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domingo, 4 de agosto de 2013

As 10 Estratégias de Manipulação através dos Media

 ●  10 comentários  ● 

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das 10 Estratégias de Manipulação mediática.


1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público OCUPADO, OCUPADO, OCUPADO; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: CRIAR UMA CRISE ECONÓMICA PARA FORÇAR A ACEITAÇÃO, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceite basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, PRIVATIZAÇÕES, PRECARIEDADE, FLEXIBILIDADE, DESEMPREGO EM MASSA, SALÁRIOS QUE JÁ NÃO ASSEGURAM INGRESSOS DECENTES, TANTAS MUDANÇAS que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? "Aí alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema económico, o indivíduo se autodesvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua acção. E sem acção, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

*Linguista, filósofo e activista político norte-americano. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusett

10 comentários blogger

  1. ripa na rapaqueca04 agosto, 2013 19:17

    muito interessante. parabéns, abraço

    ripa na rapaqueca

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  2. Dos Melhores Postos teus nos últimos tempos Parabéns, curiosamente levo mais a critica para o governo que a Direção

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  3. Águia Preocupada04 agosto, 2013 20:57

    Muito interessante tema que nos deveria fazer pensar! Não há dúvidas que o mundo de hoje é o fruto de um processo concertado e catalogado mas não tão lento como o texto pode fazer crer.
    Afinal, a elite do nosso país andou sempre na vanguarda usando esta estratégia: Já os sinistros Salazar e Cerejeira diziam que: "Bastava ao povo saber ler e contar"! Mas pouco!

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  4. Manda isto por email ao João Gabriel, pode ser que aprendam alguma coisa.

    Infelizmente, o melhor que fazem disto no Benfica... Nao é a favor do Benfica, mas para enganar os sócios

    Pedro Simoes

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  5. meus parabens, abraço

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  6. Eu gosto do Chomsky mas trazer um anarco-sindicalista e socialista para discussões sobre futebol? Qual é a intenção?

    Joseph Lenine


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  7. Epah não juntem o Chomscky ao Benfica... esse comunista manhoso é uma besta é odiado por todos os americanos.
    Para alem de ter gostos duvidosos... deixem isso para outros clubes

    JP Simoes

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    Respostas
    1. Pois. "Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto".
      E, afinal, é comunista ou anarco-sindicalista? É "odiado por todos os americanos" ? Isso é bom ou mau para o "curriculum" ?

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    2. Para que conste:
      O SLBenfica teve na sua direcção homens como Cosme Damião, Félix Bermudes, Manuel da Conceição Afonso, João Tamagnini Barbosa e Borges Coutinho, notórios democratas, homens de esquerda, sindicalistas e activistas. Em 33 presidentes da Direcção o Benfica só teve um elemento ligado ao Estado Novo: Mário Madeira, mas só depois de este ter deixado o cargo de governador civil de Setúbal.

      No FCPorto é uma chusma deles ligados ao Fascismo! Presidentes da Direcção do FCP e em promiscuidade com cargos como deputados da União Nacional: Urgel Horta, Cesário Bonito, Ângelo Veloso; e ministro de Instrução: Augusto Pires de Lima. Para lá de outros pertencentes ao Fascismo Regional do Porto. E ainda o banqueiro Fascista Pinto de Magalhães.

      ....................................




      Alfredo Barroso, ao Record Maio/2000
      «Nos tempos da outra senhora, o Sport Lisboa e Benfica chegou a ser considerado como uma referência democrática, um oásis onde coexistiam vozes de todas as origens políticas e em que algumas figuras notórias da oposição ao Estado Novo chegaram a ser membros dos órgãos sociais do clube.
      Digo isto com tanto mais admiração e à vontade, quanto é certo que sempre fui adepto do Sporting Clube de Portugal, o qual, pelo contrário, era conhecido pelas suas notórias ligações ao Estado Novo e foi quase sempre dirigido por figuras mais ou menos proeminentes da extrema-direita do regime salazarista. Para grande desespero de alguns adeptos como eu que, por carolice ou amor à camisola, nunca viraram a casaca, apesar dos dichotes e bicadas (mais que justas) de muitos adeptos do Benfica»

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  8. Parabéns pelo post. Não existe para mim nenhuma novidade, mas as ideias estão bem estruturadas e sistematizadas. Mas é um assunto demasiado sério e mesmo dramático para o resumirmos a um qualquer comentário. O Big Brother está aí. Que o diga o Snowden.

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