Em Portugal há um conceito que não é regulamentado para que muita gente continue a agir fora dos limites do aceitável e até mesmo entre no campo da corrupção: o lobbying.
Por todo o mundo, União Europeia incluída, o lobbying tem regras que visam impedir que quaisquer influências movidas perante decisores possam ser mais que uma tentativa de influenciar a resolução de alguns temas.
Em Portugal, geralmente o lobbying é feito à mesa de um restaurante ou em encontros sociais longe dos sítios e órgãos que se pretende sensibilizar ou influenciar.
A diferença entre o que os emails revelam e a realidade, por exemplo do Apito Dourado, é que na pior das hipóteses o que Pedro Guerra fez foi lobbying. O que o FC Porto fez no Apito Dourado e que as escutas comprovaram foi mesmo corromper(ou tentar).
Se concordo com as expressões e a forma como Pedro Guerra escreveu nesses emails? Não. Acho que tem condições para continuar no Sport Lisboa e Benfica? Não, tem que se demitir.
Aliás, os resultados desse tal lobbying do SLB foram nulos.
Um amigo benfiquista mandava-me ontem os seguintes números dos últimos 4 anos:
- Minutos em superioridade numérica:
Sporting CP: 628 minutos
FC Porto: 456 minutos
SL Benfica: 368 minutos
- Expulsões a favor:
Sporting CP: 23 expulsões
FC Porto: 21 expulsões
SL Benfica: 14 expulsões
- Penaltys a favor:
Sporting CP: 41 penaltys
FC Porto: 34 penaltys
SL Benfica: 26 penaltys.
Não há reflexo na realidade do jogo ou nas classificações, quer de clubes que de árbitros, que revelem qualquer influência ou benefício ao Sport Lisboa e Benfica.
Como dizia um grande benfiquista noutro dia, se sonhassemos que no SL Benfica se andava a tentar corromper seja quem for para ganhar títulos, eramos os primeiros a denunciar tal facto.
Não somos como os nazis que negam o Holocausto, ou os portistas que negam o Apito Dourado.




