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O Benfica deve vender em Janeiro?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

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Mudanças no formato das provas de clubes da UEFA a partir de 2018

 ●  + 25 comentários  ● 
Publicado: Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016, 10.00CET
Os quatro primeiros classificados das quatro federações mais bem posicionadas no ranking vão ter entrada directa na fase de grupos da UEFA Champions League a partir de 2018, entre outras mudanças.
O formato para as edições da UEFA Champions League e UEFA Europa League de 2018/19, 2019/20 e 2020/21 foram confirmadas, sem mudanças no sistema das competições, mas um novo procedimento no que diz respeito a entradas na prova.
No seguimento de um extenso processo de consulta junto das várias partes do futebol europeu envolvidas, a UEFA propôs alterações que foram aprovadas pelo Comité Executivo da UEFA após recomendação por parte do Comité de Competições de Clubes da UEFA e da European Club Association.
Alterações
  • Os vencedores da UEFA Europa League vão qualificar-se automaticamente para a fase de grupos da UEFA Champions League (actualmente podem, potencialmente, ser colocados ainda no "play-off" da prova).
  • Os quatro primeiros classificados das Ligas das quatro federações nacionais mais bem posicionadas no ranking passam a qualificar-se automaticamente para a fase de grupos da UEFA Champions League.
  • Os detalhes completos da lista de acesso para ambas as competições serão anunciados no final do ano.
  • Um novo sistema para o coeficiente de clubes: os clubes passarão a ser avaliados apenas segundo os seus próprios registos (desaparece a partilha do coeficiente do país para o coeficiente individual do clube a menos que esse coeficiente seja mais baixo do que 20 por cento do coeficiente da respectiva federação nacional).
  • O sucesso histórico na competição também será considerado no cálculo do ranking (pontos atribuídos por anteriores títulos europeus, com um sistema ponderado para títulos na UEFA Champions League e UEFA Europa League)
  • A distribuição financeira para os clubes aumentará significativamente em ambas as competições.
  • Um novo sistema de distribuição financeiro com quatro pilares (prémio de entrada, desempenho na competição, coeficiente individual do clube e parcela de mercado) irá ditar uma melhor recompensa do desempenho desportivo, com a parcela de mercado a ser reduzida.
O que não muda
  • Prossegue o Caminho dos Campeões e o Caminho das Ligas na UEFA Champions League, garantindo que clubes de todas as federações poderão aceder à prova através das suas Ligas domésticas e qualificar-se para qualquer uma das competições.
  • A UEFA Champions League continuará a ter uma fase de grupos com 32 equipas, seguindo-se uma fase a eliminar com 16 clubes. Em paralelo, a UEFA Europa League continuará a contar com 48 equipas na fase de grupos.
Será criada uma empresa subsidiária para desempenhar um papel estratégico no determinar da gestão e do futuro das competições de clubes: a UEFA Club Competitions SA, na qual metade dos dirigentes serão nomeados pela UEFA e a outra pela ECA.
Em declarações sobre as mudanças acordadas para o novo ciclo, o secretário-geral interino da UEFA, Theodore Theodoridis, afirmou: "A evolução das competições de clubes da UEFA resulta de um amplo processo de consulta que abrangeu todas as partes envolvidas e levou em linha de conta uma vasta gama de conhecimentos e perspectivas."
"As alterações efectuadas irão continuar a garantir uma qualificação baseada no mérito desportivo, bem como o direito de todas as federações e respectivos clubes competirem nas principais provas de clubes da UEFA."
"Estamos felizes por ver que o futebol europeu continua unido segundo os princípios da solidariedade, da justa competição, da justa distribuição e da boa gestão."
 Fonte: UEFA
Algumas considerações: 

O facto de se qualificarem os 4 primeiros classificados das BIG 4 Leagues não muda muito o actual formato. Existia 1 clube de cada país que ia aos play-offs e por norma passam quase sempre à fase de Grupos. Tinham 11 qualificados directamente + 4 no play-off. As BIG 4 Leagues conseguiram 13 clubes em 15 possíveis nesta época, mais o vencedor da UEFA Europa League. A partir de 2018 terão 16 clubes qualificados. Quem perde 2 vagas é o 11º e o 12º país do Ranking que deixam de ter 1 clube qualificado directamente para a Champions League, e as pré-eliminatórias dos campeões perdem 1 vaga. Os países pequenos perdem 3 vagas.

Por outro lado, o novo coeficiente individual de clubes vai favorecer mais a meritocracia de cada clube e não tanto se é de um país grande ou pequeno. Isso é positivo para os clubes de países mais pequenos, como os portugueses, já que na maior parte dos casos o ranking do país deixa de influenciar o ranking de cada clube.

O facto de os clubes verem reconhecidos os seus títulos na Champions e Uefa League, para cálculo do coeficiente de clubes, também é positivo, e justo. Protege um pouco os clubes históricos face aos "novos ricos" que ainda não conquistaram nada. Benfica, Porto e até Sporting terão alguns pontos extra, no novo ranking de clubes.

A distribuição financeira aumentará para os clubes, e essas são também boas notícias. É expectável que no trinénio de 2018-2021 os direitos televisivos e patrocinios aumentem, e todos os clubes no geral sairão beneficiados. 

A distribuição financeira passará a ser considerada em 4 pilares (prémio de entrada + desempenho na competição + coeficiente individual do clube + market pool). A novidade é a perda de importância do market pool e o surgimento do factor "ranking do clube". Esta alteração é positiva porque um clube de um país rico era beneficiado independentemente do seu histórico ou performance, e recebia muito dinheiro só por ser desse país, mesmo tendo uma má performance. A partir de 2018 um clube de um país pequeno que tem bons rankings individuais e boas performances será recompensado. Benfica e Porto poderão receber mais dinheiro do que recebiam, e é mais do que justo que assim seja, atendendo a que têm conseguido estar no TOP 20 e até mesmo no TOP 10 do Ranking de clubes da UEFA.

O facto de não existirem clubes "convidados" é positivo. Esse rumor iria matar aos poucos a credibilidade das competições europeias e a própria importância das competições nacionais. Para os clubes se qualificarem têm de conseguir boas performances nos campeonatos nacionais.

Para já, a fase de grupos da Champions continuará com 32 clubes e a da Uefa League terá 48 clubes. Continua tudo como dantes.

A análise do futuro das competições terá sede própria (UEFA Club Competitions SA) e o poder será dividido entre a UEFA e os Clubes (ECA - European Clubs Association).

(Actualização)


A partir do 5º país no Ranking de Países, até ao 10º país, continuará tudo como dantes. 5º e 6º com 2 clubes qualificados directamente, e do 7º ao 10º 1 clube qualificado directamente.

Se Portugal se aguentar no 5º ou 6º lugar, poderemos continuar a contar com 2 a 3 clubes na UEFA Champions League, mas o 3º classificado irá lutar por apenas 2 vagas, quando antes existiam 5 vagas para o play-off de clubes não campeões, além de 4 clubes campeões de países abaixo do 11º lugar no Ranking.

Existindo apenas 2 vagas para o play-off de clubes não campeões faz sentido que os qualificados sejam o 3º classificado do 5º e 6º país + 2º classificado do 7º e 8º país, para existir apenas 1 eliminatória. No entanto esse aspecto apenas será conhecido no final de 2016.

25 comentários via blogger

  1. A primeira vista não parece, mas este novo modelo vem beneficiar Portugal e em especial os 3 grandes, desde que Portugal se consiga manter entre o 5º e 6º lugar

    É que até à data o 3º classificado do campeonato Português, teria de jogar a pré-eliminatória de acesso mas corria sempre o risco de lhe calhar uma equipa dos Big4 (Alemanha, Itália, Espanha ou Inglaterra), como este ano calhou ao Porto a Roma por exemplo

    Ora de agora em diante o 3º classificado do campeonato Português continuará a ir à pré-eliminatória mas já tem a certeza que não apanhará nenhuma equipa dos big4 (Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra), e portanto as probabilidades de passar a pré-eliminatória aumentam consideravelmente

    Portanto na teoria passará a ser normal vermos os 3 grandes na fase de grupos da Champions, pois quem ficar em 3º lugar será sempre favorito a passar a pré-eliminatória

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    1. Sim, resta confirmar se esse play-off é entre 4 clubes, a disputar as 2 vagas, ou se vão colocar 8 clubes a disputar 2 vagas.

      No inicio da época e das competições não faz sentido obrigarem um clube a disputar 2 fases eliminatórias (4 jogos).
      Espero que o play-off seja entre o 3º classificado do 5º e 6º país + 2º classificado do 7º e 8º país, para apurar as 2 vagas.

      Quem perde mais são claramente os países abaixo do 10º lugar no ranking. Perdem 3 vagas.
      As outras 3 vagas são perdidas no play-off de clubes não campeões, mas por norma iam quase sempre para as BIG 4 leagues, que tinham equipas nesse play-off, por isso fica quase tudo igual.

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    2. A Alternativa poderá ser também uma pré-eliminatória do 2º classificado do 7º ao 10º país, e os 2 vencedores defrontarem o play-off com o 3º classificado do 5º e 6º país.

      Para Portugal continuará quase tudo como dantes.

      Os "pequenos" países a partir da 11ª posição é que perdem claramente 3 vagas.

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    3. Assim parece. Os portugueses têm quase sempre apanhado italianomou espanhóis....

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  2. "O sucesso histórico na competição também será considerado no cálculo do ranking (pontos atribuídos por anteriores títulos europeus, com um sistema ponderado para títulos na UEFA Champions League e UEFA Europa League)..."

    Aqui é que a porca torce o rabo ...

    O Sporting só ganhou no seculo passado uma T Taças, já o Benfica foi bi campeão europeu, tal como o Nottingham Forest, estes uma década depois!

    Os ranking´s UEFA irão sofrer grandes e profundas alterações, mas o Benfica irá continuar no top 10, sem qq duvida, sobretudo pelo enorme prestigio Europeu somado, afinal são já 10 finais Europeias, e as finais perdidas tem um culpado : Bella Guttmann!

    Baltazar (Cova da Piedade)

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  3. Uma questão pois não li o texto de ponta a ponta, esse ranking é revisível? É que suponhamos que as nossas equipas conseguem fazer campanhas com saldo positivo na Champions durante x anos, por outro lado na Liga Europa as equipas portuguesas conseguem excelentes resultados durante esses mesmo x anos; em contrapartida os italianos por exemplo fazem campanhas miseráveis na Europa durante esses x anos; há revisão dos totais de equipas, ou isto é tipo para sempre?

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    1. As ligas não têm posição fixa no ranking, como é óbvio. O que dita as posições no ranking de ligas são as performances dos clubas nas competições europeias, tal como acontece no ranking de clubes.

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    2. Neste momento Itália está em 4º. Pode melhorar ou piorar dependendo dos pontos que os clubes italianos façam nas competições europeias, no total de 5 épocas (a actual + 4 últimas épocas).

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  4. Não muda grande coisa e até sou a favor destas alterações.

    Mas, fiquei com duvidas, as 4º primeiras ligas não tenham direito a uma 5ª equipa no play-off? e caso os Campeões das duas competições da UEFA já estejam qualificados, como este ano o R. Madrid e o Sevilha as duas vagas vão para quem?

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    1. As 4 primeiras ligas trocaram lugar no play-off por lugares com acesso directo. isso creio que é óbvio.

      Se o vencedor da champions + liga europa forem classificados por via do campeonato nacional, não sei como farão. Existirão 2 vagas para atribuir a alguém :)

      Neste momento se o vencedor da champions também for vencedor do país, creio que atribuem mais uma vaga às pré-eliminatórias dos campeões.

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  5. Foi como te tinha dito, Eagle. Só assim faria sentido. Estou contente. Isto pode ser muito importante para o crescimento do Benfica se pelo menos conseguirmos ir a oitavos e quartos sucessivamente. O contrato com a NOS terá que forçosamente receber uns retoques para acompanhar os ganhos da Champions. Ainda dizia o CEO que não planeava ver grandes alterações no panorama dos direitos televisivos nos próximos 10 anos...bem, enganou-se. Se o Benfica em vez de 30, passar a ganhar 50, apenas por passar aos oitavos, seria algo fantástico.

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    1. A valorização do UEFA Rank e a menor importância do Marketpool é positivo.
      Valoriza o desempenho em campo e não tanto a dimensão do país de onde o clube é.

      Acredito que de 2018 a 2021 as receitas da UEFA Champions League possam voltar a crescer 30%, pelo menos.

      Se o Benfica recebe 30M€ por ter chegado aos 1/4final, poderá passar a receber 40M€ a 50M€, dependendo da importância do Uefa Rank em detrimento do market pool.

      É importante que Portugal continue no TOP 6, o que se afigura complicado já que a luta com a França e a Rússia vai ser grande, e até a Ucrânia é uma ameaça, atendendo aos pontos que andam a ser conquistados por cada país.

      Pode ser que o histórico de títulos europeus conquistados, a partir de 2018, nos dê uma ligeira vantagem face a esses campeonatos "rivais".

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    2. Se a Rússia e a Ucrânia se juntam e criam uma liga, será um problema. Para já, penso que juntamente com a França, temos o 5 e 6 lugar assegurados.

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    3. Atendendo aos problemas regionais que existem naquela zona, duvido dessa hipótese nos próximos anos.

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  6. Eagle

    Uma questão não sei sabes, já há valores dos prémios determinados? ou isso ainda esta em fase de estudo?

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    1. Isso só se saberá quando forem negociados os novos contratos de TV e de Patrocínio de 2018-2021. Em breve devem começar as negociações.

      A expectativa é que cresçam pelo menos 25% a 30%, para o próximo triénio, seguindo a tendência que está a acontecer nas transmissões televisivas do futebol nos principais mercados.

      De 2012-2015 para 2015-2018 as receitas aumentaram de 1.002M€ para 1.257M€.

      http://www.bavarianfootballworks.com/2015/9/15/9326111/uefa-champions-league-prize-money

      O market pool chegou a representar 43%, e agora 38% das receitas.

      Espero que com a importância do UEFA Rank, o market pool reduza a sua importância para menos de 20% do total de receitas.

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    2. PS: Valores referentes às receitas de cada época

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    3. É imenso. 40 por cento é arrebentar com os clubes de países pequenos. Se baixar para os 20, já dou por vitória.

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  7. Caros Benfiquistas,

    Este é um tema da maior importância e é mais uma passo para transformar a Champions numa liga dos mais poderosos.
    Progressivamente os clubes dos 4 principais campeonatos vão ganhando terreno e marcando entrada directa na Champions que é tudo menos uma competição de clubes campeões, ou sendo preciso, também suporta o acesso a clubes campeões, embora para a sua grande maioria seja obrigatório realizar uma via sacra.
    Os clubes portugueses poderão beneficiar economicamente, mas a malha fica mais apertada entrando aparentemente no máximo 2 clubes.
    Definitivamente um clube de um pais fora do top 10 terá apenas ilusões de chegar à champions e despenderá as férias a jogar pré-eliminatórias absurdas.
    No caso do Benfica aquilo que importa é já esta época ser assegurada uma boa prestação na Champions para a próxima fase ser iniciada com um bom ranking.
    A clivagem está a ser prosseguida e só os mais ricos poderão singrar.

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    1. Por um lado é importante que Portugal continue no TOP 6,
      Por outro lado, é importante que o Benfica seja o maior número de vezes campeão (tendo acesso directo) e depois consiga qualificar-se para os 1/8 de final da Champions, e quem sabe ir mais além.

      A Champions League é "Champions" de nome. Já há quase 20 anos que os principais países têm mais do que 1 vaga.

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    2. A tua análise é deveras inocente, não percebo se de forma propositada, se por desconhecimento, se por conveniência. O problema não são estas medidas em si. O problema é a mensagem que delas retiramos. Devemos ser honestos e ir directos aos assuntos: estas medidas deixam antever, de forma clara, que a Liga dos Campeões caminha a passos largos para ser uma competição fechada ou similar, ao estilo americano (NBA, NFL, etc, etc).

      O sinais são estes:

      - As novas medidas vêm concentrar, ainda mais, o filet-mignon dos direitos televisivos e comerciais nas 4 ou 5 principais ligas. Dê por onde der, são os clubes mais ricos e que mais investem e facturam que estão a ser protegidos e até reforçados. Um dos pretextos para as mudanças são as audiências da última fórmula made in Platini, que terão retirado interesse à competição por haver mais jogos entre equipas de pouca expressão. O motivo é ridículo, porque a Liga dos Campeões é capaz de ser também a campeã das audiências televisivas. Não entendo outras interpretações.

      - As decisões não são de cariz desportivo, ou seja, não são feitas para reforçar a competição e equilibrar o terreno de jogo. Estas medidas são apenas de carácter financeiro/económico e representam uma clara relação de poder e uma ideologia: manda quem tem mais dinheiro, os outros cumprem ou saltam fora. Sai reforçada a vertente do espectáculo e dos telespectadores do mundo inteiro, que em boa verdade estão-se perfeitamente cagando para o Benfica, o Sporting, o FCP, o Bétis, o Atlético, o Rennes, o Mónaco, o Legia, o Panathinaikos (99 por cento deles). Querem é ver os ingleses, o Barça, o Real e o Bayern. O resto, para estes 99 por cento, é tudo ruído.

      - A entrada de uma série de empresários americanos e chineses, sobretudo, indica que há promessas de maximização dos lucros por via das transmissões televisivas e de diferentes acordos comerciais. Os clubes europeus são máquinas pesadas de investimento e emoção, uma relação que será sempre muito complicada de gerir - e são deficitários, na maior parte dos casos. Os americanos, por exemplo, nunca investiram 1 dólar no futebol profissional europeu até há 10 anos atrás. Por uma razão muito simples. Por uma razão cultural, sobretudo: eles não entendem a parte do associativismo. Da paixão. Do amor que os adeptos têm pelo clube, seja qual for a situação. Até pode estar na última divisão amadora. Na NBA, se a equipa não ganha nada e não dá dinheiro fecha-se o negócio (a equipa), muda-se de bairro ou cidade e vende-se a franquia a outra empresa - isto na Europa é impensável, por enquanto. Por enquanto... Veja-se que há um investidor chinês que anda a falar de um modelo para a Liga dos Campeões que pode triplicar as receitas dos clubes. É um modelo fechado (por convite ou ranking), obviamente.

      - O facto da UEFA criar uma Sociedade Anónima para "análisar" bla bla bla parece-me uma das notícias mais relevantes deste processo. Eu acredito que é o primeiro passo para se vender a competição - ou algo do género - e para surgirem "parceiros/accionistas" na Liga dos Campeões. Chineses, americanos ou outros. Só têm de trazer a massa. Porque é uma Sociedade Anónima?

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    3. São bastantes sinais, na minha opinião. São sinais aterradores para a competição e para o desporto que é o futebol. Não pelas nacionalidades que referi, são apenas exemplos. Também há empresários de outras proveniências, europeus, a cheirar o rastilho dos dólares.

      A excessiva - sim, porque não há necessidade destas coisas, a FIFA e a UEFA são máquinas de dinheiro, seja qual for o conceito e o modelo de negócio em cima da mesa; eu sei que os clubes precisam de dinheiro, não fujo da realidade - mercantilização da minha paixão e do meu gosto pelas coisas é nojenta. Sobretudo para lidar com gente corrupta e que não tem outro objectivo que não seja encher os bolsos. E fazer coisas feias.

      A UEFA representa associações desportivas de interesse público, na maior parte dos casos. Não é uma coisa assim totalmente privada (juridicamente até será, mas nas outras dimensões já é menos). A Liga dos Campeões deve ser uma competição desportiva que premeia aqueles que ganham as competições internas. E que deve valer pelo mérito, não por quem tem mais dinheiro ou rende mais dinheiro. Esta ligação é fundamental, não pelo nome, mas pela força que dá às ligas e pela grande festa que são os jogos de futebol. E depois, tudo bem, não me escandaliza nada que abram as portas a outros "campeões". Como se faz há muitos anos.

      As mudanças deveriam servir para potenciar o lado desportivo, de participação de todos, dentro de uma ideia de sustentabilidade económica, de mérito desportivo e de boa gestão dos clubes (concordo e desejo que reforcem as chamadas regras fair-play, a NBA e a NFL também têm bons exemplos).

      Infelizmente, para mim, o caminho é outro. E ainda vamos ver a Shakira a dançar por cima da baliza, num holograma com uma marca qualquer, para que o Piqué a possa beijar sempre que evita um ataque adversário. Tão fixe.

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  8. Se antes já era importante ficar nos 2 primeiros classificados na Liga Portuguesa, agora tornou-se absolutamente crucial.
    Com estas alterações na Champions, entende-se perfeitamente o "all-in" que os grandes estão a fazer.
    Temos que tudo fazer para manter o nosso domínio recente. A médio prazo a clivagem financeira pode bem levar a que deixemos de ser um mercado de "big 3" para passarmos a "big 2".

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