a JJ (eu acho que é mais “dor de cotovelo” pelo seu ordenado) esquece coisas tão simples como estas. Quando Koeman alterou sistema de 4-3-3 para 4-4-2 (retirando Karagounis para entrar Mantorras) estávamos 0-0 com o Villareal e a seguir perdemos 1-0. Quando Fernando Santos jogou com 2 avançados frente ao MU, perdemos 1-0. Quando Camacho jogou com 2 avançados frente ao Shacktar Donetsk, perdemos 1-0 e levamos um banho de futebol. Tudo derrotas em nossa casa. Quando JJ jogou com 2 avançados fora contra o Shalke04, perdemos 2-0. Com o Hapoel foram 3-0. Já tínhamos perdido 4-1 com o Liverpool. E na final da Liga Europa contra o Chelsea. O Celtic ganhou-nos sempre que lá jogamos com 2 avançados, curiosamente não ganhou quando jogamos lá com 1 avançado, mas também, não por acaso, JJ foi acusado de ter arriscado pouco.
Será que mudamos do 4-2-3-1 dos dois primeiros jogos, para o 4-4-2 losango com os gregos, por causa das críticas de Paris, onde JJ – para variar – foi acusado de ter jogado a “medo” com o PSG? Será que JJ é influenciado pela crítica da Direcção? Da comunicação social? Dos adeptos “ruidosos”, embora não muito inteligentes? Porque mudou afinal de um modelo que privilegia o equilíbrio no meio campo, 4-2-3-1, para um modelo marcadamente ofensivo e facilmente anulável por equipas de gabarito?
Como bem se percebeu, ninguém na comunicação social quis enfatizar este assunto, preferindo o “fait-divers” do Roberto do mn 86, não o Roberto do mn 3 ...

Os adeptos ranhosos.

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"Os adeptos do Paços de Ferreira estão incrédulos com as palavras proferidas pelo presidente Carlos Barbosa no final do jogo com o Dnipro, relativo à Liga Europa.

Em Guimarães, após o encontro, o dirigente mostrou-se indignado com contestação de que foi alvo o treinador Costinha e lançou duras críticas aos sócios.

«A massa associativa do Paços de Ferreira é muito ranhosa. Ainda o jogo mal tinha começado e no primeiro erro já estavam a contestar, em vez de apoiar», declarou, provocando a ira dos adeptos nas redes sociais.

«Para terem esta atitude, mais valia terem ficado em casa. Tudo fizemos para conseguir outro resultado e fomos infelizes», disse ainda Carlos Barbosa, que mantém plena confiança na atual equipa técnica.

Perante palavras tão duras, foi criada hoje uma petição on line para angariar assinaturas a fim de se convocar uma Assembleia Geral para a destituição do presidente. Os adeptos propõem ainda que ninguém compareça na receção ao V. Guimarães, uma medida que apelidam de «greve».

Confrontado com estas posições, Carlos Barbosa reage com naturalidade. «Não estou preocupado nem agarrado ao poder. É meia dúzia de pessoas que nunca fez nada pelo clube. Se não querem apoiar contra o V. Guimarães, então não apareçam, pois é melhor do que se comportarem como contra o Dnipro», salientou, mantendo total confiança em Costinha. «Acreditamos na equipa técnica e o Costinha não está dependente de uma vitória com o Guimarães», assegura." - A Bola.

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"A GNR escoltou a chegada do autocarro do Paços de Ferreira ao seu estádio, na quinta-feira, contendo a revolta dos cerca de 50 adeptos da equipa que esperavam a comitiva.

Os adeptos descarregaram a frustração no treinador Costinha, exigindo a sua demissão, mas também na direção presidida por Carlos Barbosa, gritando: "Sois uma vergonha. O clube é nosso, isto não é o Paços e só queremos que o gajo [Costinha] vá embora".

Os protestos foram vigiados pela GNR, que também escoltou a chegada do autocarro, a partir do nó de Freamunde, precavendo a repetição dos protestos mais quentes verificados em Guimarães, no final do jogo com o Dnipro, para a Liga Europa, mas não se registaram quaisquer incidentes.

O Paços perdeu por 2-0, hipotecando as remotas possibilidades de seguir em frente na competição. Os golos foram sofridos nos derradeiros 10 minutos de um jogo em que fez por merecer melhor sorte, e a derrota "incendiou" os adeptos, que se concentraram na área restrita do treinador, voltando-se, depois do final da partida, para a tribuna presidencial.

A troca de palavras mais acesa entre a direção e alguns dos adeptos só foi serenada pela pronta intervenção das forças de segurança presentes no estádio, prosseguindo, mais tarde, no Estádio Capital do Móvel." - Record.

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Para que servem os adeptos? Para 'apoiar'? Ou serão eles o principal motivo da existência do clube?

Enquanto o presidente do Paços de Ferreira serve outros propósitos exteriores ao interesse desportivo do clube, comprovadamente os adeptos, aqueles que estão sempre com o clube, são apelidados de ranhosos.

O Costinha é que é bom? Veremos.

Cardozo em destaque. Justo ou injusto?

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24 outubro 2013

UM DIA A ESTRUTURA VEM ABAIXO!

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"O que se está a passar no Benfica, com resultados pobres e exibições confrangedoras, é resultado de uma dependência quase obscena do clube em relação à capacidade do seu treinador para se constituir como factor de equilíbrio na luta pelos títulos com o FC Porto.

É verdade que Jesus cometeu demasiados erros, durante quatro anos, que impediram até que os adeptos se juntassem no Marquês, para festejar, pelo menos, mais dois títulos nacionais. Mas também é verdade que a capacidade demonstrada pela equipa para estender até ao fim essa incerteza no campeonato, deveu-se, em grande medida, ao mérito indiscutível de Jorge Jesus.

Nos últimos dois anos, o Benfica não ganhou os campeonatos, mas objectivamente podia e devia tê-los ganho, porque foi a melhor equipa da competição. Durante quatro anos, a estrutura do Benfica escondeu-se atrás do mérito, do carisma e da personalidade do treinador, suspirando pelos títulos e rezando para que Jesus resolvesse tudo.

Não resolveu e agora Jesus aparece esgotado e sem aparente capacidade para devolver, pelo menos, o bom futebol à sua equipa.

Agora, que o treinador deixou se constituir como o factor de equilíbrio entre o Benfica e o FC Porto, começa a emergir, de novo, a insuficiência de tudo o que rodeia o plantel do Benfica e de todo o ambiente estrutural que devia compensar, como noutros clubes, um momento de fraqueza do seu treinador.

Ou seja, agora devia ser a estrutura a levar Jesus ao colo, como, durante quatro anos, aconteceu precisamente ao contrário.
E é aqui que chegámos ao ponto. Jesus está esgotado e com isso vai esgotar o Benfica, a sua equipa e os jogadores.

Ao contrário de muitos benfiquistas, não creio que o actual problema do Benfica se consiga alterar com a mudança de treinador.

Do modo como estão as coisas, provavelmente Jesus acabará por deixar o Benfica da mesma forma que o encontrou. Amorfo, bisonho, complexado e desorientado. Gosto de recorrer à memória para colocar as coisas em perspectiva. Foi assim que Jesus encontrou o Benfica. Provavelmente é assim que Jesus deixará o Benfica.

Sem que o clube e quem o dirige percebam onde está, efectivamente, o problema, nenhum outro treinador mudará nada de substancial na relação cada vez mais viciada entre o Benfica e o insucesso. É nisso que se devem concentrar os adeptos que, nos dias de hoje, se agitam a pedir a cabeça do treinador.

Não é apenas ele que está esgotado é todo um modelo de governação no clube que, durante quatro anos, se escondeu atrás do sucesso relativo do futebol espectacular e empolgante que Jesus devolveu ao clube.

Tudo o resto é conversa fiada e apenas servirá para adiar a resolução de um problema que se arrasta há mais de vinte anos e que os últimos presidentes do Benfica nunca conseguiram resolver.

José Marinho"

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