Novo Blog Geração Benfica: Zhora
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sábado, 17 de março de 2018

Sub-23 vs. Equipa B

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O argumento oficial da FPF para a criação de um novo campeonato de futebol é a preocupação "com o crescente desaproveitamento dos jovens entre os 19 e os 23 anos", procurando desta forma "criar uma nova competição para que os jogadores com idade júnior possam prosseguir carreira.". Isto inspirado no modelo inglês de campeonato sub-23.

Sporting, Porto, Braga, Guimarães, Rio Ave,... já manifestaram vontade em participar. E o Benfica?

Se por um lado acho que temos de estar "em todas", também acho que desistir da equipa B não faz sentido, tendo em conta os bons resultados (não confundir com classificação) que temos tido com o aproveitamento dos jogadores que por lá passaram. A equipa B foi criada com o intuito de preparar os jogadores para níveis competitivos próximos dos da equipa principal (entre outros objetivos e utilidades que tem/teve), e nesses termos parece-me que, no caso do Benfica, se consegue mais facilmente este objetivo na 2ª Liga, do que numa competição marginal que mais não é do que a continuação de um escalão de formação...

Senão vejamos. O que é mais competitivo? Jogar contra clubes que tentam desesperadamente evitar a descida de divisão, ou outros que tentam com todas as suas forças a subida à primeira liga? Ou jogar contra os mesmos jogadores com que têm vindo a jogar ao longo da formação, sem grandes objetivos?

O que se pretende, por parte do Benfica (que é o que interessa), e não da FPF, é preparar os jogadores para um patamar competitivo mais elevado, para a qualquer momento poderem entrar na primeira equipa. Isso tem sido feito no Glorioso. E bem feito.

Pessoalmente, não me parece que a existência das 2 equipas (B e Sub-23) se justifique, e assim, se tivesse que escolher, eu optaria por manter a equipa B.

Se a FPF está assim tão interessada em copiar o modelo inglês de sub-23, talvez fosse melhor começar por olhar para outras áreas da melhor liga de futebol do mundo, tais como a área disciplinar... digo eu.

E vocês, o que acham?

sexta-feira, 9 de março de 2018

Poker

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A Direção do Sport Lisboa e Benfica e o Conselho de Administração da Benfica SAD vêm comunicar aos seus sócios, adeptos, parceiros e colaboradores o seguinte:
  • Após tomarem conhecimento da notícia pública da decisão proferida no passado dia 7 de março pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, reuniram no dia de hoje; 
  • Depois de analisada toda a informação disponível, reuniram com o Departamento Jurídico e posteriormente com os advogados do Sport Lisboa e Benfica. 
Realizadas as referidas diligências, deliberaram, por unanimidade, manter a sua integral confiança em Paulo Gonçalves, aguardando com serenidade a conclusão do processo e reiterando uma vez mais a sua total colaboração para com as autoridades judiciais.


Das três... uma.

Ao tomar esta posição de all-in, ou seja, arriscando totalmente a sua posição e o bom nome do Benfica:
  1. Ou o Conselho de Administração (CA) não sabe a história toda e está a fazer bluff para por a opinião publica do seu lado e por pressão no poder judicial (se tal é possível); 
  2. Ou o CA sabe tudo (e tendo conhecimento é cumplice) e faz o tal all-in com a consciência de que Paulo Gonçalves fez m****, fazendo bluff para por a opinião publica do seu lado e por pressão no poder judicial, na tentativa desesperada de se safar; 
  3. Ou sabe tudo e faz este comunicado de consciência tranquila, sabendo que o processo não vai dar em nada, descansando os benfiquistas e os patrocinadores (coisa que LFV devia ter feito desde a primeira hora); 
Qualquer que seja o cenário, eles colocaram-se agora entre a espada e a parede. Dirigentes do Clube e da SAD. O futuro de Paulo Gonçalves deverá agora ser o futuro de LFV. Vamos ver como saem...

É talvez um momento mais decisivo para LFV, e infelizmente para o Benfica, do que se julga.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A responsabilização dos irresponsáveis

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Já tinha este texto escrito há uns dias, e assim aproveito a boleia do post do Shadows...

Nesta história das claques, ou grupos de sócios organizados, como LFV decide chamar às do Benfica, há uma coisa que me faz muita confusão. A responsabilidade destas pessoas.

Não vou aqui discutir a questão da legalidade das claques, que de resto não serve para absolutamente nada cá no burgo. Se servisse, acredito que boa parte dos seus elementos nem sequer entrariam num estádio de futebol, tendo em conta o seu perfil. Isto em relação às claques chamadas legais. As dos nossos “amigos”, que tanto apregoam a verdade desportiva e a idoneidade (!?!?!?) da sua gente.

Quanto aos “grupos de sócios organizados” do Benfica, também não duvido que incluam gente que nunca devia por os pés num recinto desportivo. No entanto, e apesar de se tratarem de “grupos de sócios organizados”, com os mesmos privilégios do que um sócio como eu (como se eu ingenuamente acreditasse nisso, sr. Presidente!...), a questão que me faz confusão é a mesma. A responsabilidade destas pessoas.

Ponto um, estamos a falar de pessoas. E são pessoas que são associados ou adeptos de um clube, seja ele qual for. Não estamos a falar de atos praticados institucionalmente, e assim sendo, até que ponto deverá um clube ser penalizado pelo comportamento de… pessoas. Os sócios ou os adeptos serão porventura representantes oficiais de um clube? NÃO! Tomam posições oficiais e decisões estratégicas? NÃO! Gerem o dia-a-dia do clube? NÃO! Os sócios têm o poder fundamental de eleger quem o faça. E acaba aí a sua responsabilidade, que é gigantesca. E aqui começa a responsabilidade dos dirigentes eleitos pelos sócios.

Um estádio interditado, uma multa avultada (e quanto o Benfica paga!!…), um aviso, enfim… a minha questão é: porque raio é que um clube deve ser penalizado quando um ou vários dos seus associados fazem asneira? São considerados parte da estrutura do clube? Do meu ponto de vista… não! Quando um dirigente, ou qualquer outro agente desportivo que faça parte integrante dos quadros do clube se porta mal, aí sim, concordo plenamente com os castigos aplicados a um clube. Quando um grupo de sócios ou adeptos incendeia umas bancadas, lança uns very-lights, ou clama pela morte de uma equipa de futebol pela via de um acidente de aviação, de quem é a culpa? Dos clubes? É por estes energúmenos pagarem quotas e serem sócios que os clubes devem ser responsabilizados? NÃO! “Pois, mas os clubes dão apoios às claques, ou grupos de sócios organizados, ou o que raio lhes queiram chamar, e por isso têm responsabilidade!!”, poderia ser a contra-argumentação. E eu respondo: mas os clubes dão esse apoio para que possam ser praticados atos ilícitos, ou para apoiarem o clube? Quero obviamente acreditar que o fazem para ter apoio onde quer que a sua equipa vá, mas se isso é subvertido numa outra coisa qualquer, a responsabilidade é do clube???

Neste ponto, poderíamos eventualmente falar da influência que o incitamento ao ódio e à violência que alguns dirigentes fazem (uns há décadas, outros há 4 anos), mas além de essa ser uma outra questão, no final de contas estamos a falar de gente maior e vacinada, capaz de tomar as suas próprias decisões. Quem me diz a mim que esses sócios não se fizeram sócios à pressa de um clube rival só para o incriminar? Quem me diz a mim que essa bosta de gente se importa com o clube, se afinal só quer é encontrar um sítio para extravasar a sua suposta masculinidade através de uns pontapés e uns murros (no mínimo)? Quem é esta gente para se colar a um qualquer clube e afetar a sua imagem?

Pegando como exemplo esta notícia. O facto da UEFA obrigar este clube a jogar à porta fechada é a mesma coisa que dizer: “Vocês são um clube racista! Seus malandros!”, quando na verdade foram apenas uns atrasados mentais que demonstraram toda a sua idiotice durante um jogo de futebol. No fundo, o que a UEFA está a fazer é uma generalização injusta. Está, ao tomar esta posição, a dizer que todos os adeptos do Hadjuk Split são racistas! Ou seja, paga o justo pelo pecador. Isto está certo?

A responsabilização destes atos nunca pode/deve ser associada aos clubes, mas sim aos próprios infratores. No desporto não há lugar para esta gente. O desporto é saudável, não é para criminosos. O desporto é uma festa, não uma desculpa para destilar ódio. Há, hoje em dia, várias formas de identificar as pessoas e de as responsabilizar, mas infelizmente, tal como noutras áreas da sociedade portuguesa, não há vontade de mudar para melhor

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Rascunho - versão 2.0

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No início do mês publiquei um post sobre o plantel de futebol. Quase um mês depois, eis as alterações:

Assim, para a baliza, escolheria:
Júlio César
Bruno Varela
André Moreira        Paulo Lopes
Para a defesa, escolheria:
Grimaldo
Eliseu
Nelson Semedo      Buta
Pedro Pereira
Luisão
Jardel
Ruben Dias
Kalaica
André Almeida
Eu colocaria no mercado Hermes e Lisandro.

Já deu para perceber que RV vê em Buta uma solução, mas eu manteria Pedro Pereira no plantel. Se é uma questão de confiança, é uma questão de trabalhar esse aspecto, tal como aconteceu com Gonçalo Guedes. De resto, não vejo mesmo necessidade de mais mexidas na defesa. Só mesmo se conseguíssemos aproveitar uma oportunidade de mercado imperdível, para trazer um defesa central titularíssimo. Como não estou a ver isso a acontecer...

Para o meio-campo, escolheria:
Fejsa
Pedro Rodrigues    Samaris
Krovinovic
Pizzi    
André Horta
João Carvalho
Rafa
Cervi
Zivkovic
Diogo Gonçalves
Chrien e Willock a rodar na primeira liga. Colocaria no mercado Felipe Augusto, Carrillo e Salvio.

Já deu para perceber que o Pedro Rodrigues não vai ser opção para esta época, e assim sendo manteria Samaris. Preferia que o puto fosse opção, mas enfim...

Para o ataque, escolheria:
Jonas
Seferovic
Mitroglou
Raul Jimenez
Arango seria para emprestar.

À data de hoje, era isto. :)

Conclusão: não mudei muito as minhas escolhas. Poderíamos de facto ir ao mercado buscar um grande guarda-redes para substituir Ederson, um defesa central titularíssimo para substituir Lindelof, e um lateral direito para substituir Nelson Semedo. Mas isso não seria ir contra o tal paradigma da formação de que tanto falamos? Estes três que saíram também eram relativamente inexperientes quando RV os lançou... Ou assumimos definitivamente o risco inerente em apostar nos jovens que formamos, ou estamos calados com essa conversa e compramos pela certa. Eu escolheria a primeira opção.
Mas se fosse para ir ao mercado colmatar as saídas… Garay e Javi Garcia (com a saída de Samaris) era quem eu gostaria que viesse. Escolhas financeiramente impossíveis, eu sei, mas deixem-me sonhar.
Quanto ao guarda-redes, estou completamente contra a contratação de mais um.
Siga a silly season

Nota: Como não controlo a caixa de comentários, aviso já que não respondo a comentários antibenfiquistas, ou fora de contexto. É uma posição pessoal, respeitando qualquer opção (semelhante, ou diferente) dos moderadores do blogue.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Rascunho

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No dia em que A Bola faz capa com uns 40 futebolistas que estão escalados para fazer a pré-época sob as ordens de Rui Vitória, é inevitável para mim fazer uma espécie de escolha baseada no conhecimento, sempre limitado, que qualquer adepto atento tem.

Assim, para a baliza, escolheria:
Júlio César
Bruno Varela
André Moreira
Paulo Lopes, pelos vistos integrará a estrutura (e bem!), e Zoblin ficaria na equipa B.

Para a defesa, escolheria:
Grimaldo
Eliseu
Nelson Semedo
Pedro Pereira
Luisão
Jardel
Ruben Dias
Kalaica
André Almeida
Ailton seria para emprestar. Ferro, confesso, não conheço. Eu colocaria no mercado Hermes e Lisandro.

Para o meio-campo, escolheria:
Fejsa
Pedro Rodrigues
Krovinovic
Pizzi    
André Horta
João Carvalho
Rafa
Cervi
Zivkovic
Diogo Gonçalves
Chrien seria para emprestar, e colocaria Willock e Heriberto na equipa B. Colocaria no mercado Felipe Augusto, Samaris, Carrillo e Salvio.

Para o ataque, escolheria:
Jonas
Seferovic
Mitroglou
Raul Jimenez
Arango seria para emprestar.

Desta forma, creio que se conseguiria um misto de experiência e juventude. Um equilíbrio entre formação e contratações, com opções táticas para todos os gostos.
Acho que teríamos a normal renovação da equipa mantendo grande parte do que foi a equipa no ano passado.

À data de hoje, era isto. :)
Reconheço que algumas das minhas escolhas dificilmente irão concretizar-se (vendas de Salvio, Carrillo e Lisandro, assim como a aposta em Pedro Rodrigues, Diogo Gonçalves e João Carvalho), mas ainda a procissão vai no adro…

E vocês, quem mudariam/escolheriam?

Nota: Como não controlo a caixa de comentários, aviso já que não respondo a comentários antibenfiquistas, ou fora de contexto. É uma posição pessoal, respeitando qualquer opção (semelhante, ou diferente) dos moderadores do blogue.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Zhora vs. Shadows

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Hoje apetece-me embirrar com o Shadows. Mas antes disso, deixem-me enquadrar o post.

Há uns anos, uma troca de argumentos com outro escriba do NGB, acerca de Cardozo, trouxe-me até aqui, a convite do Shadows. Claramente, a lógica da minha argumentação convenceu-o e aqui estou eu (apesar da falta de assiduidade). Não me recordo de que lado da discussão ele estava, mas o que é certo é que após uma maratona negocial, assinei por este blog. :)

Vamos ao que interessa. Quero embirrar com ele, porque apesar da minha ausência da escrita, sigo todos os posts e comentários diariamente, e hoje decidi que era hora de pôr os pontos nos iis. O comentário dele no último post fez-me saltar a tampa:

Gosto do Ajax, prefiro o Liverpool em Inglaterra, mas ganha Mourinho para que se espumem todos os que atacam o treinador que ganha em qualquer país onde treine.

Mourinho? Melhor que quem? Que Guardiola?

Vamos lá ver se nos entendemos. Mourinho pode ganhar em todo o lado. Tem mérito pelo trabalho que faz/fez. Mas é bonito o futebol dele? Dá vómitos... É o futebol manhoso de quem acha que vale tudo para ganhar. Incluindo os tais mind-games que ele tão bem domina. Nem que tenha que inchar o ego dele até rebentar e humilhar o adversário. Um modelo de personalidade portanto...

Um grande mérito lhe reconheço: não há ninguém melhor que ele a trabalhar a parte psicológica dos jogadores. Ele mexeu com o futebol dessa forma. Mas foi só isso. É um “só” muito grande, reconheço, mas traduz-se num jogo enfadonho. Triste. Manhoso. Arrogante. A imagem dele próprio. Mas que o homem trabalha bem, lá isso trabalha. Eu é que... pronto... não gosto da pessoa, do treinador, do futebol.

Agora, Guardiola... Ora aí está um treinador que fez o que muito poucos (eu não me lembro de nenhum outro, mas admito que tenham existido) fizeram: mudou o futebol. Não mudou uma vertente do futebol. Mudou TODO o jogo.

Guardiola mudou o futebol do Barcelona. Consequência: títulos atrás de títulos. Efeito borboleta: Espanha campeã europeia e mundial! O homem criou um modelo que inteligentemente foi aproveitado na seleção com os resultados que se conhecem.

Guardiola levou o seu futebol para o Bayern. Consequência: títulos atrás de títulos. Efeito borboleta: Alemanha campeã mundial! Mais uma vez, como os alemães não são nada parvos, inteligentemente aproveitaram o trabalho feito por Guardiola no Bayern para terem proveito dele na seleção.

Sim, eu sei que se diz que o tiki-taka não foi inventado por ele. Mas o jogo de passes curtos não era eficiente. Não a estes níveis. O homem não se limitou a recriar um sistema de jogo. Criou um sistema de jogo eficiente e brutalmente dominador. Goste-se ou não do estilo, as estatísticas de cada jogo das suas equipas neste período não mentem. Pessoalmente, adoraria ver o Benfica dominar os seus adversários desta maneira. Sou um confesso admirador do tiki-taka de Guardiola e dos seus resultados. Sou admirador da GENIALIDADE de Guardiola. Se além disso juntarmos a classe que demonstra quando lida com a imprensa, então faz de Mourinho uma pessoa... pequenina. Deste tamanhinho, como dizia o outro.

E agora pergunta o Shadows: se ele é assim tão genial, porque não ganha em Inglaterra?
Talvez seja pela mesma razão pela qual Mourinho foi despedido no Chelsea...

E Shadows, digo-te mais: M-E-S-S-I! É, a anos-luz, melhor que CR7. Exatamente pelas mesmas razões que Guardiola vs. Mourinho: é GÉNIO!

CR7 pode ganhar tudo e mais um par de botas, como Mourinho. Para mim, NUNCA chegará aos calcanhares de Messi. CR7 trabalhou, e muito, para conseguir fazer tudo o que fez. Messi não. A Messi aquilo sai-lhe naturamente. O homem representa tudo aquilo que eu amo no futebol: é GÉNIO!

Cá em casa o orçamento familiar é limitado e a parte destinada ao desporto vai inteirinha para o Glorioso. Mas, fazendo um exercício meramente empírico, se tivesse que escolher onde gastar dinheiro para comprar uns quantos bilhetes para ver a bola, não seria certamente para ver um jogo de Mourinho, ou de CR7. Seria claramente para apreciar os génios Guardiola ou Messi. Sem a menor dúvida!

Mas Shadows, numa coisa concordamos: em Inglaterra, é Liverpool... :)


terça-feira, 21 de março de 2017

Carta Aberta a Rui Vitória

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Caro Rui Vitória,

Numa altura em que toda a gente tem a mania de escrever cartas abertas, senti necessidade de também eu escrever uma, neste caso dirigida a si. E porquê? Apesar de não me conhecer de lado nenhum, existem vários motivos para lhe dedicar esta missiva. Sou sócio do Benfica há mais de 25 anos, e são poucos os treinadores que passaram pelo Glorioso “a meu pedido”. Quero com isto dizer que já na altura em que o nosso ex-treinador estava para se ir embora, mas LFV o segurou, eu queria o Rui para orientar o futebol do nosso clube. Vai daí, sinto-me agora na obrigação tanto de defender a sua (e minha) posição, como de criticar o que de mal tem sido feito.

O ano passado já é história, como o Rui costuma dizer, e tenho para mim que o nosso sucesso deveu-se, quase inteiramente, a si. Não acho que o Rui seja o melhor treinador em Portugal, mas no ano passado soube disfarçar as suas fraquezas e aproveitar tudo o que de mau veio de fora para unir os nossos em seu redor. Para mim, o Tri foi ganho por si. Foi ganho pelos jogadores. Foi ganho pela “estrutura”. Foi ganho pelo colinho dos adeptos. Mas essencialmente, foi ganho pela sua inteligência na gestão e união do grupo. É até engraçado ver como o FCP tenta seguir os méritos do Rui, tentando provocar o Benfica diariamente pela imprensa para que caiamos no erro de os criticar abertamente e permitir ao seu treinador unir o grupo como o Rui fez no ano passado. Mais uma prova da sua inteligência Rui, é o facto de não ceder ao truquezinho barato do clube corrupto. Além disso, nós não somos verdes…

Já este ano, contra todas as adversidades, chegámos a janeiro com o tetra quase na mão, e mais uma vez a sua capacidade de transformar problemas em soluções foi bem evidente. As coisas corriam bem, apesar do futebol pouco atrativo, e logo após o apito final do segundo jogo em Guimarães, dei por mim a dizer à minha mulher algo que nunca tinha dito em tantos anos: “Nunca me senti tão seguro e confiante nos resultados do Benfica!”. O que eu fui dizer… a partir daí foi sempre a descer. Desde lugares cativos na equipa a erros táticos, onzes iniciais e substituições duvidosas, falta de garra e segurança… enfim… o que eu me arrependi de ter dito aquelas palavras. E eis que chegamos ao ponto de existir agora um chamado “jogo da época” frente ao FCP, quando tivemos tudo para não chegar a existir um jogo com essa característica e o qual poderíamos encarar com muito maior tranquilidade.

Volto a dizer Rui, para mim o Rui não é o melhor treinador em Portugal. Jorge Jesus é. Não pela personalidade, claramente, pois aí o Rui ganha 15 a zero, como diziam os Gato Fedorento. Mas tecnicamente e em termos de experiência, JJ está uns anos à sua frente. E tem um futebol bem mais atrativo que o seu. E aqui é que está o principal problema de tudo isto, e uma das duas principais razões que me levaram a escrever esta carta. O adepto benfiquista é por natureza extremamente exigente, e por isso mesmo não entende, nem tão pouco admite, que por vezes é preciso tempo. Essa coisa tão cara e preciosa que tantas vezes falta a um treinador de futebol. Para mim Rui, você precisa de tempo. Tempo para crescer. Tempo para aprender. Tempo para ganhar experiência. Tempo para evoluir e desenvolver as suas ideias. Para mim, os erros que cometeu desde janeiro vêm da sua inexperiência e das suas ideias ainda por amadurecer. E é por isso Rui que, se no ano passado a sua personalidade e boa gestão ganhou o campeonato, este ano poderá ser a sua inexperiência e má gestão a perder o tetra. Dou-lhe o crédito das vitórias, mas responsabilizo-o, como bem sabe que é normal no futebol, pelas derrotas.

Mas, e esta é a segunda razão para lhe escrever, da minha parte posso garantir que terá aquilo que acho que precisa: tempo. Tempo para aprender com os seus próprios erros. Tempo para aprender com os outros. Tempo para crescer como treinador. Tempo para aproveitar o Seixal. Tempo para levar o meu e o seu clube às vitórias que todos os benfiquistas desejam. Tudo isto porque identifico-me com a sua postura e personalidade. Não quero voltar a ter burgessos a debitar alarvidades para a imprensa. Não quero ninguém a alimentar ódios. Quero alguém positivo, inteligente, calmo e ambicioso. Quero um benfiquista a orientar o Benfica. Eu sempre vi no Rui esse perfil, e sei que tem a inteligência necessária para aprender e evoluir. Por estes motivos é que lhe concedo esse tempo que precisa. Tempo para o Rui e o Benfica crescerem juntos.

Muito dirão que o Benfica não é clube para um treinador crescer. Que é preciso alguém com provas dadas. Esses são os mesmos que exigem o aproveitar das “pérolas do Seixal”, mas assobiam-nos ao primeiro passe falhado. Não. Não é esse o caminho. O caminho é o atual. O caminho é crescer e de união. Eu acredito no seu trabalho.

Muitas outras coisas eu poderia elogiar, mas nesta carta preferi focar-me nas criticas para que possa perceber que existe muita margem para crescer, e mais importante que isso é que, independentemente do que vier a acontecer Rui, eu estou consigo neste percurso, que espero que seja longo e vitorioso.

Não lhe tomo mais tempo. Não se esqueça que no próximo jogo não vamos jogar contra um adversário qualquer. Vamos jogar contra quem nos odeia com todas as suas forças, e que vai comer a relva para levar os 3 pontos. É por isso essencial que todos os jogadores percebam o que está em jogo. É muito mais do que 3 pontos. É muito mais que um campeonato. É a quebra definitiva de um ciclo negro e corrupto que tenta desesperadamente não desaparecer. É agora Rui. Agora é o momento de marcar a nossa posição. Força! Carrega Benfica!

Um abraço deste seu fã.

Zhora

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As idiossincrasias de um benfiquista

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O ano passado foi duro. Para mim foi duro e desgastante. Sofri como nunca tinha sofrido com os jogos de futebol do Benfica. Nem no auge do domínio corrupto azul eu sofri tanto como na época passada. Os picos de ansiedade e stress foram tais que sentia palpitações e tinha medo de me dar qualquer coisinha má. “Que estupidez” pensava eu na altura. “É só um jogo!” e “Isto não pode ser!” eram frases que repetia dentro de mim constantemente. Mas felizmente, ou infelizmente, a paixão pelo clube e pelo futebol é irracional. Incontrolável. Nunca me apelidei de “doente da bola”, ou fanático do Benfica, mas tive que admitir que aquilo eram reações mais próprias dessa condição.
Assim, no início desta época, dei por mim a pensar e a analisar as razões para tão grande stress:
1. Seria dos ataques constantes do Sporting? Sim, fazia sentido que fosse isso. Mas depois recordei os anos da fruta e pensei: “Mas os de lá de cima passaram anos a fio a destilar ódio contra o Benfica e inclusivamente contra Lisboa, e eu não me senti assim…”. Não, não era só isto.
2. Seria da mudança do JJ para o Sporting? Não. Isso de certeza que não era motivo. Eu nunca fui um defensor acérrimo de JJ, e Rui Vitória sempre foi uma das minhas preferências. Escrevi-o aqui no NGB naquele maldito verão em que perdemos tudo e LFV segurou (e bem) o treinador. Gostei da passagem do “mestre da tática” pelo Glorioso, mas estava realmente na hora de sair.
3. Seriam questões pessoais? Talvez fosse isso. A sucessão de alguns problemas de saúde (felizmente nada de grave) tornou-me algo vulnerável a ansiedade e a stress. Sim. Definitivamente isto ajudou.
4. Seria eu que, no meu papel de pai, tentava suprimir o que antes de ter filhos deitava cá para fora com berros e agitação? Agora controlo-me ao máximo e filtro as minhas emoções, com relativo sucesso, para não deixar passar este stress para os putos e acabo por pagar a fatura. Sim. Também faz sentido.
Tudo isto eu considerei e acabei por concluir que não era isto. Ou pelo menos não era só isto.
Tudo o que escrevi foram fatores importantes, mas pensado bem o que é que mudou em relação aos anos anteriores? O Sporting. Poder-me-ão dizer que estou a atribuir demasiada importância aos nossos rivais, mas a questão é precisamente essa. Eles são os nossos rivais. Os outros ganharam como toda a gente sabe, e não lhes atribuo grandes créditos pelas suas conquistas. Mas o Sporting no ano passado, se excluirmos os ataques cerrados fora de campo e nos cingirmos apenas ao que se passa dentro de campo, foi um verdadeiro rival. No entanto, e voltando a incluir tudo o que se passou fora das 4 linhas, foi um rival que se portou mal. Arruaceiro, venenoso, rasteiro e reles.
Num ano em que ambos os clubes batem os seus recordes de pontos no campeonato, e em que tanta coisa mudou nos dois lados, o ressurgimento de um verdadeiro rival mexeu comigo. Mas criou um sentimento misto. A rivalidade dentro de campo com o nosso único verdadeiro rival, coisa positiva, esbarrou com a postura desprezível desse mesmo rival fora de campo. Acho que nunca verdadeiramente sofri como sofri no ano passado. Nem mesmo naquele Benfica-Sporting em que o Luisão voou para tirar a bola ao Ricardo e metê-la lá dentro. Eu assisti a tudo isso na Catedral. Vivi aquele ambiente de euforia naquele dia, mas nem aí a ansiedade atingiu os níveis que atingiu no ano passado. E essa é a prova que não foi apenas por ser “o” rival Sporting. O que me realmente afetou foi um Sporting… reles.
Dei por mim a irritar-me, a ter sentimentos que, cultivados pelo constante bate boca, não são os mais corretos. Aquilo estava a puxar pelo meu ódio. Não podia deixar que isso acontecesse. E vir aqui desabafar também não era solução, pois corria o risco de fazer o que os “comentadeiros” televisivos de todas as cores fazem: responder com ódio ao ódio que recebem. Vai daí, afastei-me. Afastei-me para me proteger. Sim, admito a minha fraqueza. Afastei-me das conversas com sportinguistas, deixei de brincar/picar amigos no Facebook, parei de escrever no NGB. Mas nunca consegui fazê-lo totalmente. O ritual de ver as capas dos desportivos logo pela manhã, e de acompanhar os posts do NGB e restante blogosfera não consegui apagar. É-me impossível afastar da realidade do Benfica. Das notícias, do dia-a-dia.
Li algures na net que: “Idiossincrasia é uma característica de comportamento peculiar de um indivíduo ou de determinado grupo. O termo tem vários sentidos, variando de acordo com o contexto em que é empregado, sendo também possível ser aplicado para símbolos que significam algo para uma pessoa em particular.
A idiossincrasia é responsável pela criação de estereótipos no caso dos grupos sociais. Por exemplo, dizer que todos os brasileiros gostam de futebol e samba, como uma característica particular do povo, é uma idiossincrasia dos brasileiros. No entanto, existem brasileiros que não gostam de futebol ou samba e não deixam de ser considerados brasileiros por isso.”
Será que tudo o que senti é só “meu”, ou haverá quem se identifique com este texto?

PS: Ficam aqui as minhas desculpas ao Shadows, que me convidou para aqui escrever há já alguns anos, por não ter cumprido com o que ele me pediu. Tive para lhe dizer em privado tudo isto que escrevi, mas preferi transformar isto em post para perceber quantos benfiquistas há como eu… :)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Comunicação, comunicação, comunicação!

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Após os meus dois últimos posts, o Benfica Eagle sentiu a necessidade (e bem) de explicar aquilo que, na perspetiva dele, são as contas consolidadas do Grupo Benfica.

Ora, quer tenha sido pelas questões que lancei, quer seja porque ele tem feito sempre as suas análises para esclarecer os menos entendidos nas finanças dos clubes, o que é facto é que se ele sentiu essa necessidade é porque percebe que as coisas não são transparentes e simples de entender.

Quando existe a necessidade de alguém fora do Benfica vir explicar as contas do Grupo, quer por sua iniciativa, quer a pedido dos leitores da blogosfera, não restam dúvidas da má comunicação do Clube com os seus adeptos. Este é o cerne da questão que levantei.

E não me venham com merdas de que se quisesse saber, devia ir à AG, ou que devia por minha iniciativa fazer as contas que o Benfica Eagle fez. Volto a dizer, o facto do Benfica vir dizer que só não disponibilizou antes a informação consolidada do Grupo porque ninguém pediu, é muito mau. É atitude de quem quer esconder algo. É pouco transparente.

Quem é que deve efetuar o exercício de consolidação das contas do Grupo? O Benfica Eagle? O Expresso? Qualquer um que não o clube? E quem é que a deve divulgar?

Por isso, quanto à transparência e à comunicação (ou falta delas), que foram os temas dos meus últimos 2 posts, estamos conversados.

 

De resto, deixo apenas aqui umas achegas ao post de hoje do Benfica Eagle:

"Se o Benfica utilizasse outro "método" para avaliar as suas participações, através de uma avaliação independente, que poderia ser aceite ou não na contabilidade (existem várias interpretações), poder-se-ia recorrer à Avaliação que a KPMG fez aos principais clubes europeus (…) o Benfica  foi avaliado por uma das empresas mais credíveis no mundo (KPMG) por 285M€!"

Pegar numa empresa (KPMG) que auditava o Banco Espírito Santo desde 2002, que auditava o BCP quando o escândalo dos offshores rebentou, e que foi uma das responsáveis pela crise do subprime (era a auditora da Fannie Mae), não dá muita força ao exercício de valorização de ativos intangíveis, pois não? Ainda mais caracterizá-la como das mais credíveis do mundo…

Por outro lado, o ativo intangível "Marca", avaliada pelo "Clube" em 43 M€, poderia ser de facto avaliada pela BrandFinance. "Bastava "avaliar" a marca pelo valor real, e já existia um capital próprio positivo."

No entanto, se outra consultora avaliasse por 10 M€ seria sempre a da BrandFinance a contar para que os capitais próprios ficassem positivos, certo?

Talvez os capitais próprios negativos sejam mesmo uma realidade…

 

Não estou a querer refutar as conclusões do Benfica Eagle, que são tão válidas como as de outro adepto qualquer. Estou apenas a tentar mostrar que nada disto é simples e transparente. Nada disto é comunicado para fora de forma clara. Ah e tal, vai às AGs, ou faz um puzzle com a informação disponível, poderão vocês dizer. Mas voltamos ao mesmo: é o clube que tem de comunicar de forma clara.

Fazendo fé na argumentação do meu colega de blogue, ainda mais confusão me faz o Benfica não se defender com a argumentação que ele apresentou no post de hoje. Sendo correta a interpretação dele, porque é que não é o Benfica a defender-se da forma como ele faz pelo seu clube?...

Para quem está satisfeito com a forma como a informação financeira é gerida pelo Benfica… parabéns. Agarrem a pala com força!

Para quem espera ansiosamente pelas interpretações dos vários documentos disponíveis por parte da blogosfera, o Benfica Eagle já prometeu para novembro a habitual análise dele.

A mim resta-me esperar que a comunicação do Benfica melhore… e muito.

domingo, 9 de outubro de 2016

Será isto transparência?

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No post que escrevi esta tarde fiz um teste. Confesso, e desculpem se não foi uma atitude correta, mas serviu para tentar demonstrar o que quero escrever neste post.

Sei bem o que são contas consolidadas, e quais são os 3 diferentes métodos de o fazer (integral, proporcional e equivalência patrimonial).

Sei bem a diferença entre a consolidação do Grupo Benfica e a consolidação da SAD.

Sei bem que a Benfica SAD consolidou em 2015 os resultados pelo método de  consolidação integral Benfica Estádio e Benfica TV e pelo o método de equivalência patrimonial a Clínica do SLB. Basta consultar o Relatório e Contas da SAD.

O problema disto tudo é que o sócio, ou o adepto comum não tem que o saber. O Relatório e Contas é direcionado para os Investidores. O sócio e o adepto comum pode ou não entender do que é divulgado. O sócio ou o adepto comum não deve ser esclarecido por mim, pelo Benfica Eagle, ou pela imprensa (e muito menos pelos rivais). O problema disto tudo, e o motivo da minha experiência é a má comunicação do Benfica. A falta de transparência.

O problema disto tudo é que o tal sócio e adepto comum, que sempre levou com a conversa de que as contas estão equilibradas, vê-se agora confrontado com capitais próprios consolidados bem negativos, mas que afinal sempre existiram e que só não são publicos porque, citando o artigo do Expresso:
"O clube diz que age com “total transparência”, que sempre teve contas consolidadas, e que só as forneceu agora porque nunca antes nenhum jornal as tinha pedido."

Isto devia ser assim? É mesmo necessário ser um jornal a solicitar informação ao clube para esclarecer acusações feitas pelo presidente do Sporting? É mesmo necessário ser a blogosfera a dissecar as finanças dos clubes? É isto a transparência que queremos do Clube e SAD, e que LFV apregoa?

É que, apesar de saber que o local correto para discutir estas coisas é nas Assembleias Gerais, há a questão da imagem que fica nos adeptos que, todos inchados enxovalham os rivais e falam de boca cheia que têm as finanças em ordem. Mas... afinal não é bem assim.

Mais uma vez, peço desculpa pelo "teste" do último post, mas foi só para demonstrar a confusão e as dúvidas que vão pela cabeça dos benfiquistas. Quanto aos outros, que olhem para dentro da sua casa. Eu não quero é estar preocupado com a nossa.


PS: E nem sequer falei de contabilidade criativa... isso fica para outras núpcias...

Afinal em que é que ficamos???

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É o Expresso e os outros artistas verdes que sabem das nossas contas, ou somos nós??

Enquanto não vir um desmentido deste artigo do Expresso, juntamente com um esclarecimento perfeitamente claro por parte da SAD benfiquista, fico preocupado...

A mim parece-me que ou andam a brincar aos números, ou a noção de consolidação de contas é claramente diferente para uns e outros:

EXPRESSO:


Artigo escrito com parte da informação disponibilizada pela Benfica SAD, supostamente.

Por outro lado temos o comunicado da BENFICA SAD (21/09/2016):




Afinal, em que é que ficamos???

Tem a palavra o Benfica, espero eu...

sexta-feira, 8 de julho de 2016

À data de hoje...

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…para mim, o plantel ficaria assim:


A minha única dúvida está aqui:


É a única posição na qual estou curioso/ansioso para verificar a capacidade destes jogadores em cumprir a função.
Arrisco mesmo dizer que esta posição será absolutamente determinante para o sucesso da próxima época.
Em todas as outras posições não tenho dúvidas da enorme qualidade do nosso plantel.
De resto, não me parece que fique no plantel, ainda mais tendo em conta a renovação do Eliseu, mas preferia que a alternativa a Grimaldo fosse Marçal.

E vocês, em que é que discordam? :)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A fixar:

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"agiu (…) na exorbitância de tais funções"

 

"O tribunal conclui pela inexistência de responsabilidade do Sporting neste caso, pelo que o clube não terá de pagar qualquer indeminização a Cardinal, já que considerou o juiz que Pereira Cristóvão agiu como vice-presidente do clube mas na exorbitância de tais funções."

Tirado daqui.

Ou seja, um dirigente, NO EXERCÍCIO DAS SUAS FUNÇÕES, executa o seu trabalho, da maneira que lhe aprouver, sem que a entidade que representa tenha qualquer responsabilidade.

Ou seja, o Sporting não tem culpa de nada, obviamente!

Daqui se conclui que a justiça portuguesa considera que se alguma vez alguém fizer uma trafulhice, poderá sempre isentar a entidade que representa, no alto das suas responsabilidades, ao alegar que atuou na exorbitância de tais funções! Bonito isto…

Resta saber se a justiça desportiva tomará alguma posição. Aposto muitos €€€ em que não acontecerá nada aos amigos viscondes.

sábado, 21 de maio de 2016

Dia 0

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Deixem-me apenas partilhar o meu orgulho convosco.

Hoje o meu filho marcou o seu primeiro (eheheh) golo na Catedral, no seu primeiro jogo com o Manto Sagrado.

Estou sem palavras... :)



quinta-feira, 12 de maio de 2016

O Dilema do Prisioneiro - versão Futebol Português

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Para retirar um pouco a ansiedade destes dias que correm, deixem-me lá divagar sobre outros assuntos…

Depois de o último post do Shadows e de ler este artigo: http://desporto.sapo.pt/opiniao/artigo/2016/05/11/reflexoes-em-torno-do-estado-atual-de-desenvolvimento-do-futebol-portugues, veio à minha memória alguns dos conceitos que aprendi na universidade, quando me licenciei em Economia.

Ora leiam lá este pequeno resumo de dois conceitos e vejam lá se conseguem encontrar algum paralelismo com o que se verifica no futebol português?

O dilema do prisioneiro é um problema da teoria dos jogos e um exemplo claro, mas atípico, de um problema de soma não nula. Neste problema, como em outros muitos, supõe-se que cada jogador, de modo independente, quer aumentar ao máximo a sua própria vantagem sem lhe importar o resultado do outro jogador.
As técnicas de análise da teoria de jogos padrão - como, por exemplo, determinar o equilíbrio de Nash - podem levar cada jogador a escolher trair o outro, mas curiosamente ambos os jogadores obteriam um resultado melhor se colaborassem. Infelizmente (para os prisioneiros), cada jogador é incentivado individualmente para defraudar o outro, mesmo após lhe ter prometido colaborar. Este é o ponto-chave do dilema.
(…)
Casos como este são recorrentes na economia, na biologia e na estratégia. O estudo das táticas mais vantajosas num cenário onde esse dilema se repita é um dos temas da teoria dos jogos
.”

In https://pt.wikipedia.org/wiki/Dilema_do_prisioneiro

A teoria dos jogos distingue-se na economia na medida em que procura encontrar estratégias racionais em situações em que o resultado depende não só da estratégia própria de um agente e das condições de mercado, mas também das estratégias escolhidas por outros agentes que possivelmente têm estratégias diferentes ou objetivos comuns.
Os resultados da teoria dos jogos tanto podem ser aplicados a simples jogos de entretenimento como a aspectos significativos da vida em sociedade. Um exemplo deste último tipo de aplicações é o Dilema do prisioneiro (esse jogo teve sua primeira análise no ano de 1953) popularizado pelo matemático Albert W. Tucker, e que tem muitas implicações no estudo da cooperação entre indivíduos.


In https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_jogos

Viram as semelhanças? São ZERO. O que acontece por cá é exatamente o contrário do que seria desejável.

Tal como em muita coisa neste lindo país, conspurcado por energúmenos corruptos, os clubes portugueses optam por olhar para o seu próprio umbigo, e assim, num país com o potencial futebolístico como o nosso, optamos por dar atenção às polémicas, aos carneiros, aos corruptos, aos negócios obscuros, etc.

Voltando ao artigo que li no site do Sapo, temos o produto, de excelência, mas não o sabemos potenciar. Não o sabemos desenvolver. Não o sabemos aproveitar.

Temos dirigentes de nível abaixo de cão. Temos esquemas que nunca mais acabam. Temos uma comunicação social miserável. Temos demasiados clubes pequeninos que se mordem uns aos outros para conseguir migalhas para sobreviver. Enfim, temos um modelo insustentável.

Para mim, Portugal não tem dimensão para um campeonato principal com 18 equipas. Quanto a mim temos dimensão para 10 equipas, no máximo.
O que eu gostava é de ter uma liga com 10 clubes a disputar o título a 4 voltas (ao estilo da Escócia). Imaginem o que seria uma liga com Benfica, Sporting, Porto, Guimarães, Braga, Marítimo, Nacional, Belenenses, Boavista e Setúbal. Por exemplo estes. Seriam derbies atrás de derbies. Seria uma liga incrivelmente fácil de vender. A todos os níveis.

Mas… eu sei… é utópico. Há demasiados interesses envolvidos. Neste dilema do prisioneiro, a prática é bem diferente da teoria.

Cada um olha unicamente para si e assim perdemos todos. Adeptos, clubes e o país.


PS: Desculpem o texto longo, mas estou mesmo a precisar de desviar o pensamento do jogo de domingo… :)

domingo, 1 de maio de 2016

Carta Aberta a Rui Vitória

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Mister, nesta semana decisiva, decidi escrever-lhe para mostrar um paralelismo simples entre uma minha experiência pessoal e o momento crucial em que estamos nesta época de futebol de 2015/2016.

Quero também aproveitar para lhe dizer que estou muito contente com o seu trabalho, e ainda mais contente estou por o Mister ser, desde há muito tempo, uma das minhas escolhas preferidas para comandar o nosso Benfica. Independentemente de como acabar esta época, tem e terá a minha total confiança. Isso é certo. Mas, como disse, não é por isso que lhe escrevo.

Em 2013, completei a minha primeira maratona. Foi um desafio pessoal, que exigiu um trabalho de preparação prévio para que, de acordo com os meus modestos objetivos (1º acabar, e 2º acabar bem o suficiente para ficar com vontade de repetir o desafio), eu tivesse sucesso.

Do mesmo modo, o Mister teve que se preparar para esta exigente época, à frente do seu Benfica. Para um treinador ainda algo inexperiente, tal como para um atleta amador com uns quilos a mais, tanto o seu como o meu desafio eram enormes. Volto a dizer, para mim o seu desafio já está ganho, tal como o meu, independentemente como isto acabar. MAS. E há sempre um mas, o que eu quero, o que o Mister quer, o que a sua equipa quer, e o que os benfiquistas querem é só uma coisa: o tricampeonato. As coisas começaram mal, mas com o seu excelente trablaho, as coisas melhoraram a um ponto que muitos, mas mesmo muitos , nunca acreditaram que seria possível. E no entanto, aqui estamos a duas jornadas do fim, a liderar a Liga.

E é nesta semana decisiva que a semelhança com a minha experiência pessoal vem ao de cima. Correr a maratona, e ainda para mais para alguém como eu (atleta amador que corre por gosto), não tem apenas a componente física. A parte mental é fulcral. Fala-se muito de uma tal barreira fisica entre os 30 e os 35 kms nesta prova, em que supostamente os atletas quebram fisicamente quando faltam 7 a 12 kms para o final. Falando por mim apenas, cheguei facilmente à conclusão de que correr a maratona é 80% preparação física e 20% preparação mental.

A minha primeira maratona foi em Lisboa. O trajeto começou em Cascais e acabou no Parque das Nações, e os meses de treino que antecederam a prova apenas me tinham preparado para correr 35 Kms de seguida. Assim, quando cheguei ali a Santa Apolónia passei a barreira dos treinos e de tudo aquilo para o que estava preparado fisicamente. Os 80% de preparação física já tinham feito a sua parte. Veio de seguida a parte que seria o verdadeiro teste. Nesse dia ia testar os meus limites, ia ver até onde seria capaz de suportar o que aí vinha. Faltavam os 20% que são apenas e só de coração.

A duas jornadas do fim, eu diria que o Benfica está no quilómetro 40. Parece-me claro que a preparação física já desempenhou quase a totalidade do seu papel, já deu o que tinha a dar desde há algumas jornadas para cá, e entrámos na fase em que a cabeça e o coração é que mandam. E aqui Mister, aqui ao quilómetro 40 um corredor sabe sem qualquer dúvida que nem que seja de gatas, ou a fazer o pino, vai acabar a prova. Vai ser maratonista. Nessa altura, não há cãimbra, dor ou adversidade que nos impeça de cruzar a meta e ter uma explosão de sentimentos naquele momento.

Neste momento Mister, não queremos saber de mais nada. Queremos a Raça, queremos o Querer, queremos a Ambição. Nestes desafios que aí vêm, queremos que apele ao coração dos nossos. Jogadores e adeptos. Todos juntos até ao fim.

Eu consegui. Acabei a minha prova com sucesso, e isso trouxe-me um sentimento inexplicável. Agora Mister, trate lá de cumprir o seu desafio, tal como todos esperamos.


Um abraço deste seu fã.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Reconhecimento

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“Em Madrid, a Marca escreve que "A cinderela dos 'quartos' assustou o Bayern e merece o respeito da Europa. Jiménez até chegou a igualar a eliminatória, mas, como a alegria do pobre dura pouco, Vidal e Muller acabaram com o sonho".
O jornal italiano Tuttosport destacou novo erro de arbitragem a favor dos alemães: "Tal como a Juventus, o Bayern foi ajudado pela enésima vez pelo árbitro, que não expulsou [Xavi Martínez]. No livre, as "águias" fizeram o (2-2) e com um a mais, podiam ter feito mais estragos.
O jornal brasileiro Globo Esporte refere que o Benfica "foi muito valente e mostrou que é gigante ao jogar de igual para igual com o Bayern, apesar das ausências de Jonas, Gaitán e Mitrolgou.” Destaca ainda Talisca que "marcou um golaço de livre".
O L´Equipe releva o falhanço de Jiménez que podia ter mudado a história do jogo: "Jiménez que inaugurou o marcador após um erro de Neuer, podia ter feito o 2-0 antes do 1-1. Caso a bola entrasse, poderíamos estar aqui a falar de um capítulo de ouro na história das "águias"”.
A BBC Sport refere que o Benfica "ganhou esperança, quando Jiménez fez o 1-0", mas os golos de Vidal e Muller colocaram de novo os alemães "no controlo das operações".
O jornal catalão Mundo Deportivo escreveu que "o Bayern não falhou na sua visita ao estádio da Luz. As águias ainda se adiantaram no marcador, mas viram-se impotentes para travar a qualidade da equipa bávara, que assegurou o bilhete para a penúltima estação antes da final em Milão".

Não é para todos… Devo dizer que prefiro que o Benfica reforce assim o seu prestígio internacional, do que em torneios de pré-época.
Este reconhecimento, e o que TODOS mostraram ontem, e quando digo TODOS digo: equipa, adeptos e adversários, é o que nos torna ENORMES!
Agora… #Rumoao35!

terça-feira, 5 de abril de 2016

É penalty, estúpido!

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Esta é uma discussão que acontece constantemente quando há falta dentro de área e envolve a bola… e a mão/braço. No último Benfica - Braga, muito se falou sobre o penalty que deu o 2-0 ao Benfica e em conversa com o meu cunhado, lagarto, obviamente que esse lance veio à baila. Não foi a primeira vez, e esta discussão já vem de há muitos lances idênticos atrás, quer envolvendo o Benfica quer envolvendo o Sporting.

Nem sequer é preciso descrever esta última conversa, que todos podem adivinhar. Queria apenas deixar aqui algumas considerações sobre o assunto.

Começando do início, e para tentar esclarecer as minhas dúvidas de uma vez por todas, fui ao site da FIFA:

Ora, analisando o documento atualmente em vigor, extraí algumas partes relevantes:

Official languages
On behalf of the International Football Association Board, FIFA publishes the Laws of the Game in English, French, German and Spanish. If there is any divergence in the wording, the English text is authoritative.

Bom, a versão em inglês é a que conta, certo? Então vamos lá…

Law 12 – Fouls and Misconduct

Direct free kick

(…)
A direct free kick is also awarded to the opposing team if a player commits any of the following three offences:
   holds an opponent
   spits at an opponent
   handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area)

A direct free kick is taken from the place where the offence occurred (see Law 13 – Position of free kick).

Penalty kick

A penalty kick is awarded if any of the above ten offences is committed by a player inside his own penalty area, irrespective of the position of the ball, provided it is in play.

Daqui se conclui que se um jogador toca na bola de forma deliberada, é falta. Sendo dentro da área, é penalty. Mas o que é isso de toca na bola de forma deliberada? É aqui que está o cerne da questão. Continuando a consultar o documento oficial:

Handling the ball

Handling the ball involves a deliberate act of a player making contact with the ball with his hand or arm. The referee must take the following into consideration:
   the movement of the hand towards the ball (not the ball towards the hand)
   the distance between the opponent and the ball (unexpected ball)
   the position of the hand does not necessarily mean that there is an infringement
   touching the ball with an object held in the hand (clothing, shinguard, etc.) counts as an infringement
    hitting the ball with a thrown object (boot, shinguard, etc.) counts as an infringement

Depois de ler isto, algumas questões:

- Alguém viu aqui algo parecido como “volumetria”?
- Alguém consegue encontrar alguma referência a “os braços devem estar na posição natural do corpo”, ou “ao longo do tronco”, ou “atrás das costas”?
- Alguém consegue encontrar aqui algum tipo de abertura para os árbitros interpretarem os lances de acordo com eventuais indicações da FIFA?
- Ficaram esclarecidos?

Pois é… eu admito. Não fiquei esclarecido. Relativamente ao lance do último jogo, confesso que não consigo dizer que é penalty, porque sempre pensei que se os braços estivessem na sua posição natural, não seria penalty. Mas as regras não falam nisso… Vai daí, também não consigo dizer que não é penalty

Ouço muito o “de acordo com as ultimas indicações da FIFA…” por parte dos comentadores ex-árbitros, mas de onde é que isso vem? Dos fóruns/reuniões dos árbitros? De um email da FIFA para os homens do apito? No verso de uma caixa de Chocapic? Onde??? Então mas o que vale são as “últimas indicações”, ou as regras (dúbias) do jogo?

Vocês acham as regras da FIFA claras? Eu não. Quando as coisas não são claras, obviamente vai haver confusão. Mas será que isso interessa à FIFA?...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Vê-se mesmo...

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... que estás doidinho para voltar, não estás??


quarta-feira, 30 de março de 2016

Vivam as modalidades

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Na sequência do post do Shadows sobre a morte do futebol, lembrei-me de vir aqui partilhar o que vivi há umas semanas atrás:

O meu puto mais novo estava há algum tempo a pedir-me: “Pai, quero ir ao estádio do Benfica!”. Nesse fim de semana o Benfica não jogava na Luz, mas perante a insistência do miúdo pensei que seria uma boa oportunidade para fazer algo que eu já queria fazer há bastante tempo: ver um jogo das modalidades. Consultei a agenda no site do Glorioso e havia 3 jogos de seguida: Basquetebol às 15h, Voleibol às 17h e Hóquei às 19h. “Pimba! Tá feito!”, pensei eu…

n.d.r. antes que me insultem, uma nota só para esclarecer que eu, como bom pai, já levei os meus miúdos à Catedral algumas vezes, para ver futebol, e com um registo 100% vitorioso! Aliás, já está na altura de me subsidiarem os lugares para a família, tendo em conta que sempre que levo os miúdos à bola, o Benfica ganha…

Como os meus putos ainda são pequenos, apontei para assistir apenas a um dos jogos e perguntei-lhes qual queriam ver. Escolheram o voleibol e lá fomos nós assistir ao segundo jogo da meia-final dos play-offs do campeonato nacional, contra o Castelo da Maia.



O primeiro impacto positivo foi o preço dos bilhetes. Chega a ser ridículo os preços praticados, quando comparado com o que se vê no futebol. “São 4 bilhetes para o voleibol, se faz favor. Dois adultos e duas crianças.” E lá fomos nós.

Antes de entrar no pavilhão, reparei numa espécie de movimento migratório. Vinham famílias inteiras do jogo de Basquetebol, se bem me lembro vinham satisfeitos com mais uma vitória, e entraram no outro pavilhão para ver o voleibol, ao mesmo tempo que eu e a minha família. Achei isto espetacular…

3-0. Sem espinhas. Os miúdos fartaram-se de perguntar sobre as regras, sobre os jogadores, sobre o adversário. Enfim, o meu receio (justificado pela idade deles) de que se poderiam aborrecer desvaneceu-se rapidamente.

Mas o pavilhão estava meio despido de público, e sinceramente impressionou-me pela negativa ter que ser o Roberto Reis a bater palmas para que o público acordasse e incentivasse a equipa numa meia-final do campeonato nacional.

O ambiente é bem diferente do que se vive no Estádio. Tudo muito mais calmo, com poucos palavrões, mas com uma coisa em comum: aqueles velhos resmungões que não aceitam uma bola perdida e refilam com tudo e todos também lá estão. Desconfio que papam os jogos todos, e calhou-me um desses ao meu lado. Ainda tive para lhe dizer para se acalmar, mas pensei que não ia servir de nada. Aquilo está-lhes no sangue. Já não muda…

Quando o jogo acabou, o meu puto lá disse: “Pai, agora vamos ao hóquei!” e eu ri-me, mas as meninas não quiseram. Mas mais uma vez, houve muita gente que saiu do voleibol e seguiu para ir ver o hóquei.

Valeu pela experiência, pela vitória e principalmente por mais um ótimo momento em família.

Mas isto tudo para dizer o quê? Se o futebol está morto, o mesmo não se pode dizer das modalidades. Depois da época mais bem sucedida na História do Benfica, a época passada, as modalidades voltaram esta época em grande forma. O facto dos jogos serem programados para permitir aos benfiquistas assistirem a vários jogos e passar uma excelente tarde de sábado em família, ou com amigos, revela a boa organização do Clube. Tudo isto e o preço acessível dos bilhetes deveriam ser um chamariz para que os pavilhões estivessem cheios. Mas não estão. Só nos jogos ditos "grandes", contra o Sporting ou FCP é que se nota a diferença.

Se o futebol está morto no campo e nos bastidores, de acordo com o tal artigo do Expresso, apesar de estar bem vivo nas bancadas, nas modalidades acontece exatamente o inverso. O SLB respira saúde nas modalidades, mas infelizmente sem o apoio desejado pelos atletas…

Eu admito que fiquei fã. E faço um mea culpa por também só ter ido apenas uma vez apoiar o Benfica num dos Pavilhões da Luz. Nunca tinha ido e com as condições que temos, é mesmo uma pena não apoiarmos mais as nossas equipas. É certo que só me baseei na minha única experiência, e no que vejo através da BTV, para tirar estas conclusões. Mas penso que não ando muito longe da verdade.

Espero que este post possa abrir o vosso apetite pelas modalidades. Eles merecem!

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