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sábado, 19 de setembro de 2015

O Novo Caixa Futebol Campus...

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Está a ficar menos poluído o ambiente no Caixa Futebol Campus...

Em Fevereiro deste ano, na sequência de uma "perseguição" do Correio da Manhã ao Director do SLBenfica, eu escrevia isto: O líder da formação do SLBenfica volta à berlinda no CM pela terceira vez. Já foi o alegado "negócio" que fez para colocar um familiar a jogar em Inglaterra ao abrigo de um protocolo do Benfica; já foram as insinuações de pressões sobre jogadores para serem agenciados por um agente com ligações a ele e sobre os treinadores para só jogarem esses... Nas redes sociais falou-se em "castigos" a jogadores como o Rochinha por alegadamente não ter alinhado em ir para o Orlando City...

Em Março, perante a continuidade das situações reportadas pelos jornais, eu voltava ao tema, reclamando da "protecção" que o DDT do SLBenfica assegurava ao seu "protegido".

Parece-me demasiada coincidência que nada tenha sido feito perante notícias tão graves. Não houve desmentidos, não houve defesa do dirigente, nada... Pelo contrário, via-se uma crescente ascendência do Nuno Gomes publicamente. Era demasiado óbvio que algo estava para mudar.

Porém, e é aqui que eu tiro o chapéu à estrutura do SLBenfica, o clube poupou-se à chacota que arrastaria o clube para uma situação que a imprensa jamais esqueceria ao despedir o dirigente e, pelo contrário, alguém terá tratado de o posicionar lá fora ou recomendar-lhe que o fizesse por ele próprio, saindo "pela esquerda baixa" e dando lugar a uma visão muito explorada nas melhores escolas de formação do Mundo: A liderança por antigos jogadores, identificados com o clube, com uma forte imagem e um papel na história do clube. Nuno Gomes é claramente um deles.

Não vou voltar ao tema do Armando Jorge Carneiro porque na verdade não interessa recuperar aqui as acusações. Nem mesmo o facto de eu referir que o Caixa Futebol Campus vai ficar menos poluído é, de forma alguma, uma desconsideração para com este profissional. Simplesmente o facto de ele sair vai afastar estas nuvens e é feito de uma forma que merece o elogio da Direcção. Se a publicação das notícias teve "dedo interno" então esse requinte de malvadez é impossível passar sem merecer uma salva de palmas.

Mais uma vez é importante que os benfiquistas percebam que estamos perante "uma máquina" que está funcionar perfeitamente (claro que tem espaço de melhoria, há sempre) e que virá agora beneficiar de tudo o que atrás referi, irá ter uma pessoa com ideias novas e com formação em gestão desportiva.

Antes de terminar, aproveitando o seu recente aniversário, gostava de voltar mais uma vez a sugerir um nome que o SLBenfica anda a desaproveitar há muito tempo e que tem em si um enorme benfiquismo, respira a mística do clube e tem uma imagem física e mental de grande dimensão que deveria ser transmitida diariamente ao nossos jogadores de qualquer idade, mas especialmente aos mais jovens: Carlos Mozer.

Quem ficaria a perder?

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Não sei se o rapaz vem ou pode vir para o Benfica, nem me interessa, até porque neste momento não teria lugar na equipa. Mas é um pensamento interessante, especialmente para todos os que apelidam o "regaste de Jesus" como uma jogada de mestre.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Vida difícil para a lavagem.

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"O Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas não deu razão à Doyen Sports numa queixa apresentada pela empresa contra a FIFA, a UEFA e a federação belga pelo fim da partilha de passes com terceiros, vulgarmente designada por fundos.

De acordo com a informação veiculada pela imprensa belga, a Doyen Sports perdeu o caso na Bélgica porque o juiz do Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas considerou que, "não foi provada violação das leis da União Europeia".

Recorde-se que a queixa apresentada pela Doyen Sports, empresa liderada pelo português Nélio Lucas, e peloSeraing United, clube da 2.ª divisão belga, tinha como propósito demonstrar que havia uma violação das leis da União Europeia ao proibir-se a partilha de passes com terceiros.

A decisão do Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas poderá agora influenciar e prejudicar os processos semelhantes movidos pelas ligas portuguesa e espanhola na Comissão Europeia." Sapo, a 25/07/2015.
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"O FC Seraing, clube belga que suportou aqueixa da Doyen no Tribunal de Bruxelas - contestando a proibição de detenção de passe de um jogador por parte de terceiros -, foi punido pela FIFA por violação das regras determinadas pelo organismo que o futebol mundial. 

«Por infração das normas que regulam tanto a propriedade dos direitos económicos de futebolistas por parte de terceiro como a influência de terceiros nos clubes», a FIFA castigou o FC Seraing com uma multa de cerca de 136 mil euros e o impedimento de realizar transferências durante quatro períodos de transferências, ou seja, dois anos. 

A Comissão Disciplinar da FIFA toma assim uma decisão que pode ser encarada como uma posição de força perante o protesto do fundo Doyen Sports, alicerçado neste clube da segunda divisão da Bélgica." - Maisfutebol.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O cérebro...

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Há gajos muito ingratos.

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Soube cravar o almoço no Ritz e afinal não renova?

Uma pergunta:

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Já prenderam o assaltante da FPF?  O tal que deixou sangue por todo o lado e de que há imagens claras?

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Uma questão de confiança

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Ainda faltam uns quantos dias até aquele que considero ser o jogo mais difícil a nível doméstico nesta época, mas o "cheiro" já está no ar. Considero este jogo como o de maior grau de dificuldade por vários motivos: a rivalidade (doentia da parte deles), a história (cuja malapata quase desapareceu nos tempos de JJ), o timing, a inexperiência do nosso treinador e pelas lacunas do nosso plantel (mais de entrosamento do que de qualidade, do meu ponto de vista).

Mas ainda assim, nenhum destes fatores me desanima. Não me assusta a agressividade e o ódio deles. Continuamos a ser, de longe, historicamente melhores que eles. O timing poderia ser melhor, numa altura em que estivéssemos com os processos mais consolidados, por exemplo. O nosso treinador é inexperiente, mas confio plenamente nas suas qualidades ao ponto de ser o treinador que gostaria que substituísse o JJ (como escrevi aqui no blogue em 2013). E, ao contrário do que muitos defendem, para mim a suposta falta de qualidade/valor do nosso plantel é... um mito.

Só há de facto uma coisa que me deixa alerta. E muito. O que vem faltando desde a chegada de Rui Vitória (volto a dizer, a minha primeira escolha para substituir JJ): CONFIANÇA.

Rui Vitória entrou no cargo nervoso e tímido. Isso nota-se nas suas intervenções na imprensa. Essa timidez e nervoso miúdinho parece ser o que transparece na qualidade de jogo do Benfica, que por sua vez se reflete... nos adeptos. Ainda neste último jogo notei isso mesmo: um jogo tímido em que os adeptos demoraram a apoiar a equipa (puxando por ela a espaços) e acabando numa conferência de imprensa assim, uma coisa sem sal.

Falta agressividade. Falta atitude, mas acima de tudo falta CONFIANÇA!

Rui Vitória tem um papel importante a desempenhar aqui e poderá ser aqui a sua falha, mas eu acredito nele. Se ele conseguir transmitir confiança aos jogadores, teremos boas hipóteses de sair do Estádio do Ladrão com um resultado positivo. Mas mesmo que não o consigamos, não se iludam: os adeptos também têm um papel a desempenhar. A falta de CONFIANÇA dos adeptos também afeta a equipa e sem o apoio destes, bem que Rui Vitória se pode esforçar...

Aviso.

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Pizzi e Talisca: A raíz de grande parte dos problemas

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Este texto não é evidentemente uma tese sobre tática, cheia de fontes e verdades absolutas. É apenas uma opinião, tornada pública neste espaço, e discutível como qualquer outra, para mais quando se trata de um assunto para o qual todo e qualquer Benfiquista julga ter uma opinião válida.

Nunca fui grande adepto do 4-4-2. O 4-4-2 nos dias de hoje não vinga em parte nenhuma. O 4-4-2 sobrevive hoje em Inglaterra e cada vez em menos clubes. Os clubes ingleses, quase sempre os que mais gastam e que por isso os que mais obrigação teriam de ganhar a nível europeu, são clubes que raramente figuram na primeira linha dos favoritos. O percurso europeu de um clube como o Manchester City (ontem mais uma derrota em casa) devia fazer corar de vergonha Pellegrini.

Nos últimos 20 anos temos três clubes campeões europeus vindos de Inglaterra, e curiosamente dois deles foram-no com sistemas de contenção e sempre a apostar no contra ataque: Chelsea e Liverpool. E o terceiro foi o Manchester United, num golpe de sorte, sem jogar pevide, numa célebre final contra o Bayern Munique. A nível de Liga Europa, clubes gastadores como Newcastle, Southampton, Everton, não contam para as conquistas de troféus.

Nos tempos do Benfica moribundo, eliminámos Liverpool e Manchester United duas vezes. Uma outra eliminação histórica, a do Arsenal, isto em tempos em que o Benfica ainda tinha equipa para dar “algumas” cartas na Europa. Mas isto para dizer o quê? Que contra clubes ingleses, daqueles que jogam em 4-4-2, qualquer clube mais pequeno acredita sempre ter uma hipótese: É defender bem, povoar o meio-campo, e no contra ataque damos-lhes a estocada final.

Mas... O Benfica joga em 4-4-2. Joga assim desde Jesus, um sistema que a nível interno mostrou ser eficiente porque jogamos sempre contra equipas muito mais fracas, mas que contra equipas melhores e mais letais, mostrou sempre ser um sistema com tudo para nos fazer sofrer.

Mas ainda assim, com Jorge Jesus havia credibilidade neste sistema: Era o seu, o reflexo das suas ideias, quis implementá-lo, e como ele sempre dizia: “Difícil, difícil é defender bem com poucos jogadores, porque com muitos é fácil.”

Ou seja, Jorge Jesus acreditava no seu sistema, e reconhecia que para o implementar tinha forçosamente de saber defender melhor do que os outros. Reconhecia a sua fragilidade quando não se sabia defender, tal como reconhecia que a defesa começava logo no ataque.

Ora, com Rui Vitória o sistema manteve-se. Não vou dizer que bem ou mal, o tempo o dirá, mas desde já levanto as minhas dúvidas, começando logo pelo facto de que até mesmo para Rui Vitória este é um sistema novo, nunca experienciado pelo próprio em nenhuma equipa sua no passado.

Aqui disse há algum tempo que acreditava que Jonas poderia ser um problema. Um problema porque é um dos poucos grandes jogadores encarnados, mas também alguém que obriga a equipa a jogar em 4-4-2 para ele caber. É um jogador que define o sistema de jogo.

Mas se o 4-4-2 de Jorge Jesus era um sistema em que Lima era o primeiro defesa, este 4-4-2 de Rui Vitória sem Lima é um sistema em que Mitroglou não defende e Jonas também pouco ou nada...

E a juntar a isto, o miolo, a alma da equipa, é um dos setores mais fracos do plantel. E não é de hoje, nem culpa de Rui Vitória. Um 4-4-2 precisa de um miolo forte, precisa de jogadores de passada larga que em poucos passos cubram uma grande parte de terreno. Das 6 épocas de Jorge Jesus no Benfica, quatro e meia fizeram-se com Javi Garcia e Matic, e outra meia com um Fejsa ainda em grande forma. O ano passado, sem um “seis” à Jorge Jesus foram evidentes muitos problemas.

Dos cinco elementos do miolo do Benfica este ano, apenas Samaris parece um jogador acima da média. E acredito que seria ainda mais acima da média se o Benfica jogasse em 4-3-3. O problema do 4-4-2 é que Samaris não consegue ser o “seis” perfeito mas também não é o jogador vertical que por exemplo Enzo Peres era. É um jogador que anda ali a fazer o papel dos dois, quase sempre sem comprometer, sempre com muito empenho mas sem conseguir ser um jogador que faça a diferença, pelo menos muitas vezes seguidas.

E quando se olha para o parceiro de Samaris, o problema é mais grave. Porque notoriamente, e já desde a época passada, nem Pizzi nem Talisca conseguem fazer alguma vez um jogo brilhante, e mesmo quando algum dos dois consegue fazer um jogo melhorzinho nunca o faz dois jogos seguidos. Andamos há 15 meses a meter num jogo um, no outro o outro, depois regressa o primeiro, e não saímos disto: nenhum deles tem categoria para agarrar o lugar.

E Fejsa parece preso por arames, sem a velocidade que a posição “seis” de um 4-4-2 exige, e mesmo que estivesse em grande forma, no mesmo sistema Samaris já não seria o jogador que o Benfica precisa porque é um jogador que joga muito para os lados e pouco para a frente. E Cristante, mais uma vez, parece-me um jogador mais lento e mais cerebral, não talhado para grandes embates físicos e grandes correrias como o 4-4-2 obriga.

Conclusão: Samaris está sozinho a segurar o meio campo encarnado neste momento. Grande exibição contra o Belensenses, grande exibição contra o Astana, mas é incrível a quantidade de km que o grego tem de correr para segurar um meio campo como o do Benfica contra equipas medianas como estas duas. Samaris não só está quase sempre a correr, como está sempre a sprintar para apagar todos os fogos provocados por um meio campo que coletivamente ainda não funciona. Obviamente, não levará muito tempo a dar o estouro.

O 4-4-2 de Jorge Jesus era um sistema que assentava num meio campo forte, jogadores de passada larga, um deles sempre a jogar de forma vertical, e apoiado depois em extremos fortes e rápidos a galgar terreno o jogo todo. As posições para as quais Jorge Jesus SEMPRE pediu reforços foram para as alas. Sempre dois a jogar e outros dois no banco. Porque o futebol ofensivo de Jorge Jesus fazia-se pelas alas. Laterais ofensivos e extremos capazes de transportar jogo e fortes no 1 para 1.

Mas Rui Vitória nem essa sorte neste momento tem. Porque com Sálvio lesionado, o único extremo de elevado gabarito que tem é Gaitan, Gaitan esse que é um jogador fenomenal mas que só está ainda no Benfica porque sempre foi um jogador irregular, que tanto faz 3 jogos brilhantes seguidos como a seguir tira férias durante um mês. Enquanto houver "este" Gaitan haverá sempre esperança num Benfica forte, mas sem ele, aí sim, veremos que tipo de soluções a equipa tem.

Gonçalo Guedes mostra ainda compreensivelmente a sua inexperiência e não faz ainda a diferença pelo seu flanco, e quando não houver ala esquerda em tão grande forma como está neste momento (com Eliseu em Grande), veremos o jogo do Benfica a ter de se construir pelo meio, onde na minha opinião está a raiz do problema.

O Benfica vem hoje de três vitórias seguidas o que é sempre positivo, mas vem também de vários jogos em que já sofreu muito, e sempre a jogar contra equipas muito mais fracas do que a nossa.

O 4-4-2 é para manter? Julgo que sim, tem de ser. Não se contrata Mitroglou e Jiménez para juntar a Jonas e deixar dois deles de fora. Mas acredito que muito em breve Jiménez terá de entrar na equipa para fazer de Lima, e Mitrglou ou Jonas terão de cair.

No miolo não vejo grandes soluções, para mim a raiz de muitos do problemas que o Benfica tem nesta altura, e sem dúvida alguma que o jogo do próximo domingo dará a todos uma ideia muito mais clara das forças e das debilidades do Benfica neste momento.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Entrar a ganhar.

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Era o fundamental e foi conseguido.

Com alguma sorte mas com empenho.

Pontos negativos: muitas falhas no último passe, fio de jogo algo previsível e fragilidade defensiva em alguns momentos de jogo.

Pontos positivos: o momento de Gaitan, a constância de Mitroglou e a objetividade da equipa.

Continuo a achar que falta um 8 (onde anda Cristante?),  que Eliseu é fraco para este nível e que falta um central para suceder a Luisão.

Boa vitória, meritória, mas frente ao adversário mais fraco do grupo, convém não esquecer.

Cervi será o pilar do novo mito: Não há aposta na formação

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O SLBenfica identificou o Cervi, Jesus conhecia o dossier identificado pela prospecção do Benfica e tentou contratar o jogador durante todo o verão sem sucesso, com o SLBenfica a assegurar a contratação, mesmo contra uma proposta ganhadora do Sporting já em desespero de causa.

Rapidamente os "jihadistas sociais" e as agências de comunicação iniciaram o seu trabalho: O Benfica contrata Cervi e isso é uma demonstração que a aposta na formação é um mito e uma mentira de modo a que os benfiquistas rapidamente se virem ou contra a direcção ou contra a contratação.

Vou aqui voltar a elucidar os que ainda não perceberam: 



O SLBENFICA NÃO VAI FAZER NUNCA UM PLANTEL DE BASE NA FORMAÇÃO!

O que o SLBenfica está a fazer é a manter a mesma política que sempre fez nos últimos anos: Apostar em jovens jogadores de qualidade muito acima da média e grande potencial de valorização e futuro retorno desportivo e financeiro.

O que o SLBenfica não está a fazer é a satisfazer caprichos de treinadores: que pedem a contratação de jogadores que não servem mais do que para "encher" o plantel e outros que têm oportunidades, custam imenso dinheiro, e que desportivamente não rendem para justificar o capricho do treinador.

Ou seja, vão continuar a chegar à Luz jogadores de grande potencial, vão continuar a ser feitos investimentos em jovens jogadores estrangeiros de qualidade acima da média, porém vão deixar de chegar à Luz negociatas de treinadores para passar a ser dado mais espaço ao jovens que justifiquem o seu espaço através do seu rendimento nos treinos e nas equipas de formação.

Já chegaram ao plantel principal 4 jogadores das equipas de formação (nem todos formados no Benfica) - Guedes, Santos, Andrade e Semedo - e na minha óptica até final da temporada penso que João Nunes e Renato Sanches ainda terão oportunidade de se estrear no SLBenfica, porventura nas Taças nacionais.  

PS- Grande "jogada" do Director Geral da SAD do Sporting, Jorge Jesus, ao tentar fazer a renovação do contrato do Carrillo directamente com o jogador à margem do empresário do jogador. Assim de repente já fico com uma ideia muito clara: Ou há um grande volte face do Sporting ou este tipo de jogadas não é mais do que afastar o jogador do Sporting e da renovação. Jesus sempre a fazer das suas como se estivesse sozinho no mundo: almoça com o jogador e "dá com a língua nos dentes" para a imprensa lá ir para a notícia pressionar o empresário.

Vitória e o discurso à Benfica

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Parece claro que Rui Vitória aprende depressa... o discurso do treinador do Benfica nas últimas conferências de imprensa demonstra um treinador muito mais à vontade, muito mais confiante com o resultado dos treinos e muito mais determinado. Agora sim, um treinador à clube grande.

Isso é tudo muito bonito mas... (versão NGB)

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E pronto! Lá se instalou entre os benfiquistas que a aposta nos jovens significa estar preparado para não vencer tantas vezes e que os benfiquistas só vão achar piada à aposta na formação... enquanto há vitórias.

Aproveitando a "laracha" do novo programa dos Gato Fedorento, é caso para dizer Isso é tudo muito bonito mas... não é verdade para todas as estratégias e políticas desportivas?

Que raio de política desportiva tem o apoio dos sócios do SLBenfica quando... não há vitórias?! Que benfiquistas pensam "sim, eu apoio uma política que não nos faz ganhar!"?

Bem sei que pode ser mais confortável escrever tópicos líricos para "destapar devagarinho" que afinal é fácil reconhecer que o SLBenfica tem na sua formação jogadores com tanta ou mais qualidade que muitos jogadores que este ano e nos anos anteriores foram contratados pela política de investimento massivo.

Depois de uns quantos jogos, tornou-se fácil entender que o SLBenfica teve dois resultados negativos mas não foi por causa de um treinador sem competência ou pelo recurso a jogadores da formação... mas sim porque só começámos a treinar e a trabalhar efectivamente a mudança de paradigma quando voltámos de uma pré-temporada que valeu 3,5M€ mas não valeu trabalho.

Curiosamente, os tais miúdos que não valem títulos até têm sido dos jogadores mais em destaque e que mais contribuem para a subida de rendimento da equipa...

Não menos curioso é o facto de a tal equipa fraca, o tal plantel de miudos que não ganham títulos ganha ao Estoril 4-0 e o Super-FCPorto ganha ao mesmo Estoril 2-0...

... E talvez seja até espantoso que 4 jornadas volvidas, o SLBenfica tem 13 golos marcados e 3 sofridos... mais 5 golos marcados que SCP e mais 4 golos que FCP, sofrendo apenas mais um golo que FCP e menos um golo que o SCP. Nada mau para quem é tão fraco...

Mas sim, venham de lá esses comentários e tópicos cheios de romantismo a dizer que afinal até faz sentido apostar nos jovens e que estão todos preparados para ganhar menos. Em Maio falamos...

PS- Brevemente "acerto o passo" ao Shadows sobre o tema Nuno Gomes. Ele errou totalmente na sua análise no tópico A primeira cartada de Luis Filipe Vieira para as eleições 2016 – Nuno Gomes. :)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A primeira cartada de Luis Filipe Vieira para as eleições 2016 – Nuno Gomes.

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Foi divulgada a notícia de que Nuno Gomes vai ocupar o lugar de Armando Jorge Carneiro como director da formação e do centro de estágio do Sport Lisboa e Benfica.

O tema já foi abordado, por exemplo, no blogue Forum da Luz.

A minha perspectiva vai no sentido do tema do meu post. É uma escolha “política” que visa as eleições do próximo ano.

Ninguém acredita que Luis Filipe Vieira não se irá recandidatar. Mesmo que a época não nos traga o que esperamos, o ainda presidente do clube tem alterado a estrutura nos últimos anos com “yes-man” ou “ex-amotinados”, como foi evidenciado na exclusão de Rui Gomes da Silva da estrutura da SAD ou na captação de Varandas Fernandes ou José Eduardo Moniz.

Procurará assim não ter surpresas à sua volta no que toca a discordâncias quanto à estratégia, mas também ter nomes com peso no universo benfiquista. Nuno Gomes é um desses nomes. Tem boa imprensa e boa imagem.

Qual a objecção quanto à escolha de Nuno Gomes?
Não se lhe conhece posição ou visão sobre o futebol, a formação ou quaisquer outros temas que envolvam a gestão do desporto rei.

Falta-lhe também a experiência de gestão, o que me leva a perguntar quais os méritos que a direcção do SLB viu em Nuno Gomes para esta esta posição. Sim, porque não quero acreditar que esta decisão tão importante não tenha sido tomada de modo colegial.

Também o facto de este ajuste ser anunciado por terceiros ao clube e sem qualquer pompa ou formalização pública. Enaltecer o trabalho de quem sai e reconhecer publicamente os méritos de quem entra é condição básica de uma instituição de bem. A não ser que existam outras razões para a alteração.

A direcção presidida por Luis Filipe Vieira, a não ser que haja quem se tenha demarcado das decisões, está a demonstrar uma falta de preocupação em esclarecer/informar o universo benfiquista sobre as decisões que toma.
 O clube afinal ainda é nosso?
 

Rui Vitória e a Formação: Na verdade, o único caminho possível

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Há algo que desde já tenho de elogiar em Rui Vitória: Está a ser fiel ao projeto e às razões por que foi chamado.

Para já parece não ter medo de apostar em Nélson Semedo como titular quase absoluto, não teve medo de apostar em Gonçalo Guedes prescindindo de um jogador mais maduro como Ola John, Victor Andrade parece ser um valor em quem o treinador confia, e depois há mais três ou quatro elementos com os quais claramente Rui Vitória conta já para esta época.

E eu acho bem. Acho bem porque embora consciente que vão haver momentos em que a inexperiência nos vai trair, prefiro neste momento ter um treinador a apostar em valores que podem muito em breve ser valores seguros do Benfica, do que ver o mesmo treinador a apostar em jogadores talvez mais maduros no momento presente, mas também hoje medianos e medianos serão amanhã e nunca serão os elementos base de um grande Benfica.

Por isso aqui, 100% ao lado do treinador. Veio para apostar na formação, e não duvido que com este treinador estes jogadores crescerão, quer no plano técnico e tático mas também no mental, estes e outros que virão a seguir, porque hoje sabem que mostrando qualidade terão a sua oportunidade.

Mas como sempre porém, tudo isto tem um preço: a inexperiência que inevitavelmente nos penalizará em alguns momentos, oxalá que poucos, muito poucos, seria bom sinal...

Porque se esses momentos forem muitos, infelizmente, poderemos ter trocado as vitórias presentes pelas POSSÍVEIS vitórias futuras, pois nenhum candidato ao título sobrevive a muitos erros penalizadores que custem pontos...

Por isso a escolha é no fundo o único caminho possível neste momento, e não há na realidade outra escolha...

Porque este é caminho escolhido por quem dirige o clube!

A escolha é entre fingir-nos candidatos a ganhar tudo com um plantel claramente não tão valioso como o de outros adversários, ou tentar construir um plantel melhor apostando em jogadores que a curto/médio prazo podem adicionar a este plantel um toque de classe e levar-nos a outro patamar.

Pode Rui Vitória optar por outro caminho? Eu acho que não!

É sempre muito mais fácil “mandar” a formação às “nalgas” quando se tem no plantel 15/16 internacionais que dão garantias imediatas, do que quando se olha à sua volta e se percebe que as armas ao dispor não são do nível que se exige a um clube como o Benfica, e que se as queremos ter temos de ser nós a criá-las.

Dito isto, sejamos claros: O objetivo do Benfica, acima de qualquer outro, é ganhar títulos. E sem eles seguramente que não haverá apostas na formação que resistam num estado de graça durante muito tempo...

Nenhum Benfiquista trocará a celebração no Marquês no mês de Maio pelo prazer de ver a miudagem jogar com a camisola do Benfica todos os Domingos, ganhando uns jogos de quando em vez mas perdendo também com alguma assiduidade...

E basta olharmos à nossa volta para percebermos que as apostas de clubes na formação nem sempre resultam, aliás, falham muitas vezes...

Seria utópico pedir-se a certos treinadores que apostem na formação quando não é essa a sua matriz... E não há nada de errado nisso: todos os treinadores têm a sua matriz:

Seria por exemplo possível ver um clube como o Atlético de Madrid ter reduzido a sua distância para Real Madrid e Barcelona com apostas na formação, quando claramente a matriz de jogo de Diego Simeone é fazer do futebol do Atlético um futebol de homens de barba rija, um futebol de raça, consistência, maturidade, concentração absoluta, e onde um erro como o que Gabi cometeu Sábado frente ao Barcelona dá logo direito a castigo, substituição e responsabilização?

Será que o futebol do Atlético de Madrid se coaduna com apostas na formação e de miúdos que aparecem a jogar com um certa anarquia e que inevitavelmente falham em vários momentos do jogo?

Por isso da minha parte, será sempre com agrado que verei um Benfica vencer com miúdos da formação. Mas a palavra mais importante da frase anterior não é “formação”, é “vencer”...

Enquanto o Benfica vencer, enquanto o caminho do Benfica se for fazendo de vitórias de 6-0 tudo isto será um caminho bonito e cor de rosa e merecedor dos maiores elogios... Mas também não sejamos todos estúpidos ao ponto de não nos questionarmos das razões pelas quais os grandes clubes do mundo, aqueles que lutam ano após ano pelos títulos internos e externos, o fazem quase sempre sem essa aposta nos seus produtos...

Podem-me dizer, sim, tens o Ajax que a nível interno vai ganhando umas coisas e que continua a apostar na sua prata da casa... Mas o Ajax, que de vez em quando ganha umas coisas também passa grandes temporadas sem ganhar nada... E os seus adeptos vivem bem com isso porque essa é a sua filosofia e a sua realidade, desde sempre!

Estarão os Benfiquistas preparados para passar longas temporadas sem ganhar em nome da nova filosofia da Produção Made in Seixal e serem capazes de manter a paz? Eu acho que não, e que a palavra chave no Benfica, por todas as razões e mais algumas, continuará sempre a ser “ganhar” e não “formação”...

Mas também é verdade que:

1. Tirando dois ou três clubes a este medianíssimo campeonato português, com ou sem aposta na formação o Benfica terá sempre a obrigação de ganhar a todos os outros e terá sempre a obrigação de ser um sério candidato ao título... Num grande do campeonato inglês por exemplo, esse caminho seria completamente impossível;

2. A Rui Vitória não há propriamente neste momento a escolha entre “formar” e “ganhar”... Formar poderá ser o único caminho para o Benfica ganhar, visto que sem formar, a base que já tínhamos não tem a qualidade para nos tornar no melhor plantel de Portugal.


E em face de tudo o que foi dito, todo o meu apoio ao caminho que Rui Vitória tem seguido em face das armas que lhe foram dadas, o único caminho possível, e que se não der os resultados desejados, as responsabilidade deverão e terão de ser pedidas a um nível muito mais acima.

domingo, 13 de setembro de 2015

Ainda há boas noticias...

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Adeus Armando... Já vais tarde uns quantos anos. Adeus aos esquemas no Seixal. Menos um problema para Luis Filipe Vieira.

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