"Por outro lado, sentimo-nos obrigados a ter de falar sobretudo do VAR. O lance mais polémico terá sido, porventura, o golo de Pizzi anulado por fora de jogo. Em bola corrida dá a sensação de inexistência de qualquer irregularidade no posicionamento de Vinícius, que assistiu o nosso 21. A imagem parada pela Sport TV não motiva qualquer inflexão nessa perceção de legalidade do lance. Mais tarde, ficou-se a saber que o nosso avançado estaria supostamente em fora de jogo por quatro centímetros.
Este lance e a forma como foi escrutinado motiva perplexidade. Não é claro que as linhas, para aferir a existência, ou não, de fora de jogo, tenham sido bem colocadas. Há dúvidas quanto ao posicionamento da linha no corpo do defesa pacense (no pé ao invés de no ombro, como no caso de Vinícius) e até do momento exato do passe. E frisamos novamente que o golo foi invalidado por quatro centímetros, quando a própria empresa fornecedora da tecnologia admite a necessidade de se considerar uma margem de erro de cinco centímetros na avaliação de foras de jogo.
E depois houve o caso da grande penalidade por assinalar a nosso favor numa falta evidente sobre Rúben Dias.
Todos vimos, em bola corrida, que Rúben Dias sofreu falta. As eventuais dúvidas foram, depois, dissipadas ao vermos as repetições do lance. Pensámos que o árbitro, talvez devido ao emaranhado de jogadores na área lhe obstruírem a visão do lance, não pudesse ver a falta, mas o VAR não deixaria de a indicar, pois todos a vimos.
Soube-se posteriormente que "uma falha de gerador após quebra de energia impediu a utilização da tecnologia das linhas de fora de jogo entre 23:33 e 45:00+1 minutos do Paços de Ferreira-Benfica".
Qualquer um destes casos contribui para a necessidade de reflexão sobre o uso da tecnologia do VAR, em particular os aspetos técnicos, o protocolo de aplicação e a uniformização dos critérios, para que não constatemos, como tem vindo a acontecer, que no deve e haver haja clubes com mais "sorte" do que outros. A bem da verdade desportiva!" - News Benfica.
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Não passa pela cabeça de ninguém que este texto escrito por Pedro Guerra/Luis Bernardo não reflita a opinião da direcção do Sport Lisboa e Benfica.
Como tal, não se entende como o SL Benfica não veio a público através de um seu dirigente tomar uma posição quanto ao Conselho de Arbitragem e aos critérios que transmite aos árbitros.
É óbvio para todos que sem a tal "sorte" o FC Porto estaria a lutar com o Sporting pelo quarto lugar do campeonato.
Deste modo, ou bem que se questiona directamente Fontelas Gomes e Paulo Costa ou então esta conversa de avençados na News Benfica não passará de areia para os olhos dos benfiquistas.



