Continua a utilização escandalosa dos dinheiros dos nossos impostos para financiar o canal do FC Porto.
Agora foi a Comunidade Intermunicipal do Cávado a brindar o Porto Canal com 31.200€ para programa de divulgação das “Aldeias do Minho”.
Só nos últimos 12 meses, que já estejam publicados, o Porto Canal recebeu 176.000€ de dinheiros públicos.
Isto para um canal propriedade de um clube de futebol, envolvido em processos judiciais graves, e que não consta sequer nos 20 canais mais vistos da televisão portuguesa.
Isto quer dizer que o canal do FC Porto não tem sequer uma audiência média de 18.000 espectadores.
Quer dizer que até a TVI Ficção ou a RTP2 têm mais audiências.
O que leva entidades públicas a gastar milhares de euros num canal sem audiências minimamente relevantes e propriedade de um clube de futebol?
Como é que é permitido que se gaste dinheiro dos nossos impostos assim, quando pagamos anualmente só de contribuição sobre o audiovisual cerca de 192 milhões de euros para a RTP?
Sim, temos um canal público pago integralmente com os nossos impostos mas que não serve para algumas Câmaras Municipais e algumas entidades públicas do norte do país.
Como é que o Ministro com a tutela da Comunicação Social fica calado perante estes gastos inexplicáveis à luz da lógica de aplicação racional de dinheiros públicos?
Não estão as entidades públicas obrigadas, pelo menos moralmente, a recorrerem à RTP para promoção dos seus conteúdos?
Na lógica meramente comercial e de tentativa de chegar ao maior número de pessoas possível, como se explica o gasto de milhares de euros num canal que não é visto por quase ninguém?
Qual a verdadeira motivação por detrás dos financiamentos de entidades do norte do país ao Porto Canal?





