Bruno Lage: é evidente a empatia que Bruno Lage está a criar com os adeptos do SL Benfica bem como com o próprio plantel.
A atitude em campo em nada tem a ver com o período Rui Vitória. Também algumas mexidas que fez na equipa foram bastante positivas.
No entanto, desconfio sempre destes "entusiasmos" vindos de jogos menores como o de ontem. Mal de nós se não ganhassemos a uma equipa tão fraca e sem alguns dos seus melhores jogadores.
Por isso, há que ter e dar a tranquilidade à equipa necessária para poderem executar o seu trabalho da melhor forma. Não podemos esquecer que os próximos jogos são vitais para as nossas aspirações esta temporada.
Rapidamente deste "céu" podemos passar ao "inferno" caso as coisas corram menos bem nos jogos com o Sporting ou na Liga Europa por exemplo.
Bruno Lage tem mostrado estar focado em meter a equipa a funcionar e portanto, mesmo discordando com uma ou outra opção, continua a usufruir do benefício de lhe ter caído nas mãos sem ele ter qualquer escolha no modo ou no tempo.
Jonas: como já escrevi várias vezes, ontem inclusive, a questão de renovação do contrato de Jonas arranjou um problema enorme ao invés de resolver.
Quem está no balneário lembra bem o lobby da picanha e a sua influência nefasta no trabalho de Rui Vitória, juntamente com a sua própria falta de qualidade como treinador de futebol.
Daí que a questão levantada ontem e que Bruno Lage não apreciou vai surgir mais vezes. Acho que Bruno Lage esteve mal na forma como reagiu e acabou por justificar a importância da questão em vez de dar uma resposta breve e despreocupada.
Jonas não tinha condições para fazer uma época ao nível que habituou os adeptos e muito menos ao nível da renovação de contrato milionária que lhe fizeram.
Quem está no balneário sabe bem as expressões utilizadas num passado bem recente referindo-se ao trabalho dos colegas enquanto estava lesionado.
Jonas é um problema que provavelmente só se resolverá com a mesma solução de Luisão. Arrancar(do balneário) pela raiz.
Banco do FC Porto: tem sido (mais) um sinal de total impunidade o que se passa jogo após jogo no banco do FC Porto. Qualquer lance mais "rasgadinho", qualquer situação mais polémica, todos se levantam pressionando todos os agentes desportivos presentes.
Árbitro, fiscais de linha, 4º árbitro...todos são pressionados. Parece que todos no banco têm a missão de pressionar a pessoa X.
Não se compreende como não há mais expulsões, tirando a ocasional expulsão, para inglês ver, de Luis Gonçalves.
Não se compreende como não há suspensões por reincidência e multas pesadas. Olhamos para o que se passa em Inglaterra e percebemos a palhaçada de disciplina que há em Portugal.
Muito do "colinho" do FC Porto esta temporada passa também por isto. Não deixar passar em claro é uma das formas de pressionar os árbitros de campo a agir com a mesma bitola que utilizam para os outros.
Sérgio Conceição: um dos seres mais cínicos que está no futebol português. Infelizmente para ele a natureza de cada um revela-se nos momentos mais críticos.
Por isso é que continuarei a defender que com o FC Porto de Pinto da Costa ou de qualquer das suas "criações" não devemos esperar nada de bom mas sim sempre a mesma batota e os mesmos esquemas.
Não há qualquer boa intenção ou honestidade na postura do clube que destruiu o ambiente de fair play no futebol português.
Pinto da Costa e Pedroto são os pais do ambiente de ódio. Sérgio Conceição é um dos "filhos" desse ódio.
Paulo Gama (ou Paulinho): tive o privilégio de conhecer o Paulo Gama no princípio dos anos 90. Digo privilégio porque não é comum conhecer alguém que seja tão fanático de um clube como ele é do Sporting mas ao mesmo tempo detentor de um fair play gigante. Algo cada vez mais invulgar no futebol.
Eramos vários jovens que, nos cruzando com ele vestido sempre com as cores do Sporting, puxavamos a picardia Benfica/Sporting. Ele, percebendo que não passava de uma picardia sem má intenção, brincava e respondia enquanto equilibrava a bola atrás do seu pescoço. Mesmo com limitações físicas dava mais toques na bola que muitos totalmente aptos. :)
Na realidade, o Paulinho nunca foi um privilegiado pela vida durante muito tempo. Quem conhece a sua história sabe bem disso. Mas teve a sorte merecida de o clube a quem dedicou a vida ter retribuido a sua entrega, profissionalismo e postura.
Numa época em que muitos escolhem o ódio aos rivais como caminho preferencial, felizmente temos muitos para quem a rivalidade é para resolver de forma justa dentro das 4 linhas.
Por isso ver que ele celebra meio século de vida feliz e realizado com o que a vida lhe deu é sempre uma boa notícia para todos os que querem um futebol português sadio e em que "rivais" podem conviver sem violência verbal.




