
"Shéu pendurou as chuteiras a 21 de maio de 1989, mas não se despediu daquela que toda a vida foi a sua casa, exercendo a função de secretário-técnico do Futebol, cargo de que este sábado se despede. A pedido do próprio, Shéu abandona as atuais funções, contudo, vai manter-se no Clube de sempre, mas com outro cargo.
O cargo de secretário-técnico não será ocupado por ninguém, até porque é impossível substituir Shéu Han." - SL Benfica.
48 anos. A folha de serviço de Shéu no SL Benfica é enorme. E não são muitos que se possam orgulhar de saírem de serviço com uma reputação e um nível como o de Shéu.
Ao longo dos anos em que serviu o clube fora de campo, muitas vezes foi ele, sem esperar reconhecimento público, que aguentou as coisas lá dentro.
Foi ele que explicou o que era a mística, aquela entidade invisível que repousa no Manto Sagrado que cada jogador do SL Benfica tem a honra de vestir.
Aturou muita coisa, em especial nos últimos 15 anos. Viu a forma como se tenta transformar o Glorioso Sport Lisboa e Benfica num clubezeco de passagem para qualquer jogador que chegue e lutou contra isso.
Suportou o enxovalho público de Jorge Jesus num jogo em Inglaterra, sem que NINGUÉM do clube tenha vindo a público defendê-lo ou repreender Jorge Jesus por aquela falta de respeito inaceitável.
Lutou pelo SL Benfica contra muitos que hoje tentam reescrever o que é ser benfiquista, enquanto esses andavam a trabalhar contra o SL Benfica noutros lados.
Por isso Shéu, mesmo com o seu "low profile", era incómodo às pulgas e carraças que têm pousado no lombo do SL Benfica.
Shéu merece uma despedida de estádio cheio e não uma encenação à porta fechada.
Obrigado Shéu Han. Muito obrigado.

