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1 de maio de 2010

Para o infinito e mais além

 ●  Sem comentários  ● 
Foram aprovados em AG os novos estatutos do SLBenfica. Destacam-se a alteração da idade mínima para ser Presidente (passa para 43 anos) e os anos de filiação ininterrupta de 25 anos de sócio. Numa primeira análise, apenas para picar os delatores da escrita do GB, podia escrever "agora é que este presidente nunca mais de lá sai". Mas a verdade é que não é isso que penso.

Sabem todos os leitores do GB que tenho diferenças de opinião com a actual gestão. Que há ainda muita coisa, mesmo muita, por mudar/melhorar e que nos permitirão dar uma dimensão brutalmente incomparável com qualquer outro clube - a sua grande generalidade numa perspectiva desportiva ou de envolvimento em termos da acção desportiva. Essas diferenças não fazem, contudo, que sejam ignorados outros factores que devem e merecem ser destacados.

Desde sempre, sabendo da dimensão da receita envolvida, o Presidente Luis Filipe Vieira sempre percebeu que no aumento do número de sócios estava um factor importantíssimo para garantir receitas recorrentes para o SLBenfica. Não é por acaso que é, hoje, seguido por todos os demais clubes - dos maiores aos mais pequenos.

Esta alteração dos estatutos vem novamente fomentar que os benfiquistas se filiem como sócios e que façam essa filiação permanecer imune aos ciclos de resultados da equipa. Uma medida seguramente inteligente.

Noutra vertente, ao extender a idade mínima para 43 anos, procura-se que quem vier para se candidatar possa ser também avaliado pela sua experiência de vida (pessoal e profissionalmente). Uma medida inteligente, também.

Novamente deixo uma palavra de desagrado para com os "descontentes" com esta direcção. Bem sei que fácil deixarem-se levar pelos resultados futebolísiticos e depois vir bater na Direcção quando as coisas não estão tão bem. Contudo, o valor dessas posições é tão grande quanto a sua capacidade de, como eu disse por ocasião das eleições, serem capazes de ser interventivos junto da direcção - em sede própria, como é o caso das AG, e não nos jornais - para proporem novas iniciativas e reclamarem alterações/modificações seja de ordem for. Mais uma vez, quem no passado apontou o dedo a questões que foram discutidas e votadas em AG agora... primou pela ausência.

Os leitores do GB nunca esperarão uma postura de envolvimento nos resultados e de varrer para debaixo do tapete.

Estão a ser feitas coisas muito interessante a título desportivo, como desde há mais de um ano o GB reclamava neste espaço que deveria ser feito. Há, contudo, ainda muito por fazer.


Admitindo a hipótese de o Presidente não estar tão à vontade nessa vertente, como está na gestão empresarial, impõe-se o reforço de poderes - numa óptica de "Manager" a Jorge Jesus. Desconheço, e não quero entrar por essa polémica, a ideia que Luis Filipe Vieira tem para Rui Costa, depois de ter assumido uma posição de afastamento do Director Desportivo de algumas decisões relacionadas com o futebol.

Na minha opinião, Vieira tem todas as condições para terminar este mandato e renovar o próximo como é seu desejo, assim seja capaz de resistir a determinado tipo de atitudes e condutas que o caracterizaram num passado não muito distante e que levaram a que não tenha recebido o meu voto (que foi branco) pela terceira vez.

Da mesma forma, Rui Costa também terá lugar nesta estrutura (e não apenas ele), mas exige-se que tenha um papel interventivo em algum segmento, sendo que lhe reconheço um valor efectivo para o papel de responsável pela equipa de futebol. Aparentemente o Presidente pretende que não haja intervenção na sua construção, mas sim na sua gestão operacional e diária. Parece-me fazer sentido, à luz da sua relação e posicionamento sobre JJ.

O SLBenfica tem e terá que ter sempre lugar para pessoas que venham por bem e para acrescentar valor à equipa, seja que área for (dirigentes, jogadores...). Mas também é preciso de lá "varrer" os "profissionais" que pouco nos têm trazido.

Seja como for, o papel de Vieira, Rui Costa e Jesus no que diz respeito às funções de cada um no futebol têm que ser muito bem clarificadas entre eles - se não o estiverem - de modo a que o nosso Clube respire estabilidade e não haja agendas difusas. Esta clarificação, como grande parte do que o GN tem vindo a sugerir, devem ser internas e sem quaisquer "ondas" para o exterior.

O futuro vai ser muito exigente, especialmente com o erro crasso (na minha perspectiva) do apoio a Fernando Gomes para a presidência da Liga. Vamos enfrentar 4 anos de grande desgaste e recheado de decisões como a que deixou a jornada desta semana para um domingo às 20.15 - com os objectivos que todos conhecemos. Mas haverá mais, muito mais.

Cada vez mais, e com o tema dos direitos televisivos nas agendas, haverão muitas tentativas de intervir e procurar desalinhar as estratégias desportivas e de gestão do SLBenfica, pelo que é absolutamente crítico que saibamos ter a casa arrumada, pois podemos estar perante um modelo de estabilidade Presidencial para o futuro que será muito importante para o SLBenfica - assim o Presidente saiba estar à altura desse desafio.

PS- Ainda não me pronunciei sobre Gaitan, mas confesso-vos que estou um pouco apreensivo com os valores (9M€ + impostos) e com o que se fala ser o objectivo da sua contratação (substituir DiMaria). Para mim, Gaitan é um segundo avançado, que actua numa posição bem mais próxima de Saviola do que de DiMaria. Dado que já contratámos Jara que não estará prevista a saída do "Conejo", preocupa-me este cenário. Ainda assim, até ver não tenho grandes motivos para duvidar das capacidades de Jorge Jesus na escolha dos jogadores.

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