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sábado, 15 de outubro de 2016

O Shadows está a tornar-se previsível...

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Dizia o meu estimado, sim meu estimado, Fernando Tavares na sua pagina de Facebook quando anunciou o seu regresso à Direção do SLBenfica: "Evidentemente que ao aceitar o convite de Luís Filipe Vieira tenho a noção de que nos vamos expor à recuperação do que foi dito e escrito. Sabemos ambos disso e estamos conscientes de que utilizarão isso como arma de arremesso. Contra mim, contra o presidente do Benfica e, no limite, contra o Benfica"

Ora, o meu amigo Shadows não se fez tardar e foi precisamente por esse caminho no tópico anterior. Previsível, meu amigo.

Como sei que nada tens contra, possivelmente, um dos mais fortes dirigentes pertencentes a esta nova lista do candidato às eleições do SLBenfica, como acho que nada tens contra o Benfica, antes pelo contrário... parece que toda a tua oratória sem sentido se move contra o Presidente.

Mais uma vez te digo... eu também não me revejo em várias coisas, mas recuso-me a ficar preso ao passado, obrigando-me a mim próprio a reconhecer os méritos de quem os tem, pelo que de bom fez. O que não faz com que eu tenha memória curta, mas apenas que não tenha memória seletiva.

E sim, este ano - ao contrário do último que decidi castigar a atitude do Presidente com um voto em branco - votarei sem qualquer dúvida em Luis Filipe Vieira, fossem quem fossem os candidatos. Não porque me revejo integralmente na pessoa, mas porque me revejo integralmente no projeto - isso é o que interessa.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Eleições 2016: A (re)entrada de Fernando Tavares.

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A lista de Luis Filipe Vieira tem duas grandes novidades: a saída de Rui Gomes da Silva e a (re)entrada de Fernando Tavares.

Neste post abordo a (re)entrada de Fernando Tavares.

A minha opinião sobre Fernando Tavares é muito positiva. Tive oportunidade de verificar alguns dos pontos da sua linha de pensamento quando em 2012 deu uma entrevista extensa ao NGB, dividida em duas partes.

De benfiquismo e de competência, Fernando Tavares está bem servido e alguém com o seu valor será sempre uma mais valia no clube.

A questão que se coloca é que, mesmo após o post de esclarecimento do próprio no FB, as suas palavras de 2012 não deixam de ter um grave significado:

“A direcção é incoerente.”

“No Benfica actual, as decisões não são tomadas em função do benfiquismo das pessoas, são tomadas com base na defesa do lugar. Quanto piores forem as pessoas que o rodeiam, pior será a sua liderança. Por outro lado, Vieira não devia ter medo da história do Benfica. Por isso foi criada outra, com dez anos, criando nas pessoas o fantasma de que será Vieira ou o caos. E não é assim, a seguir a Vieira não virá o caos, virá o Benfica, o grande Benfica.”

“Pessoas como Domingos Soares Oliveira, Paulo Gonçalves e João Gabriel, para além de não serem benfiquistas, exercem uma má influência sobre o presidente. Na defesa de uma estratégia de poder atacam os verdadeiros benfiquistas e empurram o Benfica para estratégias erradas. Os resultados estão à vista. E, por agora, apenas os resultados desportivos, já que os financeiros, são uma calamidade de que os benfiquistas apenas se aperceberão mais tarde.”

“Neste momento, o Benfica não tem um presidente, eu diria que tem um "dono". Mas já agora, vale recordar uma frase célebre quando Rui Costa assumiu o cargo de diretor-desportivo, em que se disse que iria ser preparado para presidente do clube, no espaço de dois mandatos. Caricato é ter um clube que nos seus estatutos estabelece uma restrição de idade (43 anos) que o país não criou para eleger o seu Presidente da República.”

“Sou uma pessoa de projetos e de convicções. Quando não acredito nos projetos e nas pessoas prefiro retirar-me.”

“O problema, hoje em dia, é que o Benfica não tem comunicação. Tem propaganda. A comunicação é um instrumento que o Benfica devia ter ao seu dispor para divulgar mais e melhor o clube, a sua história e os seus valores. Pelo contrário, o que existe é propaganda, muito centrada na pessoa do presidente e dos constantes louvores à sua obra. Digamos que a comunicação do Benfica vive um período de "venezuelização".”

O Benfica tem um passivo de 400 milhões de euros. Onde é que está o milagre disto? O milagre é o Benfica ainda conseguir pagar as suas contas. As pessoas ainda não perceberam que a situação actual do Benfica é muito preocupante. O que o Benfica precisa é de um milagre desportivo, que possa ajudar a resolver, no futuro, os graves problemas financeiros que afetam o clube. Mas para isso é necessário outro modelo de governo e de gestão.”

“Porque, hoje em dia, não é fácil ser do contra, no Benfica, porque ser do contra é ser abutre. Mais uma vez, nada disto se compadece com a história democrática do Benfica.”

Ou o que escreveu em Outubro de 2015:

Já aqui reiterei por diversas vezes que não estou de acordo com a estratégia de guerrilha contra o treinador do Sporting. Teria sido muito mais simples que o Benfica assumisse publicamente que não pretendia renovar com o treinador, reforçando assim que a aposta em Rui Vitória estava carregada de visão desportiva e de uma mudança de paradigma.”

“Fi-lo, não porque sou anti - Vieira, mas apenas pela diferença de opiniões e acima de tudo contra aqueles que hipocritamente sempre o criticaram e agora estão com ele, como Rui Gomes da Silva, José Eduardo Moniz e João Varandas e que foram para o Benfica numa perspetiva de obter o poder por dentro.”(Sobre o apoio a Rangel.)

“O Benfica recuperou a sua dimensão desportiva pela visão e pela competência, obrigando o rival a fazer fortes investimentos na sua equipa de futebol. E hoje o Benfica é a maior potencia desportiva nacional. Não necessita de guerras estúpidas para continuar a afirmar-se como tal. Então porque razão seguir o mesmo caminho com o rival de Lisboa? Porque razão não os deixamos a falar sozinhos?

“Só temo que o Benfica, neste momento, seja refém de uma estratégia, a meu ver, errada. Espero que não. Urge com humildade refletir e ter a coragem para rever posições, enquanto é tempo.
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Lendo tudo isto que Fernando Tavares verbalizou ao longo dos tempos, resta esperar que o próprio venha comprovar e comprovar-nos de que as coisas mudaram ou estarão a mudar.

Resta saber como vai conviver com José Eduardo Moniz ou Varandas Fernandes ou com a estrutura de comunicação do Benfica liderada por Luis Bernardo e Pedro Guerra.


Fernando Tavares tem o benefício da dúvida mas também uma grande responsabilidade de honrar as suas palavras.

"Confissões de um sportinguista."

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Retirado do blogue "És a nossa Fé!", escrito por José da Xã:

"Decididamente não aprecio nada esta recente troca de galhardetes entre Gabinetes de Comunicação/Sporting e outros clubes.

Há outrossim os comentadores televisivos que debitam discursos que, sinceramente, só acrescentam pólvora ao fogo, em vez de pacificarem esta guerrilha meio imbecil.

Tenho assim a bizarra sensação que o confronto linguístico que ora vamos placidamente assistindo não interessa de todo ao Sporting. Por outro lado sei que há quem defenda a ideia de que “quem não se sente não é filho de boa gente” como diz o adágio popular e neste contexto quase que entendo as respostas do Gabinete de Comunicação.

Só que… não me revejo nesta postura. Este não é o Sporting Clube de Portugal do qual sou sócio há quase 40 anos, mas sim quase um clube de arruaceiros. Ora se alguém baixa o nível de linguagem ou intervenção o Sporting deve, em consonância aos seus velhos pergaminhos, nivelar por cima. Só assim seremos diferentes!

Se eu responder no mesmo nível dos que me atacam, mas se publicamente os critico pela forma e conteúdo, então… sou pior que eles. Não há volta a dar!

Quando estamos numa roda de amigos que professam diversas opções clubísticas é normal e até salutar que nos ataquemos mutuamente no que se refere às nossas preferências clubísticas. Faz parte da vida e até pode ter a sua graça… Agora fazê-lo de forma pública, truculenta e roçando o soez… cria-me (muitos) pruridos.

Tenho a perfeita consciência que muitos sportinguistas concordam com esta filosofia dos novos tempos. Mas eu publicamente assumo: não dou nem nunca darei para este peditório.

Mesmo que me sinta prejudicado!

A dignidade de um clube não se revê somente na maneira como aceita as vitórias, derrotas ou empates, mas na forma como é exemplo para a sociedade."

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Felizmente alguém do outro lado da Segunda Circular que não se reveja neste circo em que se tornou a rivalidade Benfica/Sporting.

Mas pelo que ouço, cada vez mais benfiquistas e sportinguistas não se identificam com esta gente que torna o futebol numa guerra. Talvez os dirigentes e os "comentadores tão cheios de si mesmos" queiram aprender com os adeptos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Eleições 2016: saída de Rui Gomes da Silva e entrada de Fernando Tavares.

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A lista de Luis Filipe Vieira tem duas grandes novidades: a saída de Rui Gomes da Silva e a (re)entrada de Fernando Tavares.

Neste post abordo a saída de Rui Gomes da Silva.

Não me surpreendeu que o ex-ministro tenha saído da direcção do Sport Lisboa e Benfica. Não sei se por sua vontade ou vontade de Vieira, mas arriscaria que seria vontade…dos dois. Há muito tempo que Rui Gomes da Silva era alguém incómodo para Vieira.

Embora tenha sempre demonstrado uma lealdade institucional enorme para com a direcção do clube e para com o presidente Vieira, Rui Gomes da Silva nunca deixou de ter uma opinião própria sobre temas, decisões ou acontecimentos que marcavam a actualidade do clube.

Foi incómodo enquanto estava na SAD e isso custou-lhe esse lugar.

Mas mesmo quando foi “apenas” um vice-presidente sem pelouros ou responsabilidades atribuídas no clube, Rui Gomes da Silva continuou, pela liberdade do seu pensamento e por estar num dos 3 programas mais vistos do cabo, a ser incómodo para quem está no Benfica.

E em nome do seu benfiquismo, nunca se melindrou publicamente por alguém como Alcino António (o “eterno suplente”) ter responsabilidades mesmo com o episódio dos bilhetes de 1988 às costas ou do mesmo Alcino António ter sido fundamental na ida de JVP para o Sporting.

Foi incómodo quando, ao contrário do caminho que se queria seguir no Benfica, anunciou que por ele não se renovava com a Olivedesportos. Ou quando deixou claro que não estava satisfeito com a gestão e decisões de Jorge Jesus. Foram dois assuntos que lhe valeram ataques directos e indirectos e aos quais ele nunca cedeu.

Não deixa de ser curioso que hoje Rui Gomes da Silva não diz de JJ o que os fundamentalistas defensores de Jorge Jesus de então dizem hoje sobre o treinador do Sporting. Comparem o traste do Guerra na CMTV a defender JJ e o mesmo traste na TVI24 a atacar JJ. É de corar de vergonha alheia.

Foram públicas as pressões sofridas pela SIC para o substituir ou retirar do painel do “Dia Seguinte”. Felizmente a SIC nunca cedeu e manteve a sua liberdade intacta. (A postura inatacável da SIC ficou vincada no recente episódio que envolveu Inácio e João Alves.)

A direcção do Sport Lisboa e Benfica perde essencialmente em BENFIQUISMO pois não ficam lá muitos benfiquistas de gema com ligação ao clube desde sempre.

Resumindo, acho que Rui Gomes da Silva tem tudo a ganhar ao se libertar do espartilho relativo do Vieirismo. Não me parece que algum dia vejamos Rui Gomes da Silva a atacar Vieira como por exemplo Fernando Tavares o fez em 2012 (embora o mesmo já tinha vindo a público clarificar o tema).

Mas sobre Fernando Tavares falarei noutro post.

Eleições 2016: A lista de Luis Filipe Vieira.

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Direção:

Presidente - Luís Filipe Vieira
Vice-presidente - Domingos José Soares d'Almeida Lima
Vice-presidente - José Eduardo Soares Moniz
Vice-presidente - Nuno Ricardo Gaioso Jorge Ribeiro
Vice-presidente - João Manuel Varandas Fernandes
Vice-presidente - João Castro e Quadros da Costa Quinta
Vice-presidente - Fernando Manuel da Silva Costa Pagamim Tavares
Vice-presidente (suplente) - Alcino Morgado António
Vice-presidente (suplente) - Sílvio Rui Nunes Correia Gonçalves Cerván

Conselho Fiscal:

Presidente - Nuno Afonso Henriques dos Santos
Vice-presidente - Rui Manuel do Nascimento Barreira
Vogal - Gualter das Neves Godinho
Vogal - Rui Manuel Frazão Henriques da Cunha
Vogal - José Manuel da Silva Appleton
Vogal (suplente) - João Carlos Lopes Simões do Paço

Assembleia Geral:

Presidente - Luís Filipe Coimbra Nunes Nazaré
Vice-presidente - Vírgilio Duque Vieira
1.º secretário - Jorge Ascensão de Mendonça Arrais
2.º secretário - Bernardo Soares de Albergaria Sousa
Secretário (suplente) - Ricardo Fortuny Martorell

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Rui Gomes da Silva: O desfecho que se esperava

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Como aqui previra ontem, Rui Gomes da Silva sai mesmo da Direção do Benfica.

Se sai pelo seu pé, ou em rutura com LFV, ou porque exigiu condições que não lhe foram oferecidas, ou porque ambos perceberam que a saída era o melhor para o clube, ou porque existe desgaste, ou porque LFV pretende alterar a Política de Comunicação do Benfica e RGS era um empecilho nessa estratégia, ou porque a saída é apenas no papel e na realidade não muda nada, a verdade é que este é um sinal de mudança, um passo em frente em direção a algo que ainda não sabemos bem o que é...

Repito aquilo que fui dizendo ao longo dos últimos anos:

RGS era o verdadeiro Diretor de Comunicação do Benfica e peça chave da estratégia comunicacional de LFV. Hoje se calhar, com outros peões no mesmo tabuleiro e num contexto de um Benfica mais ganhador, talvez seja fácil a muitos esquecer a importância que RGS teve num passado recente, nomeadamente em anos em que o Benfica perdia e era saco de pancada de toda a gente, anos esses também em que tantas foram as vezes em que da parte do Benfica, a única voz que se ouvia em sua defesa, era a voz de RGS todas as Segundas-Feiras...

A separação que alguns apregoavam existir entre o RGS vice-presidente do Benfica e o RGS cidadão sempre que alguma intervenção sua era mais polémica, nunca existiu de facto... Os dois Rui Gomes da Silva foram sempre um só, nunca um ponto foi dado sem nó, e nada do que foi sendo dito no “Dia Seguinte” ao longo dos últimos anos foi em vão ou fruto da inspiração do momento. Foi sim sempre o resultado de uma estratégia, sempre a mensagem que ao Benfica e à sua Direção interessava passar, sempre a defesa do clube e, claro está, a defesa do seu Presidente que também passou na Luz momentos bem difíceis.

Da minha parte, e conhecida a minha posição de não concordar com a presença de um Vice-Presidente do Benfica num programa televisivo que tantas vezes trata o futebol como lixo (agora muito menos, fruto da qualidade dos três comentadores e do moderador que lá andam), acho esta saída de RGS um passo em frente para a vida do clube...

RGS pode continuar a defender o Benfica na SIC todas as semanas, mas a falar, agora sim, em seu nome e pelo seu nome apenas, deixando o Benfica fora de qualquer insinuação nociva e por isso numa posição fragilizada, que justificou tantas vezes (pelo menos aos olhos deles) os ataques ou contra-ataques dos nossos rivais...

E para RGS claro, aqui fica o meu reconhecimento e apreço por tantas posições públicas que tomou ao longo dos últimos anos em defesa do nosso clube, e o voto de que esse papel continue a ser exercido com a mesma paixão de sempre, e agora, julgo eu, com o bónus de o poder fazer com uma liberdade opinativa que nunca teve até hoje...

Independentemente das nossas preferências por jogadores, treinadores, dirigentes e até Presidentes, há algo que por vezes me desgosta nesse tipo de programas televisivos dos quais RGS faz parte: A sensação de que alguns deles não estão lá para defender os clubes, para defenderem as suas paixões clubistas, para serem honestos consigo próprios, estão lá sim para defenderem pessoas, e neste caso, quase sempre, os Presidentes dos clubes!

Defender o Benfica sim, mas sem nunca perder o espírito crítico. É essa liberdade que reclamo para mim quando aqui escrevo neste blogue a dizer sempre aquilo que penso, umas vezes a dizer bem e outras a dizer mal, dependendo dos temas a que me refira, mas sempre fiel às minhas ideias e sem interesses por debaixo da mesa...

É essa liberdade que reclamo para mim e que me faz perceber que, até aos meus filhos, aqueles que amo e amarei sempre independentemente dos percalços que lhes aconteçam, reconheço a inevitabilidade dos erros e dos dias maus, e o meu direito de os criticar e corrigir e aconselhar (admitindo sempre a falibilidade dos meus conselhos)...

E é essa liberdade que reclamo agora para RGS... A continuação da defesa do Benfica sempre dentro daquilo que é a sua visão do Benfica, e não a defesa da visão de outros que seguramente também amam o Benfica, mas que também erram e também tomam más decisões como é inevitável em toda a gente...


Aqui também assumo a minha curiosidade em relação ao que aí vem, e a certeza de que o “Dia Seguinte” vai ter agora em mim um espetador muito mais atento!

Finanças: Porto e Sporting com 90M€ de Prejuizos em 2015/2016!

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O Benfica teve 20,9M€ de lucro em 2015/2016, enquanto que o Porto e o Sporting apresentaram mais de 90M€ de prejuízo!

Há mais de 2 meses já tinha avisado que Porto e Sporting iriam superar os 70M€ de prejuízo!
Os 2 clubes conseguiram exceder os prejuízos previstos (FCP -50M€ e SCP -20M€), que já eram maus, e o 4º Trimestre de 2015/2016 ainda foi pior do que o que seria expectável!

Sporting já tinha anunciado 32M€ de prejuízo, e hoje o Porto anunciou 58,4M€ de prejuízo.

Sendo assim, em 2015/2016 os resultados das 3 SAD's foram os seguintes:
BENFICA SAD: +20,9M€ de lucro
PORTO SAD: -58,4M€ de prejuízo
SPORTING SAD: -32,0M€ de prejuízo


Esperemos agora pelos Resultados e pelo Passivo Consolidado de Porto e Sporting, considerando todo o Grupo Empresarial (Clube + Empresas), que ao contrário do Benfica ainda não disponibilizaram essa informação.

A tentação do auto-flagelo!

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É típico dos benfiquistas! Andamos sempre com motivos de auto-crítica. Está sempre tudo mal... se ganhamos, é porque jogamos mal, se jogamos bem é porque o que interessa é ganhar, se somos vitória dos é porque somos uns bananas, se criticamos é porque temos telhados de vidro, se somos assertivos é porque só falamos dos outros... enfim.

NUNCA ESTÃO SATISFEITOS!

Tem alguma piada ler neste blog o que o Shadows (e alguns que comentam) diziam de muitos dos comentadores afetos ao Benfica, que não em nome do Benfica... Antes eram uns bananas, que não defendiam o Benfica, que se deixavam dominar pelos comentadores afetos a outros clubes etc.

Porém, com o tempo esses comentadores simplesmente passaram a ser quem domina a agenda desses programas. Goste-se ou não do estilo, Rui Gomes da Silva, João Gobern, José Calado, Pedro Guerra e até João Alves. dominam claramente e com argumentos muito efetivos, as sucessivas tentativas - muitas vezes em alinhamento FCP/SCP - de "destruir" o Benfica na opinião pública.

E agora o que dizem alguns? Que atacamos os outros mas temos assuntos por resolver dentro de casa.

Bom, é o eterno caso de quem acha que lá porque o filho deve melhorar o comportamento na escola, isso não dá o direito à criança de se queixar dos colegas quando estes se portam mal e o prejudicam.

TRETAS! O Benfica há muito tempo que deixou ser um saco de pancada... e agora é o caso em que se aplica a máxima "quem se mete com o Benfica, apanha". 

Deixem-se de merdas e de apontar o dedo ao próprio clube. Aliás, devem apontar, sim... mas nunca quando o assunto é defendermo-nos ou garantir que outros não nos atacam.

As críticas ou pontos de melhoria devem sempre ser apontadas... mas quando toca a unir em torno do que está fora do Benfica, quem quiser meter-se com o Benfica, apanha. Só nós podemos criticar algo no Benfica e nunca o devemos fazer quando o Benfica se defende ou quando é atacado.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Acertar as agulhas com o que é importante.

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Há algo que não aceito que adeptos adversários venham fazer com o Benfica: imiscuírem-se em jogadas de bastidores para influenciarem decisões ou até mesmo a escolha de pessoas para estarem dentro do Benfica, quer na direcção ou em outro cargo relevante.

De vez em quando, há quem tente condicionar esses processos em todos os clubes.

Vamos ter eleições no Benfica no final do mês e não entendo porque adeptos de outros clubes andam obcecados com as nossas contas, com os nossos miúdos da formação ou até mesmo com a questão dos troféus de campeão quando afinal estão todos a léguas do Sport Lisboa e Benfica.

Mas assim como não entendo a obsessão alheia, menos entendo como é que adeptos do Benfica fazem do seu objectivo diário preparar ataques aos adversários, ainda mais apontando coisas que são vistas também no nosso clube.

Será que as eleições do Benfica passam ao lado de quase todos os comentadores benfiquistas ligados à direcção? Pelo menos de André Ventura sabemos que não passaram. Só lhe passa ao lado é o cumprimento dos estatutos do clube…

Será que no almoço que os reuniu com Luis Bernardo falaram do tempo ou só da expansão internacional do clube? É que sabemos como Calado, Gobern ou até mesmo o inenarrável Guerra têm imenso prestígio lá fora.

Terá sido Luis Bernardo, vindo do Sporting, que forneceu a gravação áudio a André Ventura?

Depois de alguns almoços informais que envolveram dirigentes do Benfica e antigos dirigentes do Sporting, não quero acreditar que tenhamos “comentadores” ou “aprendizes de feiticeiro” que estejam a fazer campanha por alguém ou contra alguém noutro clube que não o Sport Lisboa e Benfica.

Já tivemos nas últimas eleições do Sporting o Luis Lemos da BTV como director de campanha de José “Peyroteo” Couceiro. Isto enquanto fazia aquele ar de sonso na BTV cheio de “benfiquismo”. Mas não é o único lagarto que se passeia pela BTV ou pelos corredores do clube armado em benfiquista.

Espero que os “comentadores” ou outros “aprendizes” tenham o bom senso de se calar sobre a vida interna de outros clubes quando os mesmos vão entrar em processo eleitoral. O problema será de sportinguistas, lagartos ou dragartos.

Aliás, o que agradaria seria ver os comentadores afectos ao Benfica abordarem a composição do Conselho de Arbitragem, o que nenhum ainda fez. Também que abordassem o processo que escolheu ou indicou os nomes desse Conselho.

Também gostaria que não deixassem esquecer o assalto à FPF e em como apesar de todas as provas, inclusive sangue, não se fez nenhuma prisão. Quem afinal quis obter os segredos de Vítor Pereira?

Como ficou o caso do vice-presidente do FCP que se “suicidou” com uma bala na nuca e cuja arma ainda ganhou asas e desapareceu?

O que vai suceder ao Sporting cujo vice-presidente tentou corromper ou comprometer a imagem de um árbitro de forma efectiva e que detinha listas com dados pessoais de jogadores/árbitros e dirigentes ligados ao futebol, quebrando todas as leis relacionadas com a protecção e confidencialidade dos dados?

O que leva um clube como o Belenenses a escolher um treinador de “derrotas” como Quim Machado? Será que estão mais preocupados com entregar alguns pontos certos?

Será que um clube que empresta jogadores aos pares ou em trio a uma série de clubes da primeira liga não está numa situação de benefício face aos outros?

Não preocupa os “comentadores” afectos ao Benfica que tantos treinadores incompetentes ligados à mesma cor consigam sempre lugar em clubes da primeira liga?

Há tanto que falar, tanto por onde ir.

Como disse o sincero Luis Filipe Vieira, falem do nosso clube! Ou não dá jeito?

Rui Gomes da Silva: Terá havido maior aliado de LFV nos últimos anos?

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Eu não comecei a falar do problema da participação de Dirigentes do Benfica em programas de debate desportivo ontem. Não me dirigi a este tema por ser um tema da moda ou porque o Presidente do meu clube saiu um pouco mais emocionado de um funeral e teve uma intervenção pública em que colocou muita coisa em causa.

Eu falo disto há anos, bem antes dos Pedros Guerras, numa altura até em que era praticamente consensual que a Política de Comunicação do Benfica era um desastre (para não dizer inexistente). Já em 2013 eu escrevia neste blogue que Rui Gomes da Silva era o verdadeiro Diretor de Comunicação do Benfica!

Anos houve, naqueles anos em que o Benfica não ganhava nada e éramos constantemente atacados por todos os lados, anos em que os adeptos encarnados ansiavam desesperadamente por uma explicação Presidencialista e tudo o que havia era silêncio, anos em que no Benfica só havia duas pessoas a dar a cara:

João Gabriel, com aqueles tiros de pólvora seca que divertiam a malta mas não atingiam ninguém, e... Rui Gomes da Silva, cujas intervenções à Segunda Feira davam resposta a algumas dúvidas e atenuavam esses silêncios presidencialistas que, sem Rui Gomes da Silva a dar a cara por LFV, se tornariam verdadeiramente intoleráveis!

Ora, um primeiro ponto que quero vincar é que Rui Gomes da Silva é dentro do seu estilo, alguém em cujas posições em relação a diversos dossiers do futebol português me revejo quase sempre. Isto é fatual de facto, independentemente do estilo do nosso Vice-Presidente, esse sim discutível em alguns momentos...

É alguém que sei que ama o Benfica de coração, e que, se um dia se candidatar a Presidente do Benfica terá o voto de muitos pelo consenso de posições MAS...

Aquilo que o pode tramar (e ele sabe-o) é o estilo com que intervém muitas vezes... É a linha de comunicação que seguiu ao longo dos últimos muitos anos na TV e que virou um estilo seu, estilo esse que um dia, num outro cargo qualquer, será importante alterar mas, se calhar também, dificílimo demarcar-se dele...

Trazendo isto tudo agora para a realidade e para o dia de ontem, Rui Gomes da Silva sabia que ia ser tema de conversa no “Dia Seguinte”.

E sobre este tema, Rogério Alves levou o seu angulo de abordagem para o cargo oficial que Rui Gomes da Silva ocupa na estrutura do Benfica e do facto desse cargo ser inconciliável (na sua opinião) com algumas das suas intervenções públicas (na pele de cidadão apenas), e aqui, contra a opinião de muitos, tenho de estar de acordo.

Podia lembrar por exemplo Março de 2015, quando, ANTES de um Benfica X Braga decisivo, Rui Gomes da Silva acusou os jogadores e o próprio discurso diretivo do Braga de terem uma atitude quando jogam com o Porto e outra quando jogam com o Benfica, trazendo à baila um possível penalty sobre Pardo num jogo com o FCP e o silêncio da Direção Bracarense sobre esse lance (aqui), colocando pressão e tensão extra nesse tal jogo decisivo do Benfica que, mesmo sem estas intervenções polémicas e desnecessárias, já seria sempre difícil.

Disse mentiras?! Talvez não mas, não é essa a questão! A questão aqui é Rui Gomes da Silva poder dizer este tipo de coisas em nome pessoal (em que papel estava quando falou à Rádio Renascensa?), e três dias depois estar sentado à mesma mesa como Vice-Presidente encarnado com António Salvador a comer um grande cozido à portuguesa!

Claro que a estas e outras intervenções menos felizes, virão os defensores do estado de coisas atual dizer que o idiota do Redmoon não consegue distinguir aquilo que são intervenções do “Benfica oficial” de outras que são ditas em programas de debate desportivo e que são feitas em nome pessoal!

Essas pessoas que vêm ao texto do Redmoon tentar levar o texto do Redmoon para o enquadramento que ELES próprios querem passar, ainda não perceberam que o burro não é o Redmoon por não ter percebido ainda a ideia deles. O Redmoon já percebeu há muitíssimo tempo a ideia deles... Mas o que esses não perceberam ainda é que essa separação ente “Benfica Oficial” e “Benfica Televisivo” é APENAS e SÓ a interpretação deles, interpretação essa que é altamente discutível!

...Porque na cabeça de outros, dos Sportinguistas principalmente (mas de muitos Benfiquistas também), o que existe é um Presidente encarnado em silêncio para poder dizer que não incendeia ambiente algum, para ter os seus porta vozes a fazer o trabalho sujo por si nos programas televisivos, passando LFV por um ser que paira sobre isto tudo sem ter culpa de nada quando se calhar até é o promotor de muito.

E repito, eu não estou a dizer que é assim. Eu estou a dizer é que da acusação já não se livra, e que esta é a versão Sportinguista que eles usam como justificação à sua forma de retaliação depois, e se nós queremos que este ambiente que atualmente se vive no futebol português melhore, não podemos ignorar que para tal acontecer é importante que se entendam as posições de ambos! Não basta entender apenas o nosso lado!

A não ser que me queiram convencer que as culpas são só dos outros, e que por exemplo as tais SMS de Jorge Jesus escritas aos jogadores do Benfica (e nunca provadas, mesmo depois do desafio público de JJ para que se mostrassem), foram invenções do “Benfica Televisivo” e nunca uma insinuação lançada em consonância com uma posição pública que à Direção do “Benfica Oficial” também interessava passar.

Caramba, se quando o Presidente Sportinguista escreve no seu Facebook pessoal nós o criticamos por ser o Presidente do Sporting, quando é Rui Gomes da Silva a fazer a mesma coisa vamos dizer que não é o Vice-Presidente encarnado mas sim o cidadão?! Mas que raio de coerência é essa?!

Isto tudo para dizer que o que Rogério Alves disse ontem foi em suma isto, que em função das palavras de LFV esta semana pedindo moderação aos seus comentadores, a coexistência dos “dois” Ruis Gomes da Silva (Vice-Presidente encarnado e como cidadão no Dia Seguinte e no Facebook) não são compatíveis.

Mas depois falou Guilherme Aguiar, partindo de outro ângulo de análise, este ainda mais de encontro ao meu: o de que nos deixemos de inocências e de ingenuidades, pois Rui Gomes da Silva foi, bem antes dos Pedros Guerras, uma peça fulcral da estratégia comunicacional de Luís Filipe Vieira, e que por isso a separação entre o Vice-Presidente e o cidadão Rui Gomes da Silva nunca existiu. Rui Gomes da Silva tem sido para Guilherme Aguiar, o tal Diretor de Comunicação do Benfica que eu já aqui em 2013 achava que era, tudo com a benesse (e suporte) de Luís Filipe Vieira.

Todo este texto para dizer o quê? Que Quinta-Feira ficaremos a saber se Rui Gomes da Silva continuará ou não a ser Vice-Presidente do Benfica... Será esta informação vital para o futuro do clube? Claro que não, mas servirá pelo menos para contextualizar melhor as palavras de LFV esta semana a pedir aos Benfiquistas que falem de nós e não dos outros, e percebermos melhor o tipo de discurso que aí vem.

Aquilo que acho? Acho que RGS não continuará como Vice-Presidente, porque acho que o não continuar dará mais força e legitimidade à sua participação televisiva com total liberdade para continuar a defender o Benfica e a ser fiel às suas ideias, sem nunca comprometer a Direção encarnada...

A própria explicação de RGS ontem, a justificar a capa incendiária de “Abola” na última Quarta-Feira como uma intervenção que tinha tido na Terça-Feira ainda antes das palavras de LFV, faz-me pensar que algo está para mudar.



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