Amsterdão está mais perto. Com estrelinha.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Amsterdão está mais perto. Com estrelinha.

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"O Benfica terá sete vidas? Duas bolas aos ferros de Artur, um ponta de lança em noite-não que até marca dois penalties para só contar um, e a substituição do melhor em campo e o suplente que entra para decidir. Os encarnados resistiram a tudo e saem para St. James Park com uma vantagem razoável para chegar à 13ª meia-final europeia.

Às vezes é apenas uma questão de agressividade. Não esperar tanto o erro, mas criá-lo. Entrar mais forte, mais rápido, cortar as linhas por onde a bola pode ser passada, e sair então depois naquela velocidade em que Jesus gosta de assentar transições. Ser mais agressivo, ter o sangue a ferver lá dentro desde o início, e não esperar o acicatem, o provoquem, para então, assentes na ansiedade, terem de dar volta e meia, e não apenas a volta do costume, ao resultado.

O Newcastle não surpreendeu. Bastante linear e vertical a construir, assente em dois nomes, sobretudo: Sissoko e Cissé. Um para levar a bola até o mais perto possível do outro. Nos primeiros minutos, os ingleses travaram ainda no meio-campo encarnado as saídas dos portugueses, com boa pressão de Perch e Sissoko, «empurrados» para a frente nas costas por Marveaux, Cabaye e Gutierrez. O Benfica entregava a bola aos rivais, que procuravam depois o espaço nas costas da defesa. Tentou-o aos dois minutos, aproveitando o espaço atrás de Melgarejo, mas Cissé atirou à figura. Fez o mesmo dois minutos depois a Luisão, e foi o rápido Artur a anular o perigo.

Aos 13 minutos, os «Magpies» construíram um golo muito simples. Simpson fez o passe entre Garay ¿ primeira parte de alguma desorientação do argentino ¿ e Melgarejo, precisamente para o «carteiro» Sissoko, que cruzou simples para a frente de Artur. Cissé foi mais rápido que Luisão e assinou o golo.

Matic foi o primeiro a perceber que tinha de ser ele a pegar na bola e a furar aquela primeira barreira de pressão. Com André Gomes pouco presente, o sérvio começou a descobrir Ola John e André Almeida na direita, permitindo as primeiras vagas de ataque. Aos 23 minutos, no entanto, o Newcastle podia ter decidido a eliminatória. Jogada de Gutiérrez pela esquerda, com o argentino a cruzar para Cissé, que voltou a atacar a bola mais cedo que Garay. A sorte protegeu pela primeira vez Artur, que viu a bola encaminhar-se devagar para o poste.

Quando parecia atordoado, perdido, igualou. Matic viu a diagonal de André Almeida, que deixou no sítio certo, à entrada da área, para o pé esquerdo de Cardozo. O paraguaio rematou fortíssimo, Krul defendeu, mas Rodrigo, o melhor em campo enquanto lá esteve, acreditou que podia chegar mais rápido que Mbiwa. A agressividade do espanhol dava o empate, aos 24 minutos.

Aos 27, Krul começava a reclamar o estatuto de candidato a melhor em campo. Duas grandes defesas negaram o golo a André Gomes, primeiro, e a Ola John, na recarga. Aos 36, aguentou por instinto o contra-pé de Rodrigo. No minuto, 40, adivinhou o cabeceamento de Matic, depois de canto trabalhado por Ola John e Gaitán.

Nervos estancados, esperava-se entrada forte do Benfica. Mas seriam os encarnados a gastar mais uma vida. Contra-ataque dos ingleses, com Marveaux a assinar um passe fantástico para Cissé. O senegalês fez o chapéu redondinho e a bola acertou outra vez no ferro esquerdo.

Cardozo parecia confirmar a noite-não ao não conseguir emendar o passe mortal de Rodrigo, aos 56 minutos, mas seria o internacional sub-21 espanhol a ser castigado, com a substituição. Entrava Lima. O brasileiro entrou com a alma de sempre e, aos 66 minutos, adivinhou o atraso de Santon para Krul. 2-1. Três minutos depois, Taylor, o tal que gosta de distrair guarda-redes nos livres, distraiu-se ele mesmo e jogou a bola descaradamente com a mão. Cardozo tinha o(s) seu(s) momento(s). À segunda. E à segunda porque ninguém percebeu por que era repetido.

O 4-1 não esteve longe. Gaitán, Lima... Mas metade do trabalho está feito. Só não era preciso gastar tantas vidas." - Maisfutebol.

14 comentários blogger

  1. E o Benfica continua a somar sem ter de massacrar todos os titulares. E assim será muito mais fácil conseguir bons resultados em todas as frentes!

    O Benfica não teve estrelinha. Se o Newcastle teve duas bolas nos ferros, o Benfica teve 4 ou 5 remates à baliza com muito perigo. No fim o que o Benfica não teve foi azar ;)

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    1. O problema não é as que falhamos, porque criamos tantas que isso acaba por ser de menos. O pior são as ocasiões dos outros. E nada se vence sem um pouco de sorte. A sorte, por sua vez, por vezes dá muito trabalho outras vem naturalmente.

      Mas nada a apontar, neste momento. O Benfica vence, e nas opções, salvo alguma invenção anormal, JJ tem sabido gerir bem.

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  2. Epah, oh shadows, meteres aqui coisas do maisfutebol é que pronto. Tu até costumas fazer umas analises bacanas, não havia necessidade...
    Já não entro nesse antro há para mais de 2 anos.
    Márcio

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  3. E ainda jogamos em campo inclinado.
    JF

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    1. Pelo menos um francês já não calha na 2ª mão. :)

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  4. Excelente vitória mas...

    Entrámos mais uma vez mal, estivemos perto de estar a perder por 2 a zero. A equipa depois serenou e a vitória é justa.
    Há vários momentos do jogo, o possível 2 a 0, como já referi, no início da segunda parte outra ao poste. Quando o Benfica estava outra vez a ficar pior com o 1 a 1, havendo até desacatos na bancada, vem aquela desmarcação feita por eles ao Lima... logo a seguir um jogador deles joga voleibol na área (a primeira vez que vi um árbitro de baliza fazer algo de jeito). Numa competição europeia não é normal uma equipa fazer dois erros defensivos tão clamorosos quase seguidos.
    Tirando estes casos o Benfica jogou bem, teve excelentes oportunidades , valendo o guarda-redes deles, para mim o melhor em campo. Agora não se pode em casa ganhar um jogo dando tantas fífias e agradecendo tanto à sorte. Com uma equipa italiana onde estes erros infantis, como atrasos mal feitos para o guarda-redes e bolas ao poste isolados quase não acontecem, não estávamos tão contentes.
    Lá temos de ter cabeça e tentar não sofrer golo (e já agora marcar). Se eles fazem o 1 a 0 vai ser complicado.

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    1. Boa comparação essa da equipa italiana. É verdade.
      É costume a equipa entrar mal nos jogos europeus. O que nesta fase é preocupante. Mas depois realmente o Benfica foi melhor.
      Com outro conhecimento do Newcastle, penso que temos tudo a nosso favor na 2ª mão.

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  5. Na noite-não do Cardozo cabem o remate forte que possibilita a recarga ao Rodrigo,um penalty não assinalado quando foi puxado na área, e o já falado terceiro golo. E o passe do Rodrigo está longe de ser de morte...
    Bom resultado, como dificilmente deixamos de marcar, temos tudo para seguir em frente.
    Carrega Benfica!

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    1. Mesmo com algumas unidades menos bem, há equilíbrio por outros que se destacam.
      Acho que as meias finais estão à vista, desde que não relaxemos.

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  6. Rodrigo o melhor em campo!!?? lol Salvou-se o golo...Se o Benfica passou dificuldades em muito foi culpa dele...incapaz de ajudar a defender e incapaz de ligar o meio campo com o ataque....

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  7. já ontem me enervava com os comentadores do jogo ..."duas bolas no ferro", mas expliquem-me lá qual é a diferença de duas bolas no ferro e de duas que passam a 30 cm.
    A diferença é nenhuma, para contar tem que passar no meio dos dois e isso só aconteceu uma vez.

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  8. já ontem me enervava com os comentadores do jogo ..."duas bolas no ferro", mas expliquem-me lá qual é a diferença de duas bolas no ferro e de duas que passam a 30 cm.
    A diferença é nenhuma, para contar tem que passar no meio dos dois e isso só aconteceu uma vez.

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  9. O tal que não joga nada originou "só" o 1º golo, com o seu remate violento que o defesa defendeu para a frente e permitiu a Rodrigo mostrar o seu "killer instinct", e foi ele que pressionou o defesa esquerdo do Newcastle para o obrigar a cometer o erro que Lima, acabadinho de entrar, aproveitou para facturar. Ou seja se Cardozo não tivesse estado nesses instantes do jogo, dificilmente marcaríamos os golos 1 e 2.

    Há uma forma crónica deficiente de ver futebol. É ver só o tipo que marca e não quem trabalha para que possa marcar. Ao longo das décadas construimos cenários de fantasia e ilusão, à espera que o novo Eusébio resolva. Não percebemos que o futebol é colectivo, há as formiguinhas que ninguém vê, mas que constroem as pontes e túneis onde passam as rainhas.

    Porque tenho tanta certeza da relação entre o desempenho de Cardozo e o resultado? Porque na Champios, Jesus possivelmente pressionado pela Direcção e também pela critica, ou até porque acredita que Lima é mais rentável do que Cardozo, deu mais minutos a Lima do que a Cardozo. Resultado? Cardozo marcou mais golos ...

    Mas há pessoas que NUNCA vão perceber de futebol ...

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