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sábado, 11 de janeiro de 2020

Nas acusações sobre arbitragens habilidosas...

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... ninguém mas rigorosamente ninguém pede a demissão de Fontelas Gomes ou de Paulo Costa.

Assistimos a 2 jogos seguidos de historial recente complicado para o FC Porto e em que é apitado por dois seus adeptos.

Um poupa uma expulsão em Alvalade e outro fez o que fez ontem em Moreira de Cónegos.

Mas do lado dos andrades também se reclama das arbitragens dos jogos recentes do SL Benfica. Quer o lance do Ruben Dias em Guimarães ou ontem o penalty sobre o Vinicius.

Mas o que pergunto é: se a arbitragem está assim tão mal, porque ninguém sequer menciona os nomes de Fontelas Gomes ou de Paulo Costa?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Porto e Benfica: descubra as diferenças

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Uma equipa joga bem e o árbitro trava com arbitragem manhosa...
... a outra joga de forma sofrível e o árbitro transforma num jogo fácil.

Weigl = CRAQUE!

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Jogo que Xistra tudo tentou para ser condizente com os interesses de quem o alimenta neste sistema corrupto, mas onde além da importância da vitória mais que merecida num autêntico massacre atacante e onde o VAR não permitiu que fossem cometidas atrocidades, gostaria de destacar a CLASSE do novo reforço.

Aquele meio campo a dois com o Gabriel simplesmente não dá hipótese - contam-se pelos dedos de uma mão as bolas que perderam e as vezes que tenham saído sem ser orientado e para a frente ou com perda de bola... FANTÁSTICO!!!

Obviamente que numa situação de arriscar o jogador a sair seria o de menor entrosamento, mas isto deixa fabulosas expectativas para o futuro.

Em sentido oposto, Jota, para quem tem a mania que é estrela e faz birras até para renovar... joga muito pouco. Ele e o Seferovic juntos não fazem um... sendo que o suíço tem até o dom de atrapalhar os colegas 

SL Benfica - Aves

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ONZE DO SL BENFICA: 

Odysseas, André Almeida, Rúben, Ferro, Grimaldo, Weigl, Gabriel, Pizzi, Jota, Chiquinho e Seferovic.

Suplentes: 

Zlobin, Tomás Tavares, Samaris, Gedson, Caio, Cervi e Vinícius.

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Em relação aos últimos jogos e à formula encontrada por Bruno Lage, assinala-se a saída de Cervi, a entrada do quase nunca utilizado Jota e sem dúvida a entrada de Weigl no 11 inicial.

Veremos se o alemão confirma em campo o que se pensa dele. Terá mesmo que confirmar. Alguém que acaba de chegar, sem estatuto de "vedeta" e entra logo na equipa, não é vulgar.

A entrada de Seferovic para o lugar de Vinicius também é uma surpresa. Não acredito que se ande a fazer poupanças para o Rio Ave...

Precisamos dos 3 pontos para encarar com confiança e segurança um ciclo difícil que aí vem. 

Exclusivo: E se a OPA do SL Benfica fosse no país de Madoff?

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“Como é que é possível ainda ninguém ter sido julgado no caso BES e o senhor [Bernard] Madoff ter sido condenado em pouco tempo? Foi condenado em pouco tempo, porque fez um acordo de sentença. E isso é muito importante para a credibilidade do sistema, sobretudo em áreas em que o processo de investigação é necessariamente moroso porque é muito complexo.” – António Costa, Primeiro Ministro de Portugal.

Estas palavras marcaram as últimas semanas da atualidade política em Portugal. 

Em Portugal, num passado recente, haviam certas zonas escuras proibidas à justiça. Não se investigava, não se acusava e muito menos se prendia, julgava ou condenava.

A entrada de Joana Marques Vidal na PGR mudou as regras do jogo em Portugal. De repente, esses limites históricos desapareciam e todos passavam a estar debaixo do radar da justiça.

De repente, o país descobria que um antigo primeiro-ministro vivia muito acima das suas possibilidades e com dinheiro emprestado de um amigo. Não surpreende portanto que tenha levado o país à bancarrota.

De repente, o país descobria esquemas de corrupção passiva e activa dentro do Estado nos mais diversos sectores como o SEF, os Registos ou até mesmo entre grandes empresas e governantes no activo. 

Também o futebol passava a estar sob investigação, muito por arrasto devido à divulgação de contratos e emails relacionados com os 3 grandes do futebol português.

A pergunta que este artigo levanta é: E se a OPA lançada pelo SL Benfica fosse no país de Madoff?

Os EUA são um país com imensos defeitos mas com uma virtude enorme: tudo é escrutinado à exaustão e não há limites às investigações a quem exerce cargos públicos mas também nas grandes empresas e instituições.

Em Portugal a opinião escrita tem mostrado interesse apenas no tema “preço”. Mas será esse único ponto importante a analisar? Ou será o tema “preço” o culminar de uma série de questões anteriores?

Devolver o Benfica aos benfiquistas

Foram aprovados novos estatutos em AG da Benfica Futebol SAD em 30 de Novembro de 2018 que inviabilizavam qualquer compra hostil.

Além disso, é inconcebível sequer imaginar qualquer OPA hostil quando o SL Benfica detém 100% das acções de categoria A e 64% do capital total.

Esta questão seria rapidamente respondida.

Recompensar quem investiu em 2001

Nos EUA, a primeira coisa que o equivalente à CMVM estaria a fazer era a escrutinar as possíveis relações entre quem decide a OPA e quem será o beneficiário da mesma.

Uma das justificações dadas é que a OPA visa recompensar quem ajudou o SL Benfica em 2001, quando o clube lançou a SAD.

Ora, dos atuais grandes accionistas da SLB SAD, apenas José Guilherme pode dizer que apoiou financeiramente a SLB SAD desde o início. Nem Luis Filipe Vieira fez parte desse grupo de grandes investidores iniciais da SLB SAD. O grande lote que Vieira adquire é mais tarde, sob condições que explicaremos noutro post e que veremos se ainda lhe pertencem.

Haverá sim pequenos accionistas que investiram no princípio e para quem o SL Benfica é uma questão de paixão e não de negócio. Para esses, esta OPA não terá qualquer significado pois não vendem.

Relações entre Administração da SAD, Direcção do SL Benfica e grandes accionistas

Outro ponto que seria escrutinado era se existiam relações privilegiadas entre alguns dos intervenientes na operação, quer do lado do SL Benfica quer do lado dos accionistas.

Pelo que é do conhecimento público, há indícios fortes de que neste ponto a OPA pode estar em risco.

As perguntas essenciais que a CMVM tem que responder são:

- É ou não verdade que José António dos Santos adquiriu activos de Luis Filipe Vieira ou das suas empresas no processo de reestruturação no Novo Banco que decorreu durante 2017?

- É ou não verdade que, de forma coincidente em 2017, José António dos Santos adquiriu em cerca de apenas 2 meses 2,67 milhões de acções do SL Benfica SAD?

- É ou não verdade que as relações financeiras entre José António dos Santos e Luis Filipe Vieira terão já ido mais além que estas supostas compras de activos em 2017? Existe alguma espécie de “dependência” financeira recente entre o presidente da SLB SAD e o empresário?

Podem estas perguntas passar ao lado da CMVM quando José António dos Santos, com esta OPA, pode encaixar quase 15 milhões de euros? 

Mas as questões sobre indícios de posição privilegiada de alguns accionistas não se pode limitar a um acionista.

O que levou a Quinta de Jugais, um empresa de Cabazes de Natal, a investir em 2018 numa posição qualificada na SL Benfica SAD com 460.926 acções, quando os seus resultados líquidos publicados também em 2018 não passavam dos €1.272.930? 

Que informação ou “feeling” tiveram os donos da empresa para tal investimento quando a SLB SAD nunca pagou dividendos ou nunca apresentou uma evolução de cotação que pudesse dar perspectivas de qualquer retorno? 

A OPA, a ser concretizada, dará à Quinta de Jugais cerca de 2,3 milhões de euros. Quase o dobro do seu resultado líquido. Isto não levanta questões a ninguém?

Também a questão das acções de Luis Filipe Vieira ainda não está respondida. O grande lote de acções que comprou foi posterior ao grupo inicial de grandes investidores.

Serão as acções que detém mesmo suas? Foi o dinheiro utilizado na compra desse grande lote de acções proveniente do antigo BES? 

No âmbito da reestruturação do seu património pessoal e empresas terminada algures no final de 2017/princípio de 2018 essas acções foram também incluídas no fundo? 

Pode Luis Filipe Vieira, um dos maiores devedores do país com mais de 600 milhões de euros em dívidas (dizem que quase 1000 milhões) num banco intervencionado e pago por todos nós contribuintes, e que só em 2019 recebeu mais de 1000 milhões de euros em apoios, dizer mesmo que é o beneficiário do valor de venda das acções quando sair do SL Benfica, se as mesmas tiverem sido compradas com dinheiro vindo do BES?

O preço

Qual o verdadeiro prémio oferecido pelo SLB? É o valor relativo à cotação no momento do anúncio da OPA ou será mais correcto olhar para o valor histórico da acção da SLB SAD?

Se olharmos com atenção para o histórico de cotações, verificamos que a acção da SLB SAD só ultrapassou a fasquia dos 2 euros na segunda metade de 2018. Até lá, e nos últimos 5 anos (como amostra) a acção da SLB SAD raramente tinha passado de 1,5 euros. Aliás, a média ronda o 1,25 euros com várias vezes a cotar abaixo de 1 euro.

Ora, olhando para estes números, para o não pagamento de dividendos e para a baixa cotação da acção durante anos, é justo questionar o porquê destes investimentos repentinos na acção da SLB SAD.

Como fica claro, o verdadeiro prémio face à cotação habitual da acção SLB SAD é de mais de 300%.

Em resumo

Não é possível adivinhar as respostas a todas estas perguntas. No país do Madoff, elas certamente teriam que ser respondidas antes de a OPA ser autorizada.

Em Portugal, a CMVM terá essa responsabilidade, presente e futura.

A CMVM certamente poderá pedir todas as informações que necessita para que, a médio prazo, a sua decisão (e os decisores) não possa ser colocada em causa por eventos relacionados com a justiça.

Utilizando as palavras do Primeiro Ministro, "é muito importante para a credibilidade do sistema" que a CMVM responda cabalmente a todas as questões, antes de uma decisão.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

RDT - Oficial

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Comunicado do SL Benfica

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD ("Benfica SAD") informa, nos termos e para o efeito do disposto no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que chegou a acordo com o RCD Espanyol de Barcelona para a transferência a título definitivo dos direitos do jogador Raúl de Tomás Gómez pelo montante de € 20.000.000 (vinte milhões de euros)

Mais se informa que estão previstos valores adicionais dependentes da concretização de objetivos relacionados com a performance desportiva do jogador e do RCD Espanyol de Barcelona, que podem atingir um montante de € 2.000.000 (dois milhões de euros). Por último, de referir que a Benfica SAD terá ainda direito a receber 20% do valor de uma mais-valia obtida numa futura transferência do referido jogador.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

RDT, Gedson e a importância da credibilidade... (ou do Mendes?)

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Diz-se "à boca pequena" no mundo do futebol que "ninguém fica a perder com Jorge Mendes", o que quer dizer que quando as transferências envolvem bastante dinheiro... ou o jogador rende, ou o Mendes arranja forma de directamente (ou noutros negócios) compensar o comprador.

Felizmente a história da última década do SLBenfica tem poucos casos e RDT foi apenas o segundo grande investimento sem retorno, depois de Roberto... e em ambos os casos confirmou-se o que se diz... o SLBenfica recebeu os 8,5M do Roberto e agora os 20M do RDT.

Diz A Bola que Mendes não teve nada a ver com a saída do jogador e que se deveu à astúcia do Presidente do SLBenfica... mas eu aposto mais na intervenção do empresário português.

Goste-se ou não (e eu sou dos que não gosto muito), mas a verdade é que desde que aceitemos remunerá-lo bem... a realidade é que os investimentos são muito mais a favor do SLBenfica do que em prejuizo.

Acho absurdo que alguém considere que o SLBenfica tem que ganhar sempre, como se fossemos nós os únicos espertos do mundo, que não fosse necessário ceder / sacrificar algumas vezes, engolir alguns sapos, para poder ter outras oportunidades.

Noutra linha parece que o Gedson viu travada a sua saída para o WestHam por uma proposta do ManUnited e outra do Chelsea. Face às poucas oportunidades do jogador, parece-me obvio que antes de qualquer investimento os clubes queiram confirmar o potencial efectivo do jogador, actualmente num plantel onde está tapado.

Assim, a confirmar-se um empréstimo com compra de 65M caso o jogador vingue é um excelente negócio onde o SLBenfica, na pior das hipoteses fica com o jogador no final da próxima época (após confirmar-se que não consegue consolidar todo o potencial)... ou na melhor das hipoteses, o jogador vinga e ao SLBenfica rende 65M€, que me parece uma verba fabulosa para um jogador que efectivamente tem muitíssimo potencial, quizás até mais completo que o Renato (apesar de não ter a sua potencia e explosão).

Dito isto, seja através do Mendes ou não, há um vector que é indissociável: actualmente o SLBenfica é sinónimo de clube credível para fazer negócios, de jogadores de qualidade em especial nos jogadores com origem na formação [NDR: hoje nas meias finais da Supertaça de Espanha, apenas uma da quatro equipas não tinha jogadores da formação do SLBenfica: Semedo, Guedes, Felix...].

Este é um capital que, face à sua matriz e atraso, o FCPorto e menos ainda o SportingCP jamais conseguirão atingir e, precisamente por isso, a tentativa por parte desses clubes e "máquinas de propaganda" de descredibilizar a formação do SLBenfica.

A SportTV de novo a mandar

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Desde que voltamos a não ter o controlo dos nossos jogos na Luz, que é isto.

Os jogos do SL Benfica são colocados de acordo com os interesses da SportTV, já que o contrato com a NOS impede o SL Benfica de escolher os seus horários ou sequer de os sugerir

O SL Benfica é obrigado a aceitar a calendarização da NOS, que por sua vez quer acautelar que os jogos do SL Benfica não colidem com os de Sporting e FCP, transmitidos pela SportTV.

Por isso é que esta sexta, um dia de semana e vespera de fim de semana, o SL Benfica jogará às 19h enquanto FCP jogará às 21h15m.

É que os benfiquistas, seja a que horas for, farão tudo para ver o Glorioso. Já os outros, se for a horas menos comuns...deixa lá.

Até a UEFA atrasou os jogos da Champions para as 20h. Em Portugal, a grandeza do SL Benfica serve para acomodar tudo...

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A verdadeira origem do ódio no futebol português

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José Maria Pedroto: a semente do ódio e pai da corrupção.

José Maria Pedroto foi um treinador e ex-jogador de futebol, nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Almacave, Lamego, e faleceu a 7 de Janeiro de 1985.

Não analiso a sua performance como jogador neste post, mas sim como treinador e estratega do ódio e guerra no futebol português.

“Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).

Enquanto treinador, continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores.

Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão.

Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal.

Em 1974, mudou-se para o Boavista.

Volta às Antas em 1976 para vencer dois Campeonatos (1977-78 e 1978-79) e uma Taça de Portugal.

Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve Artur Jorge.

Pedroto regressa ao FC Porto já com Pinto da Costa como presidente. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pedroto e Pinto da Costa criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguiram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, um dos dois treinadores portugueses campeões europeus de clubes, a par de José Mourinho, em 2003/04, também ao serviço do FC Porto.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manha do dia 7 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade, sucumbido à doença que o corroía imparavelmente. Durante a madrugada do dia do seu falecimento, já visivelmente debilitado, tentou satisfazer os seus últimos desejos, bebendo whisky por uma colher e tentando fumar o último cigarro.” – retirado da WIKIPÉDIA

Para a maioria dos portistas, este homem é uma lenda, um herói. Mas para adeptos do futebol como eu, ele foi a semente do ódio e da corrupção dos últimos 30 anos no futebol português.

Como exemplo, relato este episódio contado pelo jornalista Neves de Sousa:

“Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada futebolistica. 

Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting: 
“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma clausula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.”

“Como, não percebo!”, indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem, Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século.”

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.

Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Assina contrato com o FC Porto, após uma investida directa de Pinto da Costa, que estava devidamente autorizado pelo Presidente Américo Sá para contratar a qualquer custo o treinador português. 

José Maria Pedroto apenas colocou uma condição que se verificou: que Pinto da Costa fosse o Chefe de Departamento de Futebol Profissional. 

Começava assim uma dupla que marcou e marcará inquestionavelmente para sempre uma época no futebol português.

Pinto da Costa e José Maria Pedroto traçaram uma estratégia que visava afrontar todos os poderes instalados no futebol português e de uma vez por todas acabar com a hegemonia bicéfala dos clubes da capital.

A temporada de 1976/77 foi altamente conflituosa. O FC Porto acabou apenas em 3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão a 10 pontos do SL Benfica que foi o Campeão Nacional. Venceu porém a Taça de Portugal numa final onde derrotou o SC Braga por 1-0.

No ano seguinte, finalmente, foi quebrado o longo jejum de vitórias do FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. 

Os azuis e brancos sagraram-se Campeões Nacionais depois de um competição disputadíssima, decidida na “goal average”, com o SL Benfica, que foi 2º classificado, com a proeza inacreditável protagonizada pelo clube da Luz, que não perdeu qualquer encontro na prova e não foi campeão.

Renovou o título de Campeão Nacional na época seguinte de 1978/79 em mais um campeonato extremamente disputado com o SL Benfica. Em 1979/80 perdeu o título para o Sporting CP, quedando-se o FC Porto no 2º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão somente a 2 pontos dos leões de Alvalade.

Depois destes 3 anos a frente da equipa do FC Porto o clima de “guerrilha” no futebol português, envolvendo os principais clubes e os poderes de decisão na FPF, estava extremamente intenso e fortemente acicatado por José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Era um chorrilho de polémicas e um constante ambiente fervente entre os protagonistas.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.”

A verdade é que este tipo de discurso era recorrente em José Maria Pedroto. Frases como “temos de lutar contra os roubos de igreja no Estádio da Luz”, ou “passamos de pombinhos provincianos a falcões moralizados”, ou ainda “é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital” eram frequentes no linguajar do técnico.

Depois do FC Porto perder o Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1979/80, não conquistando o tri, José Maria Pedroto foi afastado do cargo de treinador principal do azuis e brancos pelo Presidente Américo Sá que se dizia farto das polémicas e conflitos gerados pela dupla Pinto da Costa e Pedroto.

A saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do FC Porto foi conturbada originando o célebre verão quente de 1980, quando 14 jogadores do FC Porto, onde constavam nomes como o de Costa, Oliveira, Octávio, Sousa, Frasco, Gomes, entre outros, fizeram uma autêntica rebelião não comparecendo aos trabalhos no arranque da temporada de 1980/81.

O Presidente do FC Porto Américo Sá deixava o nome de Pinto da Costa fora das listas concorrentes aos órgãos sociais. Em forma de protesto e demonstrando estar ao lado do actual presidente portista, 14 jogadores não compareceram aos trabalhos de preparação para a nova época sob os comandos do austríaco Herman Stessl, entretanto escolhido para suceder a José Maria Pedroto.

Esses 14 jogadores trabalhavam no Pinhal de Santa Cruz do Bispo às ordens de Hernâni Gonçalves, preparador físico de José Maria Pedroto, enquanto que os jogadores do FC Porto, os apelidados de “alinhados”, prosseguiam a sua preparação em Leiria.

Desempregado, José Maria Pedroto, foi alegadamente seduzido por responsáveis do SL Benfica para assumir o cargo de treinador principal dos encarnados. Esse facto não se consumou porque, dizem, alguns dirigentes benfiquistas vetaram o ingresso do técnico no clube, outros, afirmam que foi o técnico que não aceitou rumar a Lisboa pois pretendia continuar a trabalhar no norte do país.

Para o Sporting CP acabou por rumar o britânico Malcolm Alisson, para o SL Benfica o húngaro Lajos Baroti e José Maria Pedroto permaneceu inactivo no início da época de 1980/81.

Entretanto, em Guimarães, o Vitoria SC arrancava para a época de 1980/81 com enormes expectativas de sucesso. 

O recentemente empossado Presidente da Direcção do Clube vitoriano, o jovem Pimenta Machado, tinha contratado um punhado de jogadores de inegável qualidade, desde os internacionais Damas e Blanker, a jogadores da categoria de Barrinha e Nivaldo, até aos jovens Fonseca e Ribeiro.

Depois de um início de prova algo titubeante o Presidente do Vitoria decide despedir Fernando Peres e Cassiano Gouveia, a dupla técnica que comandava a equipa, à passagem da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão depois de uma derrota frente ao SC Espinho por 3-1.

Diz-se que incentivado por Pinto da Costa, o Presidente do Vitoria, Pimenta Machado, decide contratar tão só a melhor equipa técnica nacional, numa ousadia que espantou todo o futebol português. É desta forma que José Maria Pedroto, coadjuvado por António Morais e Artur Jorge, ingressa no Vitoria Sport Clube.

A entrada do treinador José Maria Pedroto revelou-se importante, pois o Vitoria melhorou significativamente de produção, alcançando resultados bem mais consentâneos com a valia da equipa.

A estratégia de Pedroto, para quando perdia, passava por imputar as responsabilidades pelas derrotas ao exterior. Quando perdia, a culpa ou era do arbitro, ou dos poderes instituídos no futebol português que teimavam em prejudicar a sua equipa.

Após a passagem pelo Vitoria de Guimarães a sua carreira no futebol prosseguiu regressando novamente ao FC Porto, já com Pinto da Costa na presidência do principal clube da cidade invicta.

O Vitoria SC e os seus dirigentes tudo fizeram para manter José Maria Pedroto no cargo de treinador da equipa principal. Os vimaranenses terão mesmo oferecido um salário de 1.500 contos por mês, quantia superior aquela que José Maria Pedroto foi auferir como técnico do FC Porto.

Foi a partir da época de 1982/83 que a dupla José Maria Pedroto e Pinto da Costa começaram a lançar os alicerces do FC Porto moderno.

José Maria Carvalho Pedroto acabou por falecer na manhã do dia 8 de Janeiro do ano de 1985, com 56 anos de idade.

Ele e o seu aprendiz, Pinto da Costa, dividiram o país, erigiram guerras sem fundamento, lançaram o ódio, a mentira e o cinismo para cima dos adeptos e do quotidiano desportivo.

Pedroto será talvez a figura, de entre todas as áreas de actividade, que mais mal fez a Portugal e à sua coesão colectiva no último quarto de século, um mal de consequências que só o futuro poderá apurar.

E o seu aprendiz é estranhamente tolerado e branqueado por uma comunicação social imediatista, superficial e reverente para com o poder, por dirigentes desportivos e agentes diversos que fazem do servilismo um modo de vida, e até por uma classe política medíocre e bajuladora, capaz de o receber, ano após ano, a expensas dos nossos impostos, nos luxos da Assembleia da República.


Deve dizer-se, de forma bem clara, que o objectivo de vida de Pedroto e de Pinto da Costa não foi atingido. 

Apesar dos títulos conseguidos pelo F.C.Porto - grande parte deles à custa das mais variadas formas de viciação, muitas delas para além das questões vindas a público no âmbito do processo Apito Dourado -, a verdade é que o clube nortenho nunca foi capaz de se afirmar como referência nacional, nem cativar a simpatia, ou mesmo o simples respeito, da esmagadora maioria dos adeptos portugueses, sobretudo fora das fronteiras da sua delimitada região.

Pedroto e depois Pinto da Costa nunca conseguiram matar a alma benfiquista, nem retirar uma pevide à gigantesca massa adepta do clube encarnado, que semana a semana, em Portugal e no mundo, vibra com os jogos do Benfica.

Mesmo tendo, ao longo deste período, ganho mais vezes, o F.C.Porto nunca venceu por si próprio, mas sim, e sempre, contra alguma coisa. 

Contra o Benfica, contra Lisboa, contra o Sul, contra os fantasmas dos seus próprios complexos. Mesmo ganhando aos grandes nunca deixou de ser pequeno. Uma pequenez do tamanho do seu presidente, que transformou uma instituição outrora respeitável num antro de rancor e podridão.

O clube do povo continua a ser o Benfica, de Norte a Sul, do Minho ao Algarve, do Continente às Ilhas, e é por isso que o ódio de Pinto da Costa ao nosso clube permanece tão vivo.

Pedroto e o seu aprendiz. O primeiro já faz tijolo à anos, e o segundo estrebucha porque sabe que já não tem muito tempo e mesmo com 30 anos de roubos, continua a liderar um clube pequeno, que não soube evoluir, crescer, tornar-se grande.

Por tudo isto, recuso-me a ver em Pedroto alguém de valor. É o responsável e a semente de 30 anos de corrupção, ódio e guerra no futebol português.

A intoxicante propaganda... azul corrupta

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Com a vitória em Alvalade (enquanto Varandas sorria com a derrota do clube a que preside), os comentadores afectos ao FC Porto vieram em grande com um mesmo discurso, uma mesma postura.

Rodolfo Reis, um azeiteiro que não deixou saudades nem sequer como treinador de futebol, teve uma postura execrável no Play Off de domingo passado para com Ricardo Rocha. 

Isso enquanto vociferava contra o SL Benfica e um domínio, que segundo ele, o nosso clube tem no futebol português.

Só queria que Rodolfo Reis me apontasse um benfiquista na cúpula da FPF. Um que seja. Não consegue.
Quer na gestão da FPF quer na arbitragem temos 3 portistas (Fernando Gomes, Tiago Craveiro e Paulo Costa) e um ser híbrido e manuseável (Fontelas Gomes).

Entre isto, e só agora, lá admitiu que o FCP tinha um passado de controlo das instituições do futebol português.

Depois temos outro azeiteiro chamado Paulo Baldaia e que achou que considerações sobre Francisco Janota Marques, que pecaram por escassas, eram ofensivas para todos os portistas.

Curiosamente, Paulo Baldaia não achou ofensivo para ninguém a forma como ficou o DN após a sua gestão. E com a mesma cara com que tem uma prestação fanática a falar de futebol, aparece depois como comentador "independente" a falar de temas nacionais no mesmo canal.

Já quanto a Francisco Janota Marques, o fazer de vítima não só é ridículo como é um exercício de hipocrisia gigante.

Relembro que este senhor, enquanto editor de Desporto da Agência Lusa, e segundo o Director de Comunicação do SL Benfica, Luis Bernardo, já recebia uma avença do FC Porto.

São estes senhores modelo de alguma coisa para se indignarem seja com quem for?

São estes fanáticos, sem qualquer capacidade crítica ao seu clube, que vão dar aos outros lições de moral?

Adeptos de um clube que nem uma data de fundação verdadeira conseguem ter? Tenham dó de nós, que gostamos de futebol e de uma discussão aguerrida, apaixonada mas leal.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Exclusivo: O que faz correr Vieira?, por Rui Gomes da Silva

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EUSÉBIO

O início de cada ano fica marcado, desde 2014, pela ausência de Eusébio da Silva Ferreira. 

Ausência física mas presença constante na mente de todos os que, como ele tinha, mantêm uma paixão inexplicável em palavras pelo Sport Lisboa e Benfica!

Ele, que nos deu tantas alegrias e ajudou com tantos outros a levar o Benfica ao patamar mais alto do mundo, sem medos ou receios dos adversários, confiando no seu trabalho e talento, faz-nos muita falta todos os dias. Faz muita falta ao Sport Lisboa e Benfica! Ao seu Benfica! Ao nosso Benfica!

Mesmo que a Eusebio Cup tenha sido colocada na prateleira do esquecimento, nós que amamos o Benfica e admirávamos Eusébio da Silva Ferreira, nunca o vamos esquecer ou deixar de honrar, como ele tanto honrou o Benfica em vida.

BOM ANO

Manda a tradição que, no princípio de cada ano, se deseje um Bom Ano e se faça uma previsão do que esperamos para os próximos 365 (neste caso, 366) dias que temos pela frente!

Mas - como se aprende com Hans Kelsen, na “Teoria Pura do Direito” - há uma diferença entre o ser e o dever ser!

O “dever ser” aconselharia a esse exercício de previsão!

O ser - que é a única categoria que conhece quem manda na Luz - determina que sejamos muito (aqui sim) positivistas e analisemos o que motiva tanto ... movimento!

Ou seja ... 

O QUE FAZ CORRER VIEIRA?

Como se pode concluir pelo conteúdo final da primeira “news letter” do ano de 2020 do Benfica (“conquista de títulos e reconhecimento internacional, paixão dos nossos adeptos, saúde financeira, capacidade de inovar nas áreas mais exigentes de produção de conteúdos”) é grande a azáfama na Luz para tentar dar uma ideia de vitória, de abastança e de inovação, neste ano que falta até às eleições!

Ou seja, onde antes não havia investimento na equipa, o que nos fez perder o penta, .... ou ganhar campeonatos à tangente contra equipas ou intervencionadas pela UEFA ou dirigidas por um louco, ... ou passar as vergonhas que passamos na Europa (zero pontos numa fase de grupos ... lembram-se?), agora sobra dinheiro para comprar tudo e mais um par de botas!

O DINHEIRO DE JOÃO FÉLIX 

Só para ajudar a fazer as contas, desde que vendemos João Félix - por 120 milhões de euros - já gastamos 12 em comissões dessa venda para o nosso (dele) parceiro estratégico, ... 20 milhões no RDT (mais 2 de comissões), ... 17 milhões no Vinicius (mais 1,7 de comissões), mais 20 milhões no Weigl (mais 3 milhões de prémio de assinatura e mais 2 milhões de comissões), ... temos 77,7 milhões de euros!

Se a isso juntarmos as renovações - em prémios, vencimentos e comissões - de Fejsa e Samaris que eram jogadores que a estrutura sabia (ou devia saber) que não entravam nas contas de Bruno Lage ... percebemos que a ordem é para gastar!

Gastar tudo o que há pouco, muito pouco, se dizia não existir!

Vejam - se tiverem curiosidade - as declarações de Domingos Soares de Oliveira há uns meses afirmando que não tínhamos possibilidade de manter jogadores caros ... e, agora, a justificar a sua compra!

Se a isso juntarmos as recentes renovações de quem - no plantel - ainda tinha alguns anos de contrato pela frente (mais comissões ... sempre as comissões) e lhe adicionarmos - tomem nota - os 30 milhões (mais comissões, pois então) por Bruno Guimarães e os 20 milhões (mais comissões, obviamente) pelo central Robin Koch do Friburgo, teremos 123,9 milhões (mais do que lucramos com a venda de João Félix)!!!

Sem beliscar - minimamente - a qualidade, por exemplo, dos ex jogadores do At. Paranaense e do Bor. Dortmund, a pergunta é sempre a mesma?

PORQUÊ AGORA???

Mas ... em Julho não havia uma hegemonia para garantir sem, por exemplo, perder como perdemos contra o Porto, na Luz?

E não havia uma fase de grupos da Liga dos Campeões para brilhar e ser apurado, como cabeça de série, para os 1/8 de final desta época?

Então, porque não se investiu - então - na equipa (tudo isto sem curar de saber se as aquisições são contra o que ouvíamos dizer ser o melhor que o Seixal tinha “produzido”)?

O QUE FAZ “CORRER” VIEIRA?

Sendo assim ... esta é a pergunta que todos esperam ver respondida!

O que faz correr Vieira?

O que fez com que - de um momento para o outro - começasse a fazer o contrário do que sempre fez (com 2 excepções - 2009 e 2013 - que só confirmam a regra)?

CONSTRUIR UMA GRANDE EQUIPA EUROPEIA?

Não, não poderá ser essa a motivação!

A “estrutura” sempre foi muito peremptória sobre esse assunto!
O que interessa é ser campeão, que alimenta o apoio dos adeptos, com o “sonho” da ida ao Marquês!

Até porque ... pensam ... todos ... sem excepção ... o Benfica (deles) nunca poderá ser Campeão Europeu!

Há uma hipótese B ... nesta aposta “uefeira” ... a de atacar a Liga Europa!

Mas ... essa será uma justificação à posteriori, que só serve para que ninguém conteste os investimentos de Janeiro ... que deviam ter sido feitos em ... Julho!

Por isso - e sobre o que faz “correr” Vieira - não pode ser o construir uma equipa europeia ... mas alguma razão haverá para Vieira fazer o que está a fazer!

“ALIMENTAR OS ADEPTOS”?

Na sua última incursão mediática ... num esforço notável (de que tomo boa nota) de não se confundir, não se esgotar e dar a entender que nem sempre concorda com o Presidente (para o que der e vier), Domingos Soares de Oliveira referiu que a ideia era (e cito) “... alimentar os nossos adeptos, seja com conteúdos, seja com jogadores".

Tirando o facto da infelicidade do conceito (alimentar os nossos adeptos ... só desculpável por força das preocupações e dos consequentes gastos na rede informática do Clube e das traduções literais a que isso poderá induzir) essa seria uma hipótese, seria.

Ora, para a estrutura ... os sócios são o que mais lhes atrapalha a vida.

E - portanto - não poderão ser os que eles (seguindo o exemplo do Presidente) cada vez mais tratam como clientes a fonte maior da sua preocupação!

Bom, bom - pensa-se por lá - seria acabar com eles ...

Por isso - e sobre o que faz “correr” Vieira - não pode ser a preocupação de “alimentar os adeptos” ... mas alguma razão haverá para Vieira fazer o que está a fazer!

RETIRAR AS ATENÇÕES SOBRE A OPA?

Outra das hipóteses seria a de tentarem criar uma nuvem de fumo de contratações para tentar retirar a pressão sobre a OPA dos amigos do Presidente!

Seria uma justificação plausível ... não fossem as sucessivas tentativas de justificar uma operação ... injustificável!

Sucederam-se as razões, sendo a última a da existência de parceiros estratégicos de nível planetário!

Já aqui referimos o porque na discordância absoluta de tal operação ... mas o facto de ser - segundo ele próprio - o melhor acto de gestão deste Presidente, afastará a necessidade de criar focos de desatenção!

Por isso - e sobre o que faz “correr” Vieira - não pode ser a preocupação de retirar as atenções sobre a OPA dos amigos ... mas alguma razão haverá para Vieira fazer o que está a fazer!

IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIR MAMADOU?

Essa seria uma outra hipótese!

A verificação da impossibilidade de manter Mamadou, ou de se estar a acabar o dinheiro ou a água ... do Seixal!

Também não acreditamos nessa hipótese ... até porque não faltando água nem dinheiro no Seixal, haverá sempre "Mamadous" para todo o serviço!

Por isso - e sobre o que faz “correr” Vieira - não pode ser o medo de não ter um Mamadou qualquer a trabalhar por lá ... mas alguma razão haverá para Vieira fazer o que está a fazer!

(Quem não sabe quem é, peça um cartão à saída de qualquer estação de Metro de Lisboa e perceberá..)

MEDO DE ELEIÇÕES?

Resta - sem falsas modéstias - o medo das eleições!

Eleições onde o actual Presidente não vai poder continuar a fazer valer-se dos seus monólogos ... 

Onde não vai poder fugir aos debates, mantendo-se em silêncio, negando-se a debater o Benfica.

Num processo eleitoral onde o actual Presidente do Benfica terá de aceitar as regras democráticas do clube que sempre foi a referência da democracia desde a sua fundação!

E onde não poderá deixar de concordar com um escrutínio rigoroso do voto electrónico!

O problema é que, no seu autismo, o actual Presidente do Benfica, julga-se inamovível e insubstituível!

E, por isso - e sobre o que faz “correr” Vieira - não pode ser o medo de não vencer eleições, ele que as acha, por tudo o que controla um mero formalismo ... mas alguma razão haverá para Vieira fazer o que está a fazer!

ALGUMA RAZÃO HAVERÁ ... 

Ora, não sendo para ... 

CONSTRUIR UMA GRANDE EQUIPA EUROPEIA, 

não sendo para ...

ALIMENTAR OS ADEPTOS,

não sendo sendo para ...

RETIRAR AS ATENÇÕES SOBRE A OPA, 

não sendo pela ...

IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIR MAMADOU,

não sendo por ter ...

MEDO DE ELEIÇÕES ...

alguma razão haverá?

Medo?

Talvez ... mas de quê? 

Mas que alguma razão haverá ... lá isso haverá!

E nós haveremos de descobrir ... se calhar mais depressa do que pensamos!!!

EM TEMPO

A vitoria sobre o Vitória, em Guimarães, valeu 1/3 deste campeonato!

Eficácia e capacidade de sofrimento.

Ganhar assim faz os campeões!!! 

domingo, 5 de janeiro de 2020

Saudade

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Não comparem tochas à escumalha

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Foi lamentável o arremesso de tochas para o relvado por parte dos nossos adeptos? Foi.

É algo que parece que ainda não perceberam que prejudica e vai prejudicar muito o SL Benfica.

Mas por outro lado, se há quem tenha merecido vencer naquele estádio são mesmo eles.

Sim, eles que fizeram as vezes da polícia perante as dezenas de assaltos e tentativas de assalto que cobardes de cara tapada fizeram ontem.

Escumalha que danificou automóveis enquanto decorria o jogo.

Cobardolas que atacavam famílias em grupo roubando objetos de valor e, mais que isso, destruindo cachecóis e camisolas do SL Benfica.

O futebol é uma festa. É um espectáculo.

Em Guimarães só dentro do relvado é que se assistiu a isso.

Fora dele, é um recinto de animais que deveriam estar banidos de ver futebol.

Comparar isto a Inglaterra só mesmo por ignorância ou estupidez saloia.

Lamento que, mais uma vez, não exista um único dirigente do SL Benfica a vir a público denunciar estas situações e vir exigir medidas das autoridades policiais e do futebol.

Os "tipos das tochas" acabaram por ser a única defesa que os benfiquistas que foram a Guimarães tiveram. 

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